Riuk
Libby suspirou teatralmente.
“Tá bom, chega. Não aguento mais esperar por esse momento. Chama a Rubi. Eu tô ficando ansiosa demais pra mostrar logo.”
Meu coração deu um pulo.
"Libby, me fala o que estão aprontando. A Rubi não pode..."
"A Rubi ou você?" Eron falou rindo da minha cara.
"Nós dois. Fala de uma vez o que é e eu resolvo como contar pra minha mulher."
"E estragar a surpresa? Jamais. Vai chamar ela, ou eu mesma vou." Libby me encarou e eu bufei concordando.
Fui até onde Rubi estava, caminhando devagar pelo corredor. Ela vinha em minha direção com aquele jeito novo de andar, os pés um pouco mais abertos, a mão apoiada na lombar. Linda, forte e minha.
"Fui no banheiro, de novo. Parece que seu bebê resolveu se sentar em cima da minha bexiga." deui risada beijando sua testa.
"Agora ele é só meu?"
"É... quando me faz ficar no sanitário de 5 em 5 minutos, ele é só seu." nós dois rimos e a abracei.
“Libby e Eron têm uma surpresa pra gente.”murmurei.
"Surpresa? Que surpresa?"
"Não quiseram dizer, então vim te buscar para resolver esse mistério logo."
Ela concordou e caminhamos até os dois que estavam novamente cochichando no canto.
“Olha… olha o que vão aprontar”, disse, rindo. “Você sabe que eu não posso me emocionar demais, né?”
Antes que eu respondesse, Libby já estava ali, envolvendo Rubi num abraço cuidadoso.
“Prometo que é emoção boa”, garantiu. “Daquelas que aquecem o coração.”
Rubi me olhou de canto.
“Se eu chorar, a culpa é sua.”
"Eu vou te defender, amor. Eles sabem que tem que ter cuidado agora."
Saímos de fininho, tentando não chamar a atenção do resto da família, o que era quase impossível com aquele bando barulhento. Ainda assim, conseguimos chegar ao carro sem interrogatórios.
Ajudei Rubi a entrar com todo cuidado do mundo. Eron assumiu o volante. Libby foi ao lado dele, com aquele sorriso misterioso que só aumentava minha desconfiança.
Assim que o carro começou a andar, Rubi tentou.
“Tá… já que estamos aqui… pelo menos me diz se é longe.”
“Não”, Libby respondeu rápido demais.
“Então me diz se é brilhante.”
“Também não.”
Rubi gargalhou.
“Vocês são péssimos nisso.”
“Para de ser curiosa”, Libby disse, rindo também. “Já já você vai ver.”
O trajeto foi curto. Curto demais para qualquer coisa grandiosa, pensei. Quando o carro parou, franzi o cenho.
Era… perto.
Muito perto.
Uma casa surgia à nossa frente. Bonita. Aconchegante. Com um jardim bem cuidado e janelas amplas. Tão próxima da mansão que dava, sim, para ir a pé. Em outro momento. Não agora.
Descemos ainda confusos.
“Ok…”, comecei. “Agora alguém vai ter que explicar.”
Eron e Libby se posicionaram à nossa frente.
“Surpresa!”
Olhei para Rubi. Ela olhou para mim. O mesmo pensamento cruzou nossos olhos.
“Vocês só podem estar brincando”, ela disse, a voz vacilando.
Libby balançou a cabeça.
“Não estamos.”
Continuamos andando pela casa, cada cômodo trazendo uma nova onda de emoção. Até que Libby parou diante de uma porta fechada.
“E agora…”, disse ela, respirando fundo. “Essa parte é especial.”
Ela abriu a porta.
O quarto de bebê perfeito.
Tons neutros. Iluminação suave. Um berço delicado, móveis bem escolhidos, detalhes pensados com um carinho que quase doía. Não havia nada exagerado. Era acolhedor. Seguro. Um ninho.
Rubi perdeu o fôlego.
As pernas dela vacilaram e eu a segurei no mesmo instante.
“Respira, amor”, murmurei. “Eu tô aqui.”
Ela levou as mãos à barriga, chorando abertamente agora.
“Eu… eu não acredito…”
Libby se aproximou devagar.
“Eu lembrei quando eu e minhas irmãs decoramos o seu quarto, Rubi.” Sua voz tremia. “E achei que seria bonito fazer isso para o meu sobrinho… ou sobrinha. Fiz com todo meu coração.”
Rubi virou-se e a abraçou forte.
“Eu nunca vou esquecer isso”, disse, entre lágrimas. “Nunca.”
Observei a cena com o peito cheio demais para caber em mim.
Ali, naquela casa, naquele quarto, com aquelas pessoas… eu entendi.
Nós não estávamos apenas tendo um bebê.
Nós estávamos construindo um lar.
E nada, absolutamente nada, poderia ser mais precioso do que aquilo.
***
Olá pessoal,
agora na arte da manhã só vou conseguir colocar um capítulo, mas a tarde retorno com mais. Obrigada

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Apaixonada pelo Alfa Errado