Eron
Eu estava sentado na poltrona da recepção, tentando não me engasgar de tanto rir. Olhava para os meus pais, ainda atordoados, e não conseguia acreditar na cena que tinham acabado de presenciar.
Rir ou chorar? Difícil escolher.
Riuk entrou na sala, com aquele jeito de quem sempre sabe quando algo está pegando fogo.
"O que aconteceu aqui?" ele perguntou, arqueando uma sobrancelha. "Parecem que viram uma assombração."
"Ah, nada demais", disse eu, tentando manter a compostura, mas uma risada escapou. "Só que o Enoch… acabou de descobrir que sua humana tem coragem… e bom gosto. Digamos que ele não pensou em nada além de safadeza pelo caminho."
Riuk torceu o nariz e riu. "Hm… é bom pra ele aprender. Assim ele nunca mais esquece de trancar a porta, ou nunca mais entra em um quarto antes de bater. Sempre digo que a vida ensina da melhor forma." cai na risada.
Minha mãe, bufou, toda irritadinha. "Vocês são uns sem-vergonhas! O menino está no hospital. Nem se recuperou direito e já está pensando... com certeza vocês que ensinaram ele a ser assim..."
Meu pai, Ragnar, riu alto, como sempre. "Olha amor, tem coisas que não precisam ser ensinadas. Ainda mais quando se descobre sua companheira. Enoch está descobrindo o laço. Não é uns ferimentos que vão fazer o lobo dele refrear o desejo."
"Ah parem de falar disso. Não quero saber. Estou feliz por ele ter achado sua metade, mas poxa. Estamos em um hospital. Olha o exemplo que temos que dar. O que vão dizer de nós?"
Ele deu de ombros, rindo. "Como se a gente pensasse onde era hora para qualquer coisa… Não seja hipócrita, Luna, só está assim por que acredita que ele ainda não se recuperou, mas ele está ótimo, vimos isso com nossos próprios olhos."
Riuk e eu nos enojamos ao mesmo tempo. "Pai! Mãe! Chega de criar essas imagens nas nossas mentes. Não quero ter esses pensamentos sobre vocês."
Os dois soltaram uma risada abafada, impagável.
Ragnar finalmente se recompôs, ainda com um sorriso torto. "Então… tudo certo agora? As coisas começaram a se acalmar?"
"Sim", disse Cam, respirando fundo. "Está tudo tranquilo. Não precisamos mais nos preocupar."
"Bom", disse meu pai, ainda sorrindo, "porque o Enoch vai ter alta em breve, e aí ele vai poder voltar para casa, terminar seu tratamento, e tudo ficará bem."

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