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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 388

Assim que fechou a porta do apartamento, Nathália sentiu tudo o que vinha segurando desabar.

Foi direto para a cozinha.

Pegou uma taça de vinho.

Bebeu de uma vez.

Serviu outra, voltou para a sala e se deixou cair no sofá, o corpo pesado, a mente acelerada demais para descansar.

Não demorou para a campainha tocar.

O coração dela disparou.

Não pode ser ele.

Quando abriu a porta, encontrou cinco rostos conhecidos.

Eloise.

Sofia.

Laís.

Emma.

Alana.

— O que vocês fazem aqui? — Nathália perguntou, surpresa.

Emma foi a primeira a responder, entrando sem cerimônia.

— O Thiago me contou o que aconteceu.

As outras entraram atrás, fechando a porta. Nathália voltou para o sofá, levando a taça à boca.

— Não tem nada demais. — disse, tentando soar indiferente. — Eu e ele não temos nada.

Eloise cruzou os braços.

— Para de se fazer de forte.

Sofia sentou ao lado dela.

— Isso. Somos suas amigas. Você não precisa fingir aqui.

— Tá tudo bem estar magoada. — Laís completou, com suavidade.

Alana assentiu.

— Não é vergonha sentir amor, Nathália.

O silêncio que se seguiu não era pesado.

Era acolhedor.

Elas ficaram ali, juntas, como sempre foram.

Um pequeno refúgio onde ninguém precisava ser invencível.

Até que a campainha tocou de novo.

Todas se entreolharam.

Emma virou-se para Nathália.

— Quem é?

— Não sei… — respondeu, já sentindo o estômago apertar.

Emma foi até a porta.

Abriu.

E congelou.

Ricardo estava ali.

Quando ele entrou no campo de visão da sala, todas ficaram em silêncio.

Nathália se levantou na mesma hora.

— Pode ir embora. — disse, firme. — Não precisa explicar nada. Não se preocupe.

Ricardo deu um passo à frente, entrando no apartamento.

— Nathália, nós precisamos conversar. — disse, controlado. — Tem coisas que seriam só entre nós dois… mas isso aqui, como as meninas estão, vai ser dito na frente delas.

— Eu não quero ouvir. — ela rebateu.

Ricardo a encarou.

— Pois vai ouvir, teimosa. — disse, sem elevar a voz. — Eu estava em um jantar de negócios.

Nathália soltou um riso sem humor.

— Ah, claro…

— E não era com aquela mulher. — continuou. — Era com o pai dela. Mas ela apareceu no lugar dele.

Ela travou.

Ricardo virou levemente o rosto na direção de Emma.

— Era a Joyce.

Emma cruzou os braços, já entendendo.

— A Joyce… — confirmou. — Infelizmente, vou ter que concordar com o meu pai. — disse, sincera. — Aquilo não significa nada pra ele. Essa mulher é louca por ele. Já tentou até ser minha amiga só pra ficar por perto.

Ricardo voltou o olhar para Nathália.

— Eu demorei pra vir aqui porque estava encerrando um contrato com o grupo Nunes. — explicou. — E nunca aceitei esse tipo de atitude dos meus sócios. Jogar filhas, sobrinhas, conhecidas pro meu lado. Agora, menos ainda.

Nathália observava em silêncio.

Tentando encaixar tudo.

— Agora… — ele disse, mais baixo. — agora a gente pode conversar.

Eloise pegou a bolsa.

— Boa noite. — disse, já caminhando para a porta. — Meu marido me espera em casa, junto com meus filhos. — sorriu de canto. — Beijinhos, meninas.

E saiu.

— Bora, Laís. — Alana falou. — Te dou carona.

As duas saíram juntas.

Nathália bufou.

— Nossa… vocês são amigas da onça.

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