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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 34

Rubi

Saio da sala do Riuk com o peito apertado, tentando manter a dignidade enquanto passo pelo corredor. As lágrimas vêm sem que eu consiga evitar, mas pelo menos consigo chegar até minha sala antes de desabar completamente.

Recolho minhas coisas em silêncio, o notebook, a pasta do projeto, meu casaco, enquanto luto para respirar de forma minimamente estável. Sinto como se tudo estivesse desmoronando ao mesmo tempo.

Desço pelo elevador com os olhos ardendo. Assim que piso na calçada, abro o aplicativo do Uber e espero. Só quero ir para casa. Só quero paz. Talvez esquecer esse dia inteiro.

Mas um som interrompe meus pensamentos: o ronco de um motor vindo depressa demais.

Olho para a direita e vejo um carro dobrar a esquina rápido o bastante para parecer deliberado. O farol avança sobre mim, e por um segundo meu corpo paralisa. No último instante, o motorista j**a o carro para o lado, mas o retrovisor ainda acerta minha cintura e me j**a no chão. Ralo o braço e a perna no asfalto quente. A dor arde, mas o susto arde mais.

Pessoas correm na minha direção.

“Moça, você tá bem? Consegue levantar?”

Assinto, mesmo tonta, mesmo sem estar bem. O carro já sumiu no fim da rua, e eu não consegui ver placa, modelo, nada. Só o medo ecoando forte demais.

Ouço o barulho da porta do prédio abrindo, e a voz de Riuk atravessa o ar.

“RUBI!”

Ele chega até mim em segundos, os olhos percorrendo meu corpo inteiro, atento, furioso, tomado por um instinto quase animal.

“Quem fez isso?” Ele olha para a rua, como se pudesse rastrear o agressor pelo cheiro. “Você viu o carro? Alguma coisa?”

Balanço a cabeça, a garganta fechada.

“Não… eu não consegui.”

Riuk respira fundo, tentando controlar a raiva que vibra no corpo dele. Quando fala de novo, a voz está grave, carregada.

"Vou te levantar, se doer alguma coisa você me fala." eu concordo, e ele me ergue, mas meu corpo ainda está anestesiado com tudo que aconteceu.

Ele caminha de volta para a empresa, indo para o estacionamento e me colocando em seu carro.

O caminho até o apartamento dele é silencioso. Ele dirige com as mãos firmes demais no volante, a mandíbula trincada. Eu só consigo olhar pela janela e tentar acalmar a respiração.

Quando chegamos, ele me ajuda a subir o prédio com cuidado, ainda controlando a tempestade dentro dele.

“Vou pedir acesso às câmeras da rua”, ele diz enquanto abre a porta. “E vou descobrir quem fez isso. Não vou deixar isso passar. Não parece que foi um acidente, parece que foi proposital.”

“Riuk…” murmuro, cansada demais para qualquer discussão. “Por favor… deixa isso pra lá. Eu estou cansada de suspeitar de tudo e de todos.”

Ele fecha os olhos por um instante, respira fundo e suaviza o tom.

“Tá. Vai para o quarto descansar. Eu vou pegar o kit de primeiros socorros.”

34. Acidente 1

34. Acidente 2

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