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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 35

Riuk

Ela sorri.

Pequeno.

Cansado.

Vulnerável.

E mesmo assim… lindo.

Eu digo que tenho orgulho dela, mas o que sinto é maior do que isso. É como se o meu lobo erguesse a cabeça, atento, reconhecendo algo que eu ainda não ouso nomear.

O rosto dela está iluminado apenas pela tela do notebook, e o reflexo do projeto dança nos olhos dela. A fachada viva, o piso cinético, tudo faz sentido, tudo tem personalidade. Tudo é muito… ela.

E quando ela olha para mim daquele jeito, como se minha opinião importasse mais do que deveria, algo dentro de mim responde.

Quente.

Instintivo.

Perigoso.

Eu me aproximo e me sento ao lado dela na cama. O perfume suave dela mistura-se ao cheiro de bandagem, água morna e um leve toque de sangue seco. Meu corpo inteiro alerta, querendo protegê-la de qualquer coisa que possa machucá-la de novo.

"Posso?" pergunto, apontando para o lápis digital.

Ela acena com a cabeça, e quando nossas mãos se tocam por um segundo… o ar parece ficar preso entre nós.

Faço duas pequenas sugestões no desenho, ajustes de circulação, pequenas otimizações de fluxo de vento para a fachada viva, nada que altere a essência. E ela observa atentamente, os olhos brilhando, os lábios entreabertos num jeito que deixa meu lobo inquieto.

"Você é incrível, sabia?" ela murmura baixo, quase sem perceber. "Sua visão para a estrutura é perfeita."

E eu sinto.

O golpe.

O impacto.

A verdade.

A vontade.

Meu lobo avança dentro de mim, não para atacar, mas para reconhecer.

Para reivindicar.

Para ficar perto.

Eu inspiro devagar, tentando conter o impulso de puxar ela para mim, de encostar minha testa na dela e pedir, ou exigir, que ela jamais saia sozinha de novo.

Mas ela está tão cansada.

As pálpebras dela começam a pesar, e o corpo relaxa ao meu lado. Ela luta contra o sono, determinada a continuar, determinada a provar algo para si mesma ou para o mundo.

“Rubi…” minha voz sai mais baixa. “Você precisa descansar.”

Ela balança a cabeça em negação, num movimento teimoso e doce.

“Só mais um pouco…”

Mas as palavras desaparecem. A cabeça dela inclina devagar para o meu ombro, e antes que eu possa dizer qualquer coisa, ela simplesmente… desliga.

Dormindo profundamente.

O corpo cedendo de exaustão.

O rosto suavizando.

Por um segundo eu fico parado, só observando.

A respiração dela.

A confiança silenciosa.

A delicadeza.

35. Minha promessa 1

35. Minha promessa 2

35. Minha promessa 3

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