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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 118

O Jogo Frio.

Ele ergueu o celular.

— Pronto, Emma enviou o número da Nathalia.

O coração de Eloise bateu mais rápido, os olhos marejados brilhando com uma mistura de esperança e desespero.

— Obrigada, Lucas. — a voz dela saiu baixa, quase um sussurro quebrado.

— Eloise agora o importante é você falar com a sua amiga — Lucas respondeu com carinho . — Vou ligar.

A chamada foi feita. O som do tom de ligação ecoou alto demais para Eloise, que chegou a prender a respiração.

Do outro lado, uma voz atendeu, apressada:

— Alô? Quem fala?

— Nathalia, é o Lucas. — respondeu ele, firme. — Vou passar para a Eloise.

Eloise agarrou o celular com as duas mãos, como se fosse sua tábua de salvação.

— Amiga! — a voz dela saiu num soluço, carregada de emoção. — Finalmente consegui falar com você… meu Deus, onde você está?

O choro atravessou a linha, misturado ao alívio.

A ligação que Eloise tanto precisava estava finalmente acontecendo — e, por trás dela, Lucas observava em silêncio, um leve brilho no olhar.

___

Augusto saiu da sala em direção ao elevador, os passos firmes ecoando no corredor.

Melissa ergueu os olhos da recepção assim que o viu.

Levantou-se com rapidez, o relatório em mãos, e caminhou até ele.

— Senhor Monteiro… — chamou com a voz ensaiada de eficiência, entregando a pasta. — O relatório que solicitou sobre o hospital.

Augusto pegou o envelope sem sequer encará-la, o semblante frio, e seguiu em frente.

Melissa respirou fundo, mantendo o sorriso profissional, mas por dentro o coração batia acelerado.

Foi o caminho todo com o olhar preso naquele envelope, como se o peso do papel fosse maior do que o próprio mundo.

Quando finalmente chegou em casa, não resistiu.

Largou o paletó sobre o sofá, afrouxou a gravata e serviu-se de uma dose generosa de whisky.

O líquido âmbar queimou na garganta, mas não apagou a sensação amarga que já o consumia por dentro.

Abriu.

Relatórios detalhados, carimbos oficiais, registros “comprovando” a transferência de Carlos Nogueira para outro hospital. Datas, assinaturas, nomes de médicos.

Tudo organizado demais.

Impecável demais.

Ele passou os olhos por cada página, a mandíbula travada, os dedos tamborilando no tampo da mesa.

Era o que queria: provas, documentos que justificassem suas escolhas, que confirmassem suas certezas.

Mas, por dentro, nada se aquietava.

Fechou os olhos por um instante — e o rosto de Eloise voltou à sua mente.

A imagem dela no evento, vestida de preto, equilibrando uma bandeja de taças como uma simples garçonete.

O choque em seus olhos quando o viu com a mão na cintura de Thamires.

A dor nua e crua que refletia exatamente a sua própria.

Abriu os olhos de repente, como se quisesse afastar a lembrança, mas as perguntas vieram feito lâminas.

“Se ela está com Navarro… por que trabalharia assim? Por que se humilhar desse jeito?”

Augusto se levantou de súbito, caminhando até a janela. A cidade se estendia lá fora, mas seus pensamentos eram mais ruidosos que o trânsito.

Passou a mão pelo rosto, respirando fundo, sentindo o gosto amargo subir pela boca.

— Será que ela têm mais um plano para me destruir? — murmurou, a voz grave, quase um rosnado.

O coração batia controlado, cada gesto preciso.

— Com licença. — disse em voz calma, erguendo-se da mesa. — Preciso usar o banheiro.

Subiu os degraus de mármore devagar, o celular escondido na mão.

Nicole sorriu radiante para ele, sem perceber que o olhar que a acompanhava não tinha ternura — apenas cálculo frio e um segredo prestes a ser revelado.

Assim que trancou a porta atrás de si, soltou o ar que nem percebera estar prendendo.

A tela acendeu com o pedido de senha.

Lorenzo tentou os números óbvios, aniversário da Nicole, mas o erro surgiu de imediato.

Franziu o cenho, encarando o celular como se fosse um enigma.

Então a lembrança veio: o colar exclusivo que vira no pescoço de Carla. O detalhe caro, escolhido a dedo com intenção de chama atenção, denunciava a vaidade.

Um sorriso frio curvou seus lábios.

“É claro… ela sempre escolhe a senha mais previsível possível.”

Digitou a sequência correspondente ao valor que mencionou que pagou.

Dessa vez, a tela desbloqueou com um clique suave.

Rolou pela lista de contatos.

Nomes, números, alguns salvos com apelidos triviais… mas um chamou sua atenção de imediato.

“Pote de Ouro.”

Lorenzo estreitou os olhos, o maxilar travado, os olhos fixos naquela tela.

Um sorriso lento, sombrio, curvou seus lábios. Aquilo não era apenas um contato — era uma chave.

— Quem é você…

A noite ainda estava só começando.

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