Rubi
Fico mais uns minutinhos na banheira depois que o Riuk sai correndo atrás do irmão.
O silêncio é gostoso. A água ainda quente, o cheiro de lavanda, o corpo pesado de um jeito bom.
Olho pra mim mesma.
Os ombros parecem mais definidos, a cintura mais marcada, as pernas mais fortes. Minha loba está cansada, mas ronrona satisfeita lá no fundo. Ela está em casa. Finalmente faz parte da alcateia.
"Era por isso que sempre senti um buraco em meu peito. Faltava esse pertencimento."
Sorrio sozinha, ouvindo os rosnados do meu companheiro no corredor e o pobre Enoch implorando perdão.
Não é como se a matilha inteira já não tivesse se visto pelado alguma vez, mas… estar acompanhado muda tudo mesmo.
Resolvo que já abusei demais da água quente. Hora de encarar o mundo.
Me enrolo na toalha, pego outra pra secar o cabelo e paro na frente do espelho.
A porta do quarto b**e com força. Passos pesados ganham o ambiente, e Riuk entra no banheiro, para atrás de mim, as mãos já na minha cintura, o peito colado nas minhas costas.
“Se alguém ainda tinha dúvida sobre nós, não tem mais.”
Eu rio, inclinando a cabeça pro lado pra dar espaço.
Ele beija meu pescoço, lento, quente.
“Eu já pedi sua mão pro seu pai, lembra? Existe alguma dúvida nisso?”
O beijo desce até o ombro.
“Não… mas achei que ainda estavam achando que era brincadeira.”
Ele segura meu rosto, me vira pra ele.
“Quem achou não nos conhece de verdade.”
Me dá um beijo casto, rápido, cheio de promessa.
“Agora vamos nos trocar. Disse pro Enoch que a gente desce em dez minutos.”
Concordo, e saímos pro quarto.
Ele abre o guarda-roupa cheio de roupa dele e percebo que quando ele foi para Sidney, ele também deixou tudo para trás, eu abro a mala da minha mãe, pego um vestido leve azul-claro e uma calcinha e um top e me troco correndo antes que outro lobo resolva invadir o quarto.
Volto pro banheiro, penteio o cabelo molhado, calço uma sandália rasteira.
Quando viro, Riuk tá encostado na porta, braços cruzados, sorriso torto.
“O que foi?”
“Nada,” ele diz, os olhos percorrendo meu corpo devagar. “Só gravando essa cena na cabeça pra sempre.”
Eu rio, empurro ele pra fora do quarto.
“Vamos, lobo bobo.”
"Estou falando sério. Eu acho que não vou me cansar de te admirar."
"Não sei por que tudo isso."
"Eu sei..." saímos esperando que a família já tenha se acostumado com a ideia.
Descemos de mãos dadas, ele me puxando pela cintura, dedos entrelaçados.
No meio da escada já sinto os olhares.
Todo mundo sabe o que o Enoch viu.
Alguns tentam disfarçar, outros nem tentam.
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