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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 46

Rubi

O carro ainda nem saiu do estacionamento e eu já não sei mais quem está dirigindo: se é o Riuk ou o lobo dele.

A mão direita dele segura o volante com tanta força que os nós dos dedos estão brancos. A esquerda… a esquerda está na minha coxa, alta demais pra ser inocente, baixa demais pra ser sacanagem declarada. Só que os dedos dele tremem. Tremem de verdade. Como se ele estivesse segurando o mundo inteiro ali.

Eu respiro fundo e o cheiro dele me invade: couro, medeira e algo doce que é só dele. Meu corpo inteiro responde antes da minha cabeça. Minhas coxas se apertam sozinhas, procurando pressão, procurando ele.

“Rubi…” A voz sai arrastada, quase um aviso. “Se você continuar me olhando assim, eu paro esse carro no meio da rua e te como no banco de trás.”

Eu mordo o lábio. Não de nervoso. De vontade.

“Promessas, promessas…”

Ele vira o rosto por um segundo, o verde e o dourado dos olhos se mesclando, na luta entre humano e fera. O lobo dele está na superfície, rosnando tão alto que eu sinto a vibração no peito.

A mão sobe dois centímetros. Só dois. Mas é o suficiente pra eu soltar um gemido baixinho, sem vergonha nenhuma.

“Riuk…”

“Calma, minha pequena.” Ele engole seco. “Nossa primeira vez vai ser na minha casa. Quero você na minha cama, gritando meu nome até esquecer que existe mundo lá fora.”

Eu nunca ouvi nada tão bonito na vida.

O resto do caminho é tortura. Cada semáforo vermelho é um castigo divino. Cada curva, ele aproveita pra deslizar os dedos um pouquinho mais pra dentro da minha coxa, roçando de leve onde eu já estou encharcada. Eu me contorço no banco, apertando os seios sem perceber, respirando pela boca.

Quando ele finalmente estaciona na garagem subterrânea, eu já estou com as mãos no cinto dele.

Ele desliga o motor, vira pra mim, pega meu rosto com as duas mãos e me beija como se fosse a última vez que fosse respirar. Dentes, língua, gemidos abafados. Eu subo no colo dele sem nem pensar, esfregando meu corpo no dele, sentindo exatamente o quanto ele está duro pra mim.

“Elevador”, ele rosna contra minha boca. “Agora.”

A gente sai do carro tropeçando, roupas tortas, bocas coladas. No corredor vazio, ele me encosta na parede fria e me levanta pelo quadril, como se eu não pesasse nada. Minhas pernas se enrolam na cintura dele automaticamente. Ele empurra o pau duro contra mim, só uma vez, mas é o suficiente pra eu ver estrelas.

“Riuk… por favor…”

“Calma”, ele ri rouco, mordendo meu pescoço. “Quero te ouvir implorar dentro do elevador.”

As portas se abrem. Ele entra comigo ainda no colo, aperta o botão do último andar com o cotovelo e, no segundo que as portas se fecham, me beija de novo. Dessa vez é lento, profundo, quase religioso. A língua dele desenha a minha, como se estivesse me marcando por dentro.

Eu desço as mãos pelas costas dele, arranhando por cima da camisa, puxando o tecido pra cima pra tocar pele. Ele geme na minha boca, empurra mais forte entre minhas pernas, me fazendo sentir cada centímetro dele.

“Você sente o quanto eu te quero?” ele sussurra, voz tremendo de tesão e de algo maior. “Sente o quanto eu já sou seu?”

Eu aceno, sem ar.

O elevador apita. Último andar.

46. Meu Pecado 1

46. Meu Pecado 2

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