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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 27

Capítulo 27

Thiago passou por Eloise sorrindo.

— Precisamos marcar uns drinks depois do trabalho.

Eloise abriu um sorriso contido, mas antes que pudesse responder, uma mulher elegante se aproximou pelos corredores.

— Olha só quem voltou! — disse Thiago, abrindo os braços teatralmente. — Nathalia! Duas semanas longe e eu quase enlouqueci. Essa mulher tem as rédeas da minha vida!

A moça riu e balançou a cabeça com humor. Eloise observou a cena com curiosidade.

— Nathalia, essa é Eloise — disse ele, voltando-se para ela. — A mulher que conseguiu descongelar o coração de gelo do nosso CEO favorito.

Eloise estendeu a mão, simpática.

— Prazer, Eloise.

— Nathalia. Seja bem-vinda à loucura que é o dia a dia com esse aqui — disse ela, apontando com o polegar para Thiago.

Os três riram, descontraídos. Foi nesse exato momento que a porta do gabinete se abriu.

Augusto saiu.

Viu os três conversando e rindo.

O sorriso no rosto de Eloise, o olhar de cumplicidade entre ela e Thiago, e a presença de Nathalia — que ele também conhecia bem — fizeram algo se contorcer dentro dele.

Ciúme.

Não havia outra palavra.

Mas ele não ia admitir isso nem sob tortura.

Respirou fundo, disfarçando a tensão, e falou com frieza:

— Nogueira, os relatórios pendentes, vou terminar em casa. Termine suas obrigações e pode encerrar o dia.

— Sim, senhor — ela respondeu com a postura impecável.

Augusto já havia dado dois passos em direção ao elevador quando parou e se virou novamente, lançando um olhar breve — direto para Eloise.

— Um aviso aos três — disse, com a voz firme. — Pago vocês para trabalharem, não para baterem papo em horário de expediente.

O silêncio caiu como uma pedra.

Ele entrou no elevador sem olhar para trás.

Eloise trocou um olhar desconcertado com Nathalia. Thiago, como sempre, quebrou o clima:

— Alguém tá precisando de um calmante... ou de um bom motivo pra sorrir de novo.

Mas Eloise não sorriu. Ela não entendeu nada.

"Porque esse homem está sempre de mau humor?"

E do outro lado, dentro do elevador, ele tentava controlar o próprio pensamento, os punhos cerrados:

Apertou os olhos e virou outro gole do copo, dessa vez mais rápido.

Era um maldito covarde. Um homem marcado por uma traição, cercado de paredes que ele mesmo ergueu. E, agora, estava ali, balançado por uma mulher que chegou como um furacão de olhos atrevidos e respostas afiadas.

Eloise era sua secretária. Mas não era só isso.

Ela era fogo. E ele... estava à beira de se queimar de novo.

Soltou um suspiro pesado, foi até o escritório, sentou-se à escrivaninha e ligou o notebook.

Tentou se concentrar nos relatórios.

Tentou.

Mas as palavras dançavam na tela sem fazer sentido.

A imagem dela invadia a mente: os olhos desafiadores, a voz firme, a forma como ela segurava o próprio controle mesmo quando ele a desequilibrava — física e emocionalmente.

Ele jogou a caneta sobre a mesa e se recostou na cadeira.

Droga.

Aquilo estava saindo do controle. E, pior... ele não sabia se queria retomar o controle.

Eloise era a exceção a todas as regras que ele mesmo criou.

Porque, pela primeira vez em muito tempo, se sentir fora de si... era exatamente o que o fazia se sentir vivo.

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