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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 23

Capítulo 23

Sábado.

O dia parecia não ter fim.

Eloise passou as horas como quem tenta escapar dos próprios pensamentos — mas sem sucesso.

Organizou a estante do quarto. Tentou ler um livro, mas leu três vezes a mesma página sem entender uma linha. Passou pano na casa, limpou até o que já estava limpo. Qualquer coisa para não pensar.

Mas pensar era inevitável.

“Será que ele foi embora porque se arrependeu? Porque não significou nada?”

À noite, o travesseiro parecia duro demais, o quarto escuro demais, o silêncio alto demais.

Cada vez que fechava os olhos, vinham os flashes.

Os olhos dele encarando os dela no ápice.

A forma como ele a segurava debaixo do chuveiro.

O calor, os toques, os sussurros.

E a dúvida:

“Foi só desejo... ou algo a mais?”

...

Domingo.

Mais lento ainda. Mais vazio.

Nenhuma mensagem. Nenhuma ligação. Nenhuma explicação.

“Ele não vai falar nada? Vai fingir que não aconteceu? E eu... vou conseguir encarar ele de novo?”

E agora, uma segunda-feira se aproximava.

Com ela, viria o verdadeiro teste:

conseguir encarar Augusto Monteiro como se nada tivesse acontecido.

Mas e se ela não conseguisse?

Ela até cogitou não ir trabalhar na segunda.

Mas precisava do emprego. E fugir também não era a solução.

...

Segunda-feira.

Às 6h da manhã, já estava acordada.

Levantou-se antes do despertador tocar, como quem queria tomar o controle de um dia que ameaçava desmoronar.

Foi para o banheiro, lavou o rosto, prendeu o cabelo em um coque firme.

Escolheu um look clássico: blazer estruturado preto, calça de alfaiataria também preto e uma blusa branca de gola alta.

Augusto estava lá.

Sentado em sua cadeira de couro, impecável, com a postura ereta, os olhos fixos no notebook e a caneta girando entre os dedos. Ao lado, uma pilha de documentos. Como se já estivesse ali há horas.

Frio. Intocável. Focado como se... nada tivesse acontecido.

Ele ergueu os olhos lentamente, encontrando os dela.

O ar saiu do peito dela como se tivesse sido empurrado.

— Me desculpa... eu não sabia que já tinha chegado — ela disse rápido, gaguejando. — Eu... só vim deixar os documentos para assinar...

Ele apenas estendeu a mão.

— Os documentos — disse, com a voz baixa e neutra, como se estivessem em plena segunda-feira comum.

Ela entregou e recuou dois passos, engolindo seco.

Sem mais uma palavra, ele voltou a escrever.

O coração martelando.

"Então é assim...? Vai fingir que não aconteceu nada...?"

Ela hesitou. Engoliu em seco. E antes de virar para sair, respirou fundo, fechando a mão em punho ao lado do corpo.

— Augusto... — disse, com a voz mais baixa, trêmula. — A gente precisa conversar. Sobre o que aconteceu.

E então, o mundo pareceu parar por um segundo. O que ela viu nos olhos dele... foi tudo, menos resposta.

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