Rubi
Minha loba uiva tão alto que quase me rasga por dentro.
Eu pego o rosto dele com as duas mãos, aproximo até nossos lábios quase se tocarem.
“Riuk… eu quero você inteiro. O lobo, o homem, o pau duro que tá latejando pra mim agora. Quero você me rasgando, me marcando, me enchendo até eu não lembrar meu próprio nome. Mas mais que tudo…” minha voz falha, os olhos queimam. “Eu preciso me sentir amada. Preciso me sentir desejada de verdade. E você é o único, o único que já me fez sentir assim. Então me ama, Riuk. Me possui. Me faz esquecer que o mundo existe. Só você e eu. Só nós dois.”
Ele fecha os olhos por um segundo, como se estivesse absorvendo cada palavra com o corpo inteiro. Quando abre de novo, tem água ali, brilhando no canto.
“Rubi…” A voz sai rouca, quase quebrada. “Você já é amada. Desde o primeiro dia. Desde antes de eu saber o que era amor.”
Ele me afasta da parede e caminha comigo, dessa vez devagar, quase em câmera lenta, e me deita no centro da cama como se eu fosse feita de cristal. As luzes da cidade entram pela janela e desenham linhas douradas no corpo dele enquanto ele tira a camisa. Eu perco o ar. Pele bronzeada, músculos tensos, cicatrizes que contam histórias que eu quero ouvir todas com a boca na pele dele.
Ele sobe na cama devagar, se ajoelhando entre minhas pernas abertas. As mãos tremem quando puxam o vestido por cima da minha cabeça. Quando vê que eu não estou usando sutiã, ele solta um gemido baixo, quase dolorido.
“Você é perfeita… perfeita demais pra mim.”
A boca dele desce no meu pescoço, nos seios, na barriga. Cada beijo é uma promessa. Cada mordida é uma marca. Quando chega na calcinha, ele olha pra mim, pedindo permissão sem palavras. Eu aceno, desesperada.
Ele arranca a peça com os dentes.
A primeira lambida é lenta, reverente. A segunda é faminta. A terceira… ele chupa meu clitóris com força, dois dedos entrando devagar, abrindo caminho. Eu arqueio inteira, gritando o nome dele.
“Devagar, meu amor… deixa eu te preparar direitinho.”
Ele me leva à beira duas, três vezes, parando sempre antes do abismo, até eu estar chorando de verdade, puxando o cabelo dele.
“Riuk… por favor… eu preciso de você dentro de mim…”
Ele sobe, beija minha boca, me deixa provar meu próprio gosto na língua dele.
“Vai doer um pouquinho, tá? Mas eu vou cuidar de você. Sempre.”
Ele se posiciona. A cabeça grossa roça minha entrada, molhada, pronta, mas ainda assim apertada. Ele respira fundo, tenso, os braços tremendo de tanto se segurar.
“Olha pra mim, Rubi.”
Eu abro os olhos. Ele está lindo. Suado, desesperado, apaixonado.
“Me diz se quiser que eu pare”, ele sussurra, e empurra devagar.
A dor vem aguda, rápida. Eu prendo o ar, cravo as unhas nos ombros dele.
Ele para na hora, beijando minha testa, meu nariz, meus lábios.
“Eu estou aqui, pequena… eu paro... é só pedir…”
Eu gozo primeiro. Violento, longo, gritando o nome dele até ficar sem voz. Meu corpo inteiro convulsiona em volta dele, apertando, sugando.
Ele geme meu nome como se doesse, enterra o rosto no meu pescoço e goza dentro de mim, quente, pulsante, marcando cada pedaço de mim com ele.
Ficamos assim, grudados, tremendo, respirando o mesmo ar por minutos que parecem anos.
Ele sai devagar, cuidadoso, e me puxa pro peito dele, cobrindo nós dois com o lençol. Beija minha testa, meu cabelo, meus olhos.
“Você tá bem, pequena?”
Eu sorrio, mole, feliz, completa.
“Acho que nunca estive tão bem… E você, está bem?”
Ele aperta mais forte, como se tivesse medo de eu sumir.
“Acho que você não precisa de uma resposta para isso.”
E ali, no silêncio que vem depois do furacão, eu escuto o coração dele batendo no mesmo ritmo do meu.
Dois corações. Uma única batida.

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