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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 342

O alerta chegou pouco depois do meio-dia.

Thomas ligou para Sofia

- Sofia, vem para delegacia agora.

Menos de 30 minutos Sofia estas entrado a delegacia.

Um e-mail criptografado, curto demais para ser casual.

Uma carga grande.

Ponto norte da cidade.

Horário indefinido.

Sofia leu duas vezes.

Depois uma terceira.

— Isso está errado… — murmurou, girando a cadeira em direção a Thomas.

Ele se aproximou, apoiando as mãos na mesa.

— Errado como?

— Aberto demais. — ela respondeu. — Quem mandaria uma pista dessa? Quem mandou quer que a gente chegue exatamente onde eles esperam.

Thomas franziu o cenho.

— Uma armadilha.

— Ou um teste. — Sofia completou. — Estão medindo até onde a gente vai.

Ela abriu o mapa da cidade no tablet, ampliando a região norte.

— Se fosse uma carga real, o ponto seria mais discreto. Aqui… — apontou. — É visível demais. Fácil demais.

Thomas observava em silêncio.

Não interrompia.

Não contrariava.

— O que você faria? — perguntou, finalmente.

Sofia respirou fundo.

— A gente vai fingir que mordeu a isca. — disse. — Mas só com metade da equipe. A outra metade observa. Se for distração, seguimos o rastro secundário. Se for real… pegamos em flagrante.

Thomas assentiu lentamente.

— Eu mudaria apenas uma coisa. — acrescentou. — A abordagem. Nada de sirene. Nada de movimentação oficial. Discreto. Como se não soubéssemos de nada.

Ela ergueu o olhar.

— Concordo.

Foi automático.

Natural.

O plano começou a tomar forma.

Rotas. Horários. Equipes divididas. Comunicação mínima.

Era sábado.

A delegacia estava mais vazia, mas a tensão era maior.

Quando terminaram, Sofia recostou na cadeira, exausta.

— Plano fechado. — disse. — Agora é esperar.

Thomas olhou o relógio.

— Você comeu hoje?

Ela piscou, surpresa com a pergunta.

— Acho que… não.

Ele pegou o casaco.

— Então vem. Antes que você desmaie no meio de uma operação.

Sofia hesitou.

— Thomas…

— Calma. — ele disse, tranquilo. — Só colegas de trabalho. Hambúrguer na esquina.

— Nada além disso.

Ela sorriu de canto.

— Você é insistente.

— Eu sou prático.

Minutos depois, estavam sentados numa lanchonete simples, dessas que funcionam há décadas e nunca mudam o cardápio.

Dois hambúrgueres.

Duas batatas.

Dois refrigerantes.

Nada chique.

Nada estratégico.

— Confesso que isso é melhor do que qualquer restaurante caro. — Sofia comentou, dando a primeira mordida.

Thomas riu baixo.

— Eu sabia.

Ficaram em silêncio por alguns segundos.

Um silêncio confortável.

Então ele falou:

— Estou orgulhoso de você.

Ela ergueu o olhar, surpresa.

— Pelo caso?

— Por tudo. — ele respondeu. — Pela forma como você pensa. Lidera. Enxerga o que ninguém vê.

Sofia engoliu seco.

— Obrigada.

Ele respirou fundo antes de continuar:

— E… eu te devo um pedido de desculpas.

Ela não respondeu de imediato.

— Eu achei que precisava te proteger. — Thomas disse. — Achei que você era frágil demais para esse mundo. Quando, na verdade… você sempre foi mais forte do que eu.

Sofia o encarou.

Sem raiva.

Sem mágoa.

— A gente aprende errando. — respondeu, madura. — O importante é não repetir.

Ele assentiu.

— Eu não pretendo.

Do lado de fora, a cidade seguia normal.

Mas eles sabiam.

Algo grande estava prestes a acontecer.

E, pela primeira vez, estavam realmente do mesmo lado — na investigação… e no que ainda insistiam em negar.

Enquanto isso, em algum ponto da cidade norte, alguém observava.

E sorria.

Porque Nicole Martins não tinha apenas deixado rastros.

Ela tinha acabado de cometer o primeiro erro visível.

E o jogo, agora, estava longe de ser apenas narrativo.

Era real.

E perigoso.

___

Quatro horas da manhã.

A cidade ainda dormia.

Luzes espaçadas, ruas vazias, o tipo de silêncio que só existe antes de algo dar errado.

Na sala de monitoramento da delegacia, Sofia estava de pé, braços cruzados, os olhos atentos às telas. Câmeras do cais, mapas abertos, comunicação no rádio ativa. Ela não podia estar em campo — mas estava ali, presente em cada decisão.

Alex na posição indicada pelo g***l, informou pelo rádio, e tom baixo.

— Equipe um posicionada.

— Polícia! No chão! — vozes se misturavam aos disparos.

Nicole correu para o carro.

— Ela está fugindo! — Thomas avisou.

O veículo arrancou em alta velocidade.

Thomas disparou.

A bala ricocheteou.

— Blindado! — ele gritou, frustrado.

O carro sumiu na escuridão.

Mas os capangas não tiveram a mesma sorte.

A troca de tiros durou minutos — minutos longos demais.

Na sala de monitoramento, Sofia ouvia tudo.

Cada tiro que estourava no rádio atravessava a sala de monitoramento como um lembrete brutal de que Thomas estava lá fora — e o perigo também.

O peito apertou de um jeito incômodo, mas ela não desviou o olhar. Precisava acompanhar até o fim. Precisava estar ali, mesmo sem poder estar lá.

— Alves, status da operação? — um policial chamou no rádio.

Silêncio.

— Thomas… responde. — Sofia murmurou quase sem perceber.

Finalmente, o rádio chiou.

— Situação controlada. — a voz dele veio ofegante, mas firme. — Dois policiais feridos. Três capangas feridos. Dois mortos. Carga segura.

Houve uma pausa.

— Uma das meninas foi baleada. Já estamos encaminhando para o hospital mais próximo.

Sofia fechou os olhos por um segundo.

Depois respirou fundo.

— Já temos o nome. — o delegado Morão disse pelo rádio. — Aguardo relatório completo.

As ambulâncias chegaram.

Luzes vermelhas cortaram a escuridão.

O cais virou cena de crime.

Thomas permaneceu parado por um instante, observando o local.

A fuga de Nicole queimava.

Mas agora…

Agora ele tinha certeza.

Rosto.

Nome.

Provas.

E, cedo ou tarde, endereço — mesmo que fosse atrás das grades.

Ele apertou o rádio.

— Sofia… — chamou, baixo.

— Estou aqui. — ela respondeu de imediato.

— Você estava certa desde o começo.

Do outro lado, ela fechou os olhos.

Não sorriu.

— Isso ainda não acabou. — disse. — Mas hoje… a máscara caiu.

E, pela primeira vez desde o início daquele caso,

os dois sabiam exatamente quem estavam caçando.

E Nicole Martins também sabia:

o jogo tinha virado.

Sofia se afastou das telas por um instante.

Não era vitória.

Era a confirmação de que o que vinha pela frente exigiria mais do que inteligência.

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