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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 383

Todos já estavam na sala quando ele chegou.

Augusto ocupava a cabeceira da mesa, sério como sempre.

Eloise folheava alguns documentos, distraída.

Thiago ajustava o notebook.

Nathália estava sentada mais ao fundo, concentrada demais nas próprias anotações para parecer natural.

A porta se abriu.

E o ar mudou.

Ricardo entrou com passos firmes, seguros. Vestia uma calça social preta impecável e uma camisa azul-escura, ajustada ao corpo forte. Os cabelos estavam perfeitamente alinhados, e os fios grisalhos davam a ele um ar ainda mais imponente — e perigosamente atraente.

Nathália olhou.

Olhou mais do que deveria.

Foram apenas dois segundos.

Mas foi o suficiente.

Ricardo ergueu os olhos.

E a encontrou.

Ele não desviou.

A postura permaneceu intacta, treinada por anos de reuniões e negociações duras — mas por dentro, sentiu. Aquela mulher ainda tinha o poder de bagunçar tudo. O perfume doce, marcante na medida certa, chegou até ele como uma lembrança indesejada e deliciosa.

— Bom dia a todos. — disse, com a voz firme.

Cumprimentou Thiago primeiro, com um aperto de mão cordial. Depois Augusto, no mesmo tom profissional.

Com Eloise, aproximou-se e deu um beijo leve na bochecha.

— Como você está?

— Muito bem. — Eloise respondeu sorrindo.

Ricardo assentiu, então virou-se.

A parte mais difícil.

Ele caminhou alguns passos, mantendo a casualidade que já tinha salvado muitos acordos — mas que ali exigia mais controle do que ele gostaria.

— Tudo bem, Nathália? — perguntou.

Aproximou-se o suficiente para o cumprimento social.

Beijo na bochecha.

Simples.

Rápido.

Mas, para ela, foi um choque.

O cheiro dele.

A presença.

O calor.

Nathália travou por um microssegundo — tempo suficiente para sentir o coração errar o ritmo.

— Tudo… — a voz quase falhou. — Tudo bem.

Conseguiu sorrir.

Sentar.

Respirar.

A reunião começou.

Ricardo falava com clareza absoluta. Explicava o que queria, como queria, sem rodeios. Um aplicativo exclusivo, sob medida, que atendesse toda a operação da Royal Cacao Group. Nada genérico. Nada adaptado.

Enquanto ele falava, Nathália fazia anotações sem parar.

Caneta rápida.

Olhar baixo.

Ela não podia se dar ao luxo de encará-lo.

Porque sempre que levantava os olhos… ele já estava olhando.

Firme.

Atento.

Como se soubesse exatamente o que passava pela cabeça dela.

Ela rezava, em silêncio, para que alguém a chamasse. Para que surgisse uma emergência qualquer que a arrancasse dali.

A reunião seguiu.

— Aceita um café, Ricardo? — Augusto perguntou, ao final de uma explicação.

— Sim. Obrigado. — ele respondeu.

Nathália se levantou imediatamente.

— Vou pedir para trazerem.

Era uma desculpa.

Um pretexto.

Qualquer coisa para sair da sala e conseguir respirar sem aquele olhar sobre ela.

No corredor, fechou os olhos por um segundo.

Inspirou fundo.

Quando voltou à sala, o som de uma risada chamou sua atenção.

Ricardo estava sorrindo.

Não o sorriso social.

Mas aquele outro.

O que ela conhecia bem demais.

Ela parou por um instante na porta.

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