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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 83

Riuk

O sinal ecoa.

Eu já não sou mais homem. Sou lobo, puro instinto, puro fogo.

O cheiro dela está em todo lugar, lavanda, medo, desejo, vida. Corro.

A floresta é um borrão verde. Pulo troncos, rasgo folhas, o chão treme sob minhas patas.

Mas então sinto. Três cheiros masculinos. Perto demais dela.

Minha visão fica vermelha.

Chego na clareira pequena e os vejo: três lobos cinzentos cercando a minha Rubi. Ela está de pé, pelo eriçado, rosnando, mas cercada.

Um deles avança.

Eu chego como trovão.

Pulo em cima do primeiro, dentes na nuca, quebro o pescoço antes que ele toque o chão. O segundo tenta fugir. Eu agarro a pata traseira, puxo, rasgo tendão. Ele uiva. Eu silencio com uma mordida na garganta.

O terceiro tenta atacar pelas costas. Rubi salta, crava os dentes no ombro dele, me dá a abertura. Eu termino o serviço.

Três corpos no chão. Nenhum respira.

Ela me olha, ofegante, olhos dourados arregalados. O medo some no segundo que me reconhece.

"A gente não devia matar..." ela fala, com a respiração ofegante.

"Eu avisei para não chegarem perto de você."

Eu me aproximo devagar, lambo o focinho dela, cheiro o pescoço. Ela treme, mas não de medo. De alívio. De necessidade.

"Eu sei, mas ainda assim, teremos problemas com isso."

"Não me importo. Eles procuraram e acharam. Não ligo para quem morreu. Ligo apenas para o seu bem estar." ela respira fundo dando uma última olhada neles, antes de começar a correr comigo.

Eu guio. Ela segue. O cheiro do Eron e da Libby fica mais forte. Chegamos na clareira sagrada, o círculo antigo de pedra, o lugar onde as uniões eram seladas. Um culto a muito perdido que os anciões querem trazer de volta. Mas acho que depois de hoje, eles não vão mais se arriscar.

Meu irmão já está ali.

Eron, em seu lobo enorme, com sangue no focinho, arranhões no peito. Libby, loba branca com marrom, lambendo o sangue do ombro dele.

"Não foi só nós que tivemos problemas." falou para Rubi que caminha ao meu lado.

Eron me encara, assente. Eu retribuo.

"Eu disse nada de mortes, como vou explicar..."

"Não é problema meu. Eu mandei ficarem longe da minha companheira, mas eles não quiseram ouvir."

"Riuk, eu sei, mas você deveria..."

"Diga aos pais deles, que é só virem falar comigo, e resolveremos as coisas." meus dentes brilham. "Quem sabe assim, vocês param com essa ideia idiota de caçada. Era assim no passado e continua assim no presente. Não existe conversa quando se trata de algo que é nosso."

"Eu... eu..." mas ele não tem argumento.

Outros anciões aparecem com túnicas brancas no braço.

83. A marca 1

83. A marca 2

83. A marca 3

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