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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 28

Capítulo 28

Do outro lado da cidade, Eloise estava jogada no sofá da sala, com um pote de sorvete no colo e um cobertor enrolado até a cintura. A TV ligada no volume mínimo fingia distração, mas sua mente estava em looping.

"Vamos manter as coisas profissionais."

"O que aconteceu deve ser esquecido."

Ela bufou, cutucando o sorvete com a colher como se fosse o rosto dele.

— Covarde — resmungou.

A lembrança da mão dele em sua cintura. Do corpo colado ao dela. Do silêncio pesado depois. Do olhar confuso e... desejoso.

Por que aquilo a deixava ainda mais instável? Por que ela queria que se repetisse, mesmo sabendo do risco?

Seu celular vibrou.

Ela pegou sem pressa, esperando uma notificação qualquer, mas parou ao ver o nome na tela:

A. Monteiro

O coração acelerou. Respirou fundo antes de abrir.

AUGUSTO: Verifiquei agora os números da segunda planilha. Faltou a margem de conversão do último trimestre. Pode revisar?

Ela franziu a testa.

Mensagem profissional. Fria. Objetiva.

Digitou uma resposta padrão, mas hesitou.

Respirou fundo. E enviou:

ELOISE: Claro. Te envio até amanhã cedo.

Ponto final. Sem emojis. Sem toques pessoais.

Mas segundos depois, outra notificação chegou.

AUGUSTO: Boa noite, Eloise.

Só isso.

Duas palavras.

Mas o suficiente para deixar o coração dela acelerado como se fosse uma confissão.

Ela mordeu o lábio, o celular ainda na mão.

Eloise: Boa noi...

"Você quer profissionalismo... preciso me lembrar disso." — pensou.

Respirou fundo, apagou a primeira resposta e digitou novamente, com os dedos firmes, mesmo que a vontade fosse outra:

ELOISE: Boa noite, senhor Monteiro.

Fria. Profissional. Exatamente como ele pediu.

Sem vírgulas, sem ponto final. Mas com tudo o que não cabia em palavras.

E mesmo assim… aquilo o irritava.

Era como se tivesse perdido algo que nem sabia que já era dele.

O celular continuava aceso na palma da mão.

Ele cogitou responder. Dizer que ela podia chamá-lo de outra coisa. Que não precisava ser tão formal.

Mas o orgulho...

Ah, o maldito orgulho.

Ao invés disso, ele se levantou, cruzou o quarto até a janela e encarou a escuridão lá fora.

Mas não era a cidade que ele via.

Era o rosto dela.

Era o sorriso.

Era o corpo quente, colado ao dele.

Era o "senhor Monteiro" martelando nos ouvidos feito um lembrete: ela estava se afastando. E ele estava deixando.

No fundo, ele sabia: não era ela quem estava recuando. Era ele quem a estava empurrando para longe.

...

No dia seguinte, o sol nem tinha se levantado e Eloise já estava de pé com uma decisão na cabeça.

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