Alguns dias depois, Dorian estava imerso em relatórios quando recebeu o aviso da secretária:
— Senhor Villeneuve, chegaram para entregar o domo de vidro.
Ele não respondeu de imediato.
Apenas se levantou, ajustou os punhos da camisa e seguiu até a sala de reuniões principal.
O objeto já estava sendo posicionado bem no centro da mesa, com a iluminação embutida revelando os contornos elegantes da máscara.
Dorian ficou alguns segundos em silêncio, observando. A peça parecia quase viva dentro do domo — um segredo em exposição.
— Está perfeito — murmurou, mais para si do que para os montadores.
Virou-se para a secretária.
— Chame a assessoria de imprensa. Agora.
Minutos depois, três profissionais da equipe entravam na sala. Ele foi direto:
— Quero uma sessão de fotos aqui dentro. Algo formal. Empresarial. Uma matéria qualquer sobre liderança, estratégias da Villeneuve Corp, tanto faz. O que importa é a imagem.
— A imagem, senhor?
— Exato. Quero uma foto minha com o domo em destaque. No fundo ou no foco, tanto faz — ele sorriu de lado — mas que a máscara esteja lá, visível.
— E a matéria… em qual veículo?
— Todos que aceitarem. Paguem o quanto for preciso para isso rodar nos sites certos. Coloque nas colunas de negócios, de estilo, de comportamento. Onde for. Ela vai entender o recado.
A equipe assentiu, já acostumada aos pedidos fora do comum — mas, dessa vez, havia uma faísca diferente no olhar de Dorian.
Um tipo de esperança contida, oculta sob camadas de controle e terno bem passado.
Dorian deu um passo para trás, olhou o conjunto completo e ajeitou a gravata.
Agora era só aguardar.
Francine já estava se sentindo segura novamente.
Há quase uma semana, nenhum sinal de movimentação por parte de Dorian.
O chefe — que andava parecendo um personagem de filme de suspense — finalmente parecia ter voltado ao normal.
Frio, silencioso, concentrado demais.

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