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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 119

Sombras no Hospital

O hospital estava envolto pelo silêncio frio da noite. As luzes brancas refletiam no piso encerado, e cada passo ecoava como se fosse uma intrusão. Thiago e Cláudia entraram juntos, seus rostos carregando a mesma tensão.

Nathalia esperava por eles perto da recepção, os braços cruzados, o crachá da Monteiro Corp ainda pendurado no pescoço. O olhar estava agitado, como quem havia descoberto algo grande demais para carregar sozinha.

— Finalmente. — disse, aliviada ao ver os dois. — Eu tentei entrar no quarto do tio Carlos, mas me barraram. Disseram que ele foi transferido depois da cirurgia.

Thiago franziu o cenho, impaciente.

— Transferido, foi o que me disseram. Mas você disse que ontem esteve aqui, certo ?

Nathalia assentiu, apertando o crachá contra o peito.

— Ontem entrei sem problema nenhum. Só que eu não estava com isso aqui. — levantou o cartão. — Hoje vim direto do trabalho, e na hora percebi que a recepcionista fixou os olhos nesse crachá. Foi aí que tudo mudou.

Cláudia deu um passo à frente, séria.

— Faz sentido. — murmurou. — Eu recebi a mesma resposta que você. Só que não me dei por satisfeita. Vasculhei registros em hospitais e clínicas particulares… e não existe nenhum Carlos Nogueira em lugar nenhum.

Thiago estreitou os olhos, pensativo.

— Então você está dizendo… que quem armou contra a Eloise manipulou tudo para o Augusto acreditar que o pai dela fez a cirurgia com o dinheiro do projeto?

Nathalia respirou fundo, a voz saindo firme apesar da aflição.

— Exatamente. Querem que Augusto veja isso como prova de que ela é culpada.

Ele passou a mão pelos cabelos, tentando encontrar lógica.

— Mas não faz sentido! Foi coincidência o pai dela estar aqui. Por que envolver Carlos nisso?

O silêncio pesou por um instante, até Nathalia encarar os dois com olhos marejados.

— Talvez não tenha sido. Porque é perfeito. — respondeu, com um nó na garganta. — Eloise está desesperada, com medo do pior. Augusto acredita que o pai dela já fez a cirurgia. Se o pior acontecer… mesmo que descubra depois que ela é inocente, vai ser tarde demais. Ela nunca o perdoaria por não ter ajudado.

As palavras caíram entre eles como uma sentença.

Cláudia cruzou os braços, o rosto carregado de indignação.

— Então não querem só destruir a Eloise. Querem destruir qualquer chance dela e do Augusto ficarem juntos.

Thiago respirou fundo, o maxilar travado.

— E estão conseguindo.

O silêncio voltou, denso. Cada um deles sabia que, a partir daquele momento, não se tratava apenas de limpar o nome de Eloise. Era uma corrida contra o tempo para impedir que a dor virasse irreversível.

___

O hospital parecia mais frio naquela noite. Os corredores longos, iluminados por lâmpadas fluorescentes, exalavam um cheiro ainda mais forte de antisséptico. Cada passo ecoava, misturado ao zumbido distante das máquinas.

Cláudia caminhava à frente, determinada, os saltos firmes contra o piso liso. Atrás dela, Thiago seguia ao telefone, a voz baixa mas urgente.

— Thomas, preciso de você agora. — disse, a cada palavra mais grave. — Não é um pedido, é uma ordem. Quero seus homens na ala leste do hospital em dez minutos.

Do outro lado da linha, a resposta veio curta:

— Considere feito.

Thiago desligou, guardando o celular no bolso e trocando um olhar rápido com Cláudia.

— Ela não atende! — disse, quase em desespero. — O celular dela vai direto pra caixa postal. Eu tô com um mau pressentimento…

Enquanto Nathalia se desfazia em pânico no corredor, Cláudia era o pilar — calma, firme, inabalável.

Era como se, diante do caos, ela tivesse escolhido ser a rocha que segurava o peso de todos os outros.

Cláudia segurou nos ombros dela, firme.

— Escuta, Nathalia. Eu sei que você está preocupada, todos estamos. Mas precisamos focar. A cirurgia já está preparada. Na clínica que eu escolhi, segura e da minha confiança, os médicos estão prontos. Carlos precisa sair daqui agora.

Thiago confirmou com um aceno, sério.

— Quanto mais tempo perdermos, mais arriscado fica.

Nathalia respirou fundo, tentando se recompor.

— Está certo. Então vamos.

Cláudia fez um gesto rápido, e seus seguranças começaram a preparar a saída de Carlos, a maca sendo empurrada com cuidado.

Os três seguiram para a saída lateral, protegidos pelos homens de Thomas. Do lado de fora, o ar fresco da noite bateu contra seus rostos. Nathalia olhou ao redor, nervosa, mas entrou no carro junto de Thiago e Cláudia.

Do outro lado da rua, alguém observava em silêncio, o vulto escondido pela escuridão.

Seus olhos fixaram na cena: Cláudia, Thiago e Nathalia saindo juntos, tinha aflição nos olhos deles.

Um sorriso enigmático se formou em seus lábios.

“Interessante…”

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