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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 68

Rubi

Paro ao lado do Riuk na frente da mansão. A construção parece enorme, imponente, iluminada como sempre esteve, mas agora tudo é diferente. Eu vejo cada detalhe das pedras, cada reflexo nas janelas, cada cheiro que sai pelas frestas.

Riuk vira o focinho pra mim.

“Quer que eu vá na frente, pequena?”

Eu engulo em seco. Minha loba treme inteira.

“Quero.”

Ele encosta o ombro no meu, um toque firme, seguro.

“Vai ficar tudo bem. Eles vão ficar felizes por te ver assim. Eu prometo.” O olhar dele escurece. “Depois fugimos pro quarto…”

"E sue quarto é aprova de som, por acaso? Ou se esqueceu que estamos em sua casa, com os lobos mais fortes de nossa geração. Todos com audições bem sensíveis." ele ronrona e se aproxima.

"Sensível como quando eu te toco, você quer dizer." e eu tremo de expectativa. Minha loba quer pular logo para essa parte."

Ele abana o rabo, rindo daquele jeito de lobo que faz meu coração dar cambalhota.

“E sobre o quarto… sim, é à prova de som,” diz, malicioso. “Mas hoje eu não vou te tomar. Hoje é só banho quente, massagem e dormir agarrado. Amanhã… aí a gente vê como seu corpo vai estar.”

Eu finjo decepção, mostrando os dentes.

“Que crueldade.”

Ele ri de novo, lambe meu focinho rápido.

“Te vejo lá dentro, minha loba.”

E entra.

Eu fico ali, sozinha, ouvindo tudo.

A voz grave dele ecoando pelo hall:

“Todos pra sala de jantar. Agora.”

Primos perguntam confusos:

“Por que você tá como lobo, Riuk?”

“Fiquem quietos e vão.”

Minha mãe, agitada:

“Onde tá a Rubi? Cadê minha filha?”

Meu pai, preocupado:

“Ela tá bem?”

É surreal ouvir tudo isso estando tão longe, escondida atrás das árvores, e ainda assim sentir cada palavra como se estivessem gritando no meu ouvido.

Respiro fundo três vezes.

Minhas patas tremem.

Então começo a andar.

Passo a passo, lenta, sentindo o cascalho sob as almofadas das patas, depois o mármore frio da entrada.

No segundo em que minha pata toca o porcelanato, o silêncio cai como uma cortina.

Sinto o cheiro da apreensão. Sinto o cheiro da expectativa. E sinto, forte, quente, inconfundível, o cheiro do meu macho me esperando.

Caminho devagar, a cauda baixa, tentando acalmar a revolução de emoções dentro de mim.

Paro exatamente na porta da sala de jantar.

Um segundo. Dois.

E entro.

Todos os olhares se viram pra mim ao mesmo tempo.

Riuk está sentado como um segurança ao lado da porta, o peito estufado de orgulho, os olhos brilhando.

Eu paro no centro.

Minha mãe é a primeira a se mover.

“Ela achou o companheiro certo.”

O silêncio que segue é sagrado.

Eu viro o focinho pro Riuk.

Ele está me olhando como se eu fosse a única coisa que existe no mundo.

E eu sei, com cada batida do meu coração de loba, que é verdade.

Porque ele é o meu companheiro certo.

E eu sou a dele.

E agora todo mundo sabe.

Minha mãe acaricia meu focinho mais uma vez, sussurrando:

“Eu não acredito que finalmente... você chegou onde sempre quis." ela continua me abraçando, como se fosse um sonho.

"Eu sei mamãe. Minha loba precisa apenas dos estímulos certo, e de uma atenção que não vinha de pai e mãe." meu pai me olha e depois para Riuk.

"E quem garante que ele não vai fazer o mesmo que Eron? Ele não disse que é perigoso você ficar perto de Riuk agora. Como uma loba recém transformada... o melhor é você voltar pra casa e se fortalecer." rosno baixo já me desvencilhando deles.

"Não..." o medo em minhas palavras é instantâneo. Por mais que eu não queria ser o ponto fraco de Riuk, eu sinto como se algo dentro de mim, morresse, se eu não ficar com ele.

"Ben, sei que está preocupado com tudo isso, mas..." Riuk para ao meu lado, e me inclino para ele. "Eu posso cuidar dela. Do mesmo jeito que ela está se descobrindo, eu também estou, mas já viram o que acontece se tentam nos separar. O melhor é deixar que a gente mesmo descubra o que fazer." Meu pai olha para ele, sério. "E aproveitando o momento, quero pedir permissão de me unir a sua filha de forma correta."

"Ainda não." Eron diz, e o rosnado de Riuk fica evidente. "Atlas ainda..."

"Foda-se ele. Já disse que não tenho medo, e que posso controlar essa situação. O que não dá, é ficar vendo vocês jogarem com a minha vida e a da Rubi." o momento pesa.

“Papai…” eu chamo. “Eu quero ficar com o Riuk. Ele cuidou de mim. Ele me viu. Ele me ouviu. Eu nunca estive tão feliz… e acho que por isso minha loba veio agora. Ela confia nele. E eu também.”

Riuk me olha como se eu tivesse acabado de dar o voto mais importante da vida dele.

“Eu já assinei o divórcio com o Eron,” digo firme. “Não vou me manter presa a nada.”

"Assine o divórcio, Eron. Se ainda quiser que eu te perdoe algum dia." Riuk fala áspero.

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