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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 19

Francine entrou na cozinha ainda mordendo a unha e arrancou o avental como se isso fosse suficiente pra aplacar o desespero.

Malu, que estava calmamente untando a forma do bolo, levantou os olhos devagar, com aquela cara de “o que foi dessa vez?”.

— Ele pediu uma lista, Malu. Uma lista atualizada de funcionários.

— Ele quem? — perguntou só por protocolo. A resposta era óbvia.

— Quem mais? Dorian Villeneuve. O próprio. Foi até a sala da governanta, com aquele ar de quem vai abrir uma investigação federal.

Malu largou a colher.

— Ai, Francine…

— Ai nada! — rebateu, andando de um lado pro outro como uma leoa enjaulada. — O que esse homem quer com a lista? Será que ele só quer saber o nome da fulaninha da noite do baile? Ou será que ele tá montando um relatório completo com CPF, tipo sanguíneo e última vez que a pessoa tomou vacina?

— Eu aposto na segunda opção — Malu zombou. — Ele tem cara de quem dorme com planilha aberta.

Francine parou e apoiou os cotovelos na bancada, afundando o rosto nas mãos.

— Será que eu saboto a lista? Ou finjo demência e deixo a bomba estourar? Porque assim… vai ver ele nem lembra mais do rosto da mulher. Vai ver ele desistiu, né?

— Francine, ele foi até a sala da governanta. Três dias depois. Isso não é “desistir”, isso é quase montar um mapa investigativo com linha do tempo e conexões.

Ela soltou um suspiro pesado.

— Eu sabia. Sabia que aquele sorriso no espelho ia me custar caro. Se eu tivesse escorregado um pouquinho menos naquele salto... Se eu tivesse ficado quietinha...

— Se você tivesse ficado quietinha, a história nem teria começado — Malu rebateu. — Agora aguenta.

— Mas sabotagem é pesado, né? Eu ia estar mentindo oficialmente. Envolvendo outras pessoas... é quase um crime.

— Francine, você já invadiu uma festa particular, enganou o patrão, “pegou emprestada” uma máscara de convidada e ainda saiu antes do café. Agora resolveu se preocupar com ética?

Francine abriu um sorriso torto.

— Malu, às vezes eu acho que você é a voz da minha consciência. E outras vezes... só o eco da minha desgraça.

— Eu não tenho nada a ver com isso — Malu deu de ombros, voltando tranquilamente a untar a forma como se o mundo não estivesse prestes a desabar sobre a amiga.

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