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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 234

O Minuto Antes da Verdade

Augusto saiu da sala ainda sentindo a conversa pesada com o pai ecoar na mente.

As mãos estavam firmes, mas por dentro algo pulsava — urgência.

Ele caminhou pelo corredor até a área da presidência.

A mesa de Eloise estava vazia.

Ele parou, o olhar fixo por um instante.

Ela nunca se atrasa. Nunca sai sem avisar.

Virou-se e caminhou até a recepção da presidência.

Sofia estava ali — postura impecável, telefone à mão, mas o olhar denunciava nervosismo de primeiro dia.

— Sofia. — chamou ele, a voz firme.

Ela quase derrubou o telefone ao se virar.

— S-senhor Monteiro…

— Onde está a Eloise? — perguntou direto, sem dureza, mas sem rodeios.

Sofia engoliu seco.

— A Eloise… ahm… ela foi… — tentou começar, mas a voz falhou.

Augusto ergueu apenas uma sobrancelha.

Sofia respirou fundo, tentando se recompor.

— Ela foi encontrar a Emma no quinto andar, senhor.

Se o senhor quiser, eu posso ligar e pedir para ela subir.

Augusto não respondeu de imediato.

Ele desviou o olhar para o elevador. Um pensamento lhe atingiu.

" Se Eloise souber que estou indo ao presídio, ela vai querer ir comigo."

E não havia espaço para ela naquele tipo de campo de batalha.

Ele inspirou fundo.

Voltando o olhar para Sofia, falou com calma — mas havia algo sério na voz:

— Sofia… quando a Eloise aparecer, diga a ela que eu fui resolver um problema com o Thomas.

Sofia assentiu, prestando atenção em cada palavra.

— Diga também… — continuou ele — que está tudo sob controle.

E que ela não precisa se preocupar.

Sofia sorriu pequeno, compreendendo o subtexto proteger Eloise sem alarmá-la.

— Claro, senhor. Eu aviso.

O elevador abriu com um ding suave.

Augusto deu dois passos e entrou.

As portas começaram a se fechar.

Mas, antes que se encontrassem, ele olhou diretamente para Sofia — e sua expressão mudou.

Não era o CEO falando.

Era o homem que ama Eloise.

— Sofia… — disse, baixo. — Fica de olho nela, por favor.

Sofia assentiu sem hesitar.

— Vou cuidar dela. — respondeu, firme.

As portas se fecharam.

O elevador desceu.

E, no reflexo do aço, o rosto de Augusto tinha mudado.

Agora, não era mais o noivo.

Nem o diretor.

Nem o filho.

Era o homem que ia para a guerra, para proteger seu império e sua amada.

___

No banheiro do andar da presidência estava silencioso, iluminado pela luz branca suave que refletia no azulejo brilhante.

Eloise e Nathalia entraram juntas.

A porta se fechou atrás delas — e o mundo lá fora ficou em pausa.

Nathalia colocou o teste sobre a pia com a delicadeza de quem manuseia algo perigoso.

Eloise respirou fundo.

— Meu Deus… não acredito que estou fazendo isso no banheiro da MonteiroCorp. — murmurou, levando a mão à testa.

— A vida não espera lugar chique pra acontecer. — respondeu Nathalia, prática. — Anda, mulher. Antes que eu envelheça aqui.

Eloise soltou um riso nervoso.

— Você seria a pior doula do planeta.

— Eu sei. Agora faz xixi logo.

Eloise pegou o teste, entrou na cabine e fechou a porta.

O silêncio se instalou.

Do lado de fora, Nathalia tamborilava os dedos na pia, o coração acelerado sem admitir.

— Nath… — a voz de Eloise ecoou baixinho lá dentro. — Se isso der positivo…

Nathalia apoiou as mãos na pia e respondeu com firmeza:

— Se der positivo… a gente comemora. E depois respira. E depois resolve. Você não tá sozinha. A dinda está aqui.

Silêncio.

Um suspiro.

