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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 57

Eles já estavam quase terminando o prato quando Dorian franziu a testa e pegou o celular do bolso.

— Estranho… — murmurou.

Francine levantou os olhos, desconfiada.

— O que foi agora? Alguma ação caiu um centavo?

Ele não respondeu de imediato, apenas olhou a tela, depois ao redor, como se escaneasse o ambiente.

Malu, por sua vez, aproveitava a trégua momentânea para raspar o molho do prato com o pão.

— Recebi um alerta aqui — disse Dorian, sem olhar diretamente para nenhuma das duas. — Tem um AirTag desconhecido próximo de mim há um tempo.

O garfo caiu do prato de Francine com um tilintar seco. Ela empalideceu.

— Um quê?

— AirTag. Localizador da Apple. Normalmente avisa quando alguém está sendo seguido sem saber. — Ele ergueu os olhos pra ela, com um olhar mais sério, menos provocador dessa vez. — Será que está com alguma de vocês?

Francine empurrou a cadeira para trás de repente e começou a vasculhar a própria bolsa com pressa, os dedos tremendo levemente.

Malu só assistia, confusa.

— Fran… o que foi?

Ela não respondeu.

Enfiou a mão no forro interno da bolsa, tateando com desespero, até sentir o pequeno objeto redondo enfiado em um rasgo sutil demais para ser notado. Puxou com força, rasgando o tecido.

E lá estava. Um AirTag.

O coração dela disparou. O rosto queimava.

— Aquele desgraçado… — murmurou, com a voz entre o choque e a fúria.

— Francine? — Malu arregalou os olhos. — Isso é seu?

— É meu. Quer dizer… tava comigo, né? — respondeu rápido, tentando parecer calma. — Deve ter sido… sei lá. Colocaram sem querer.

— Colocaram? — Dorian arqueou a sobrancelha, descrente. — Alguém tá monitorando você?

Ela engoliu seco e enfiou o rastreador de volta na bolsa, com o mesmo desespero com que alguém esconde um teste de gravidez no fundo da gaveta.

— Não, não. Deve ser engano. Deve ser do Elias, ou do Otávio. Às vezes ficam coisas perdidas lá na cozinha… Eu resolvo.

— Francine. — A voz de Dorian ficou mais firme. — Isso não é normal. Ninguém perde um rastreador no forro da bolsa de outra pessoa.

— Eu disse que resolvo. — O tom dela cortou o ar.

Francine soltou um suspiro e deixou o corpo afundar na cadeira, como se só agora pudesse respirar de verdade. Abriu a bolsa e tirou o dispositivo, colocando-o sobre a mesa.

— Tenho quase certeza que isso aqui foi o Natan. — A voz saiu amarga. — Quando ele recuperou minha bolsa daquele "ladrãozinho", deve ter colocado isso. Se é que o ladrão era mesmo de verdade, né?

Malu arregalou os olhos.

— Você tá dizendo que ele armou tudo aquilo?

— O Natan? Não duvido nem por um segundo. Criar uma situação de perigo, se fazer de herói, garantir que eu me sentisse em dívida… É exatamente o tipo de coisa que ele faria.

— Que nojo. — Malu olhou o AirTag como se ele estivesse contaminado. — Isso é... bizarro. Doentio. Agora entendo por que você odeia tanto ele.

Francine bufou, enfiando o AirTag de volta na bolsa com raiva.

— E o Dorian também. Tudo farinha do mesmo saco. Acham que por terem dinheiro podem ter o controle de tudo, até da minha vida.

Malu ergueu as sobrancelhas.

— Ué, achei que você tava começando a confiar no Dorian.

Francine deu uma risada seca.

— Confiar? Eu tô de olho. Só porque ele finge que é diferente, não significa que é. Ele ainda é um homem acostumado a ter tudo do jeito dele. Mas agora eu tô vacinada, Malu. Nenhum dos dois vai passar por cima de mim. Nunca mais.

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