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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 30

Capítulo 30

Eloise se retirou da sala com a mesma postura profissional de sempre. Sentou-se à sua mesa, retomou o trabalho, revisou a agenda e respondeu alguns e-mails enquanto o relógio avançava.

Às 9h em ponto, Augusto saiu da sala com a mesma imponência de sempre, os passos firmes e o rosto inexpressivo. Passou por ela com um olhar direto e uma única palavra:

— Vamos. — disse, sem parar, como se fosse apenas mais uma ordem do dia.

Ela pegou a bolsa, o tablet, um bloco de notas e sua garrafa de água, levantando-se rapidamente para acompanhá-lo.

Desceram até a garagem, onde o motorista já os aguardava. A porta foi aberta e os dois entraram sem trocas de palavras. O carro seguiu, o trajeto foi feito em silêncio, apenas o som suave da rádio preenchendo o ambiente.

O veículo passou por um portão de ferro ornamentado e seguiu por uma alameda ladeada por árvores altas e bem cuidadas. Logo avistaram a fachada imponente do clube: construção moderna, jardins impecáveis e um ar de exclusividade pairando no ar.

Augusto desceu primeiro. Eloise veio logo em seguida.

Subiram uma pequena escada de pedra clara que dava acesso a uma varanda espaçosa, com mesas ao ar livre, guarda-sóis brancos e uma vista deslumbrante. De um lado, quadras de tênis e basquete. Do outro, um campo de futebol. E ao fundo, um imenso campo de golfe, perfeitamente aparado.

Um funcionário do clube se aproximou e cumprimentou Augusto com deferência:

— Senhor Monteiro, o senhor Heitor Reis já está aguardando no campo.

Augusto assentiu, sem sorrisos, e se virou para Eloise:

— Escolha algo apropriado para o jogo. Eles vão te levar até a loja.

Fez um gesto discreto e uma atendente elegante se aproximou para acompanhá-la.

— Por aqui, senhorita — disse, cordial, fazendo sinal para que Eloise a acompanhasse.

Eloise não protestou. Apenas respirou fundo, manteve a postura reta e seguiu a funcionária com a mesma confiança de sempre. Mas por dentro, o frio no estômago era inevitável.

Augusto nem esperou. Já seguia em direção ao salão reservado, onde seu cliente o aguardava.

...

A funcionária a conduziu até a boutique do clube, ampla, refinada, cheia de peças esportivas de grife: polos alinhadas, saias plissadas, bonés com brasões bordados e calçados próprios para o gramado.

Eloise percorreu os cabides com olhar atento. Não queria chamar atenção. Só precisava estar adequada. Escolheu uma saia-short branca confortável e uma polo azul-marinho com pequenos detalhes dourados no colarinho. Nos pés, um tênis apropriado, leve e firme.

— Essa escolha está perfeita, madame — elogiou a atendente. — Há um vestiário logo ali. Posso levar suas roupas depois.

— Obrigada — respondeu Eloise, com um sorriso discreto.

Alguns minutos depois, ela surgiu novamente: cabelos presos em um rabo de cavalo baixo, postura impecável. O look esportivo marcava cada curva, e suas pernas estavam à mostra mais do que o habitual. Ainda que sentisse certo desconforto, havia nela um ar de elegância impossível de ignorar.

Ao retornar, foi conduzida até onde Augusto a aguardava, já ao lado de dois homens vestidos com roupas semelhantes. Um deles — jovem, alto, de corpo forte e com um sorriso sedutor no rosto — se virou ao vê-la.

— Bom dia. — disse ela, com naturalidade.

Os três homens se voltaram para ela, e foi Heitor Reis quem falou primeiro:

— Quem é essa mulher tão bonita?

Augusto a olhou dos pés à cabeça. O sangue ferveu. A forma como os olhos de Heitor percorriam o corpo de Eloise acenderam um alerta dentro dele que nem tentou disfarçar.

Ele queria tirá-la dali. Naquele momento. Longe daqueles olhares.

Mas se conteve. Apertou os dentes antes de responder, com a voz firme:

— Essa é minha secretária, Eloise Nogueira. Namorada. — acrescentou, sem hesitar.

Heitor ergueu as sobrancelhas, surpreso.

— Antes, com sua roupa de trabalho, estava mais apropriada do que agora com essa roupa.

Eloise o encarou, surpresa, mas rapidamente se recompôs.

— Perdão? — disse, com as sobrancelhas erguidas.

— Nada. — ele respondeu, desviando o olhar.

Mas ela não deixaria barato.

Afiada, rebateu com firmeza:

— Engraçado... achei que quem havia me mandado trocar de roupa tinha sido você.

Augusto a olhou de lado, sentindo o golpe. O brilho nos olhos dela era desafiador, como se dissesse “não ouse me controlar”.

— Ou era só mais uma das suas ordens contraditórias? — completou, em voz baixa, com um leve sorriso provocador.

Ele não respondeu.

Porque não tinha o que dizer.

Estava incomodado. Com a roupa, com os olhares, com Heitor.

Com o fato de que Eloise não era mais apenas parte do teatro.

Ela estava mexendo com ele de verdade.

E isso... era perigoso.

Mas talvez, fosse o tipo de perigo do qual ele não queria escapar.

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