Capítulo 29
Eloise decidiu que apagaria aquela noite da mente.
Ela precisava do emprego.
O plano de saúde era excelente — e era isso que mantinha seu pai estável.
A cirurgia estava marcada.
E cada centavo que entrava já tinha destino certo.
Não havia espaço para confusões emocionais.
"Chega de ilusão."
"Vou vestir uma armadura mais blindada que a sua, Augusto Monteiro."
Pensou, firme, enquanto terminava de se arrumar.
Saia lápis preta, blusa branca impecável e um blazer ajustado.
Cabelo preso em um rabo de cavalo alto.
Maquiagem precisa, intocável.
O visual gritava profissionalismo — mas havia algo nos olhos dela que deixava claro: ela estava pronta para o campo de batalha.
Desceu as escadas com passos decididos. Na mesa, seu pai tomava café tranquilamente, lendo um jornal já meio gasto.
— Bom dia, pai — disse, inclinando-se para beijar sua testa.
— Bom dia, minha guerreira — ele sorriu, fechando o jornal. — Está linda. Vai enfrentar o mundo hoje?
— Todo dia — ela respondeu com um sorriso pequeno. — Mas hoje, especialmente armada.
Ele riu baixinho, mesmo sem entender tudo o que aquilo significava.
Ela tomou um café rápido, conversou um pouco sobre os exames e a fisioterapia, e então pegou a bolsa.
— Se cuida. E me liga se precisar de alguma coisa.
— Pode deixar. Vai tranquila. E segura esse mundo com as duas mãos.
Eloise assentiu.
Fechou a porta e inspirou fundo ao sair.
"Espero que o humor dele esteja bom..."
Augusto Monteiro era um enigma... mas ela estava decidida a não mais decifrá-lo.
Não agora.
Hoje, ela seria só razão.
Ou pelo menos... tentaria.
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Como sempre, Eloise chegou antes de todos.
Organizou a agenda, marcou reuniões, alinhou os detalhes da viagem corporativa e deixou os relatórios do dia atualizados — tudo pronto para quando ele aparecesse.
Falando nele... lá estava ele.
Ela manteve a postura, mas respirou fundo.
— Claro. Confirmo agora mesmo.
Ele a observou por um segundo mais longo do que deveria... e então perguntou com um meio sorriso provocador:
— Nogueira, você sabe jogar golfe?
Ela o encarou com um leve levantar de queixo.
— Sim. Meu pai adorava jogar e me ensinou quando eu era adolescente.
Augusto inclinou levemente a cabeça, surpreso — mas não demonstrou por completo.
Apenas um pequeno sorriso surgiu no canto da boca. Quase imperceptível. Mas estava lá.
"Isso vai ser divertido." — pensou, escondendo o rastro de surpresa.
— Ótimo. Vai me acompanhar na reunião... e no jogo.
Eloise apenas assentiu com um leve aceno de cabeça.
Profissional. Firme. Impecável.
Mas enquanto ele voltava os olhos para a tela do notebook, ela sentiu algo diferente no olhar dele.
Como se, pela primeira vez, ele realmente não soubesse o que esperar dela.
E isso...
Era exatamente o que ela

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...