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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 381

O prédio da Royal Cacao Group se erguia no centro financeiro da cidade como um reflexo exato do homem que o comandava.

Vidro, aço e silêncio.

Um edifício inteiro dedicado ao império do cacau — das fazendas internacionais à produção dos doces mais exclusivos do mercado. Ali dentro, cada andar respirava estratégia, números e poder.

Ricardo atravessou o saguão sem diminuir o passo.

Assim que passou pelas portas de vidro, ouviu os saltos familiares logo atrás.

— Bom dia, senhor Rocha. — disse Francisca, acompanhando-o com a prancheta nas mãos.

Fran tinha quase quarenta e cinco anos e trabalhava com ele havia mais de quinze. Conhecia seus horários, seus humores… e seus silêncios.

— Bom dia. — respondeu, sem olhar.

— Está de mau humor logo hoje? — provocou. — Justamente no dia da reunião com os investidores franceses?

Ricardo soltou um meio sorriso que não chegou aos olhos.

— Quem disse que estou de mau humor? — perguntou. — Estou ótimo. Que horas é a reunião?

— Dez horas. — respondeu ela. — Já confirmei. Estão hospedados no hotel que o senhor indicou.

— Ótimo. — ele assentiu. — Quero ir à Fazenda a tarde. Vê se consegue liberar minha agenda por volta das quatorze.

Fran ergueu uma sobrancelha.

— Vou fazer o possível.

Ela se afastou, deixando-o sozinho na sala envidraçada.

Cinco minutos depois, voltou.

Ricardo ainda estava parado no mesmo lugar, olhando para o nada.

— Trouxe um café. — disse, colocando a xícara sobre a mesa.

Ele assentiu em silêncio.

O dia seguiu como sempre: reuniões, contratos, chamadas internacionais. Os franceses assinaram sem objeções. O acordo foi fechado.

Mas a mente de Ricardo insistia em voltar para a imagem dela atravessando aquela porta na madrugada anterior.

Era quase três da tarde quando ele saiu da última videoconferência.

— Agora o senhor está oficialmente liberado. — anunciou Fran.

— Até que enfim. — murmurou.

Ele organizou a pasta, entrou no elevador e, pela primeira vez no dia, pegou o celular.

Nenhuma mensagem.

Nenhuma ligação.

Nenhuma notificação dela.

Nada.

No carro, recostou-se no banco e disse ao motorista:

— Fazenda Grande Rocha.

— Certo, senhor.

A cidade foi ficando para trás.

Quando chegaram à fazenda, Ricardo observou pela janela os trabalhadores espalhados pela lavoura. Alqueires e mais alqueires de cacau — verdes, vivos, produtivos.

O carro parou diante da casa principal.

João, o gerente, veio ao encontro dele.

— E então, João. Como está a terra?

— Está ótima, patrão. O plantio está perfeito. — fez uma pausa. — Mas o aplicativo de produção está dando muita pane. Ontem mesmo tivemos que operar no modo tradicional. O pessoal que vem buscar a carga reclama.

Ricardo assentiu.

— Entendo. Vou ver o que faço pra resolver isso.

Ele seguiu pelos fundos e entrou na cozinha.

A empregada se assustou quando o viu.

— Maria, calma. — disse ele, levantando a mão. — Não faça barulho. Não quero que a dona Carlota saiba que estou aqui. Só quero um café.

— Me desculpe, patrão… o senhor me assustou.

Ele se sentou à mesa.

Maria serviu o café e um pedaço de bolo.

— Acabou de sair do forno.

— Obrigado.

Não demorou muito.

Passos firmes ecoaram pelo corredor.

Ricardo reconheceu na hora.

— Que bonito, Ricardo. — disse Carlota, surgindo à porta. — Tomando café na cozinha escondido.

— Não estou escondido, mãe. A senhora entendeu mal.

— Eu sempre entendo mal, não é? — ironizou. — O que faz aqui? Não sabia que vinha hoje.

— Vim ver a plantação. Coisa de rotina.

Ela o analisou com atenção.

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