Depois, o som suave da descarga.

Eloise saiu, o teste nas mãos — ainda virado ao contrário, sem que nenhuma das duas tivesse visto o resultado.

Ela colocou o teste sobre a pia entre elas.

As duas ficaram olhando para ele como se fosse uma bomba relógio.

— Precisa esperar três minutos. — disse Eloise, a voz quase num sussurro.

— Três minutos. — repetiu Nathalia, engolindo seco. — Fácil.

Não era.

As duas ficaram lado a lado, apoiadas na pia, olhando o relógio do celular.

Os ponteiros digitais pareciam se mover mais devagar.

O som suave do ar-condicionado fazia o silêncio parecer ainda mais alto.

— Você tá tremendo. — Nathalia murmurou, observando as mãos de Eloise.

— Eu sei. — respondeu Eloise, com um sorriso pequeno e inseguro. — E você também.

Nathalia olhou para as próprias mãos.

Estavam tremendo.

As duas riram — nervosas, cúmplices, desamparadas e, ao mesmo tempo, fortes juntas.

— Eu só… — Eloise começou, mas a voz falhou. — Eu nem sei o que pensa.

Nathalia colocou a mão no ombro dela.

— Sente. Não pensa agora. Só sente.

Outro minuto passou.

O teste estava ali.

Virado para baixo.

Esperando.

E então…

— Investigador Thomas Alves. — disse ele, sem sorriso. — Não fui informado de nenhuma ordem judicial para interrogatório hoje.

Thomas não diminuiu o passo.

A voz dele saiu fria, limpa, cortante:

— Não é interrogatório. É uma conversa restrita, vinculada a um processo em sigilo.

O diretor cruzou os braços.

— Mesmo assim, eu preciso saber o propósito da visita.

Thomas parou a meio metro dele — perto o bastante para que o diretor percebesse que não estava falando com um policial comum.

— Doutor… — Thomas começou, devagar, como quem explica algo óbvio. — Se eu tivesse permissão para lhe dizer, não seria sigilo de justiça.

O diretor franziu o cenho.

Augusto deu um passo à frente, o terno alinhado, a expressão impenetrável.

— Colocar dificuldades agora pode ser interpretado como obstrução. — disse, num tom calmo — e muito mais ameaçador por isso.

O diretor engoliu seco.

Thomas completou:

— Nós não vamos fazer perguntas sobre o presídio.

Não vamos expor ninguém.

Não vamos interferir na rotina.

Só precisamos falar com o interno Wesley — e isso é um direito garantido a ele

Silêncio.

Tensão.

O diretor cedeu primeiro.

— Vou autorizar a sala de visitas reservada. — disse, cansado, sinalizando para um guarda. — Levem o interno 147B.

Thomas assentiu, sério.

— Obrigado.

---

Eles seguiram pelo corredor até uma sala isolada.

Mesa de metal. Duas cadeiras. Luz fluorescente fria.

O silêncio ali dentro parecia mais pesado.

Augusto apoiou as mãos na mesa.

— Quando ele entrar… — murmurou — não vamos perder tempo.

Thomas concordou.

— Ele sabe algo que ninguém mais sabe. E se Daniel morreu… é porque isso vale muito.

A porta abriu.

O eco dos passos do interno se aproximando preencheu a sala antes que ele fosse visto — lento, pesado, como alguém que já aprendeu a carregar o próprio destino.

O guarda entrou primeiro.

Depois, Wesley.

Magro. Olheiras profundas. Um rosto que já tinha visto medo demais.

Ele se sentou devagar.

Os olhos dele encontraram os de Augusto.

E não desviaram.

— Investiga Thomas e o senhor é Augusto, certo? — Wesley murmurou. — Quem procurou vocês?

Augusto inclinou-se para frente, a voz baixa:

— Prazer Augusto Monteiro. Sua esposa Paula nos procurou, vamos garantir a segurança dela e a sua também.

Wesley respirou fundo.

As mãos tremiam.

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