Promessas e Revelações
O clube fervilhava em risos, taças tilintando e música ambiente discreta. Eloise, Nathalia, Emma e Sofia se acomodavam na sala privativa ainda comentando segredos quando resolveram sair, Emma iria apresentar para as três o luxuoso e secreto clube.
No corredor amplo, iluminado por lustres de cristal, Eloise se deteve ao ouvir uma risada conhecida. O coração disparou antes mesmo de entrar no corredor
Lá estavam Augusto, Thiago, Heitor e Thomas, saindo de outra sala. O copo de whisky ainda nas mãos, o peso de homens que carregavam poder em cada passo.
Os olhos verdes de Augusto encontraram os dela de imediato. Um silêncio quase palpável caiu, ignorando todo o resto.
— Eloise… — ele murmurou, a voz grave, carregada de saudade e dor.
Eloise se virou para as amigas, a voz trêmula:
— Meninas, eu preciso ir.
Antes que alguma delas pudesse reagir, ela saiu apressada pelo corredor. Nathalia já ia atrás, mas Augusto foi mais rápido.
Do lado de fora, Eloise cruzava os dedos em desespero, pedindo a Deus que um táxi aparecesse logo. O coração disparava como se estivesse preso em uma armadilha.
— Eloise, espera. — a voz dele cortou o ar. — Não sou nenhum monstro para você fugir de mim.
Ela respirou fundo, o rosto firme apesar da alma em pedaços.
— Respeite minha decisão, Augusto. Me deixe em paz.
Ele se aproximou, a raiva e a vulnerabilidade travando um duelo nos olhos dele.
— Me deixa mostrar que nós merecemos uma segunda chance.
— Não… — a voz dela vacilou, mas se manteve firme.
— Todos os dias da minha vida, Eloise… — disse, como um voto — eu vou me dedicar a te conquistar. A implorar por uma chance. Eu vou te provar que nós merecemos uma segunda chance.
O ar ficou pesado, o silêncio sufocante. Eloise sentiu as lágrimas arderem, os olhos turvarem.
— Você me machucou muito… — confessou, num fio de voz.
— Eu sei. — ele admitiu, a voz embargada, mas não recuou. — E vou carregar esse peso até o fim. Mas eu te amo, Eloise. E vou reconquistar você. Só que, dessa vez, o nosso relacionamento vai ter pilares mais sólidos.
As lágrimas escorreram antes que ela pudesse impedir. E foi nesse instante que as luzes de um táxi cortaram a rua. Eloise ergueu a mão quase em súplica, entrou apressada e não olhou para trás.
Augusto permaneceu parado na calçada, imóvel, observando o carro desaparecer na noite. O gosto amargo da derrota queimava na boca, mas a promessa ecoava firme dentro dele:
ele não desistiria.
___
No corredor, Thiago tossiu, desconfortável, enquanto Emma mordia o lábio, tentando esconder o sorriso ao perceber como as peças daquele tabuleiro começavam a se mover.
Nathalia cruzou os braços, inquieta.
— Vou atrás dela. — disse, se afastando apressada.
De repente, Thomas desviou os olhos e os fixou em Sofia. O olhar dele era intenso — curioso, avaliador, quase perigoso. A jovem abaixou a cabeça de imediato, o rosto corado, mas não conseguiu escapar do peso daquela atenção.
— Que tal bebermos algo todos juntos? — Thomas sugeriu, virando-se para Thiago, como se não tivesse acabado de lançar aquele olhar.
Thiago entendeu o sinal, e a oportunidade. O desejo de ficar perto de Emma falou mais alto.
— Acho que seria uma boa ideia. — respondeu, com um sorriso discreto.
Nathalia ficou em silêncio por alguns segundos, respirando fundo.
— Você tem razão… — admitiu, vencida.
— Mas manda uma mensagem. — Emma apoiou. — Só pra ela sentir que não está sozinha.
Nathalia assentiu, já destravando o celular.
As três voltavam em direção ao salão principal quando uma figura imponente surgiu no corredor. O terno escuro impecável, a presença dominadora que parecia encher o espaço sem esforço. Ricardo Rocha não precisava levantar a voz para ser notado; bastava estar ali.
— Minha boneca… que bom ver você. — disse, a voz grave carregada de autoridade e afeto ao mesmo tempo.
Emma congelou por um segundo antes de sorrir, nervosa.
— Pai… eu não sabia que você estava na cidade.
Atrás dele, Thiago surgia no corredor — mas parou de imediato, o impacto estampado no rosto.
— Pai? — repetiu, a voz quase em choque. Os olhos iam de Ricardo para Emma, tentando encaixar as peças. — Você… é filha do Ricardo Rocha?
O silêncio se instalou por um segundo. Emma abriu a boca, mas não conseguiu responder. O rosto corava, as mãos trêmulas seguravam a bolsa com força.
Thiago riu. Um riso curto, nervoso, sem humor.
— E eu aqui achando que o seu segredo era não saber fritar um ovo… — a risada morreu rápido, o olhar dele se fechou, duro, ferido. — Por que não me contou, Emma?
A pergunta não foi um grito. Foi um sussurro que pesou mais do que qualquer acusação.
Emma tentou falar, mas a garganta travou. Não era a reprovação de Ricardo que a atingia, mas o olhar de Thiago — aquele contraste entre ironia e decepção.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...