Assim que fechou a porta do apartamento, Nathália sentiu tudo o que vinha segurando desabar.
Foi direto para a cozinha.
Pegou uma taça de vinho.
Bebeu de uma vez.
Serviu outra, voltou para a sala e se deixou cair no sofá, o corpo pesado, a mente acelerada demais para descansar.
Não demorou para a campainha tocar.
O coração dela disparou.
Não pode ser ele.
Quando abriu a porta, encontrou cinco rostos conhecidos.
Eloise.
Sofia.
Laís.
Emma.
Alana.
— O que vocês fazem aqui? — Nathália perguntou, surpresa.
Emma foi a primeira a responder, entrando sem cerimônia.
— O Thiago me contou o que aconteceu.
As outras entraram atrás, fechando a porta. Nathália voltou para o sofá, levando a taça à boca.
— Não tem nada demais. — disse, tentando soar indiferente. — Eu e ele não temos nada.
Eloise cruzou os braços.
— Para de se fazer de forte.
Sofia sentou ao lado dela.
— Isso. Somos suas amigas. Você não precisa fingir aqui.
— Tá tudo bem estar magoada. — Laís completou, com suavidade.
Alana assentiu.
— Não é vergonha sentir amor, Nathália.
O silêncio que se seguiu não era pesado.
Era acolhedor.
Elas ficaram ali, juntas, como sempre foram.
Um pequeno refúgio onde ninguém precisava ser invencível.
Até que a campainha tocou de novo.
Todas se entreolharam.
Emma virou-se para Nathália.
— Quem é?
— Não sei… — respondeu, já sentindo o estômago apertar.
Emma foi até a porta.
Abriu.
E congelou.
Ricardo estava ali.
Quando ele entrou no campo de visão da sala, todas ficaram em silêncio.
Nathália se levantou na mesma hora.
— Pode ir embora. — disse, firme. — Não precisa explicar nada. Não se preocupe.
Ricardo deu um passo à frente, entrando no apartamento.
— Nathália, nós precisamos conversar. — disse, controlado. — Tem coisas que seriam só entre nós dois… mas isso aqui, como as meninas estão, vai ser dito na frente delas.
— Eu não quero ouvir. — ela rebateu.
Ricardo a encarou.
— Pois vai ouvir, teimosa. — disse, sem elevar a voz. — Eu estava em um jantar de negócios.
Nathália soltou um riso sem humor.
— Ah, claro…
— E não era com aquela mulher. — continuou. — Era com o pai dela. Mas ela apareceu no lugar dele.
Ela travou.
Ricardo virou levemente o rosto na direção de Emma.
— Era a Joyce.
Emma cruzou os braços, já entendendo.
— A Joyce… — confirmou. — Infelizmente, vou ter que concordar com o meu pai. — disse, sincera. — Aquilo não significa nada pra ele. Essa mulher é louca por ele. Já tentou até ser minha amiga só pra ficar por perto.
Ricardo voltou o olhar para Nathália.
— Eu demorei pra vir aqui porque estava encerrando um contrato com o grupo Nunes. — explicou. — E nunca aceitei esse tipo de atitude dos meus sócios. Jogar filhas, sobrinhas, conhecidas pro meu lado. Agora, menos ainda.
Nathália observava em silêncio.
Tentando encaixar tudo.
— Agora… — ele disse, mais baixo. — agora a gente pode conversar.
Eloise pegou a bolsa.
— Boa noite. — disse, já caminhando para a porta. — Meu marido me espera em casa, junto com meus filhos. — sorriu de canto. — Beijinhos, meninas.
E saiu.
— Bora, Laís. — Alana falou. — Te dou carona.
As duas saíram juntas.
Nathália bufou.
— Nossa… vocês são amigas da onça.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...