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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 389

O silêncio que se instalou depois do abraço não era vazio.

Era cheio.

Ricardo manteve Nathália contra o peito por alguns segundos a mais do que o necessário, como se estivesse gravando aquele momento no corpo. Quando se afastou, foi apenas o suficiente para olhar para ela — de verdade.

O rosto dela ainda estava levemente ruborizado. Os olhos, brilhando demais para disfarçar o que sentia.

— Me faz sua. — ela disse, simples.

Não foi um pedido.

Foi um convite.

Ricardo passou um braço firme por trás das pernas dela e a ergueu com facilidade, como se aquilo fosse o lugar mais natural do mundo. Nathália soltou um riso baixo, surpresa, e envolveu o pescoço dele por instinto.

— Ricardo… — murmurou.

— Shh. — ele respondeu, encostando a testa na dela. — Apenas minha.

Caminhou até o quarto sem pressa. Cada passo parecia carregado de intenção. Ao entrar, fechou a porta com o pé e deixou Nathália sobre a cama com cuidado, como se ela fosse algo precioso — não frágil, mas valioso.

Ela se sentou, observando-o.

O jeito como ele a olhava era diferente.

Não era urgência.

Era posse tranquila.

Ricardo aproximou-se devagar, tirando os sapatos, a gravata largada em qualquer lugar. Quando se inclinou sobre ela, o beijo veio profundo, quente, mas contido. Um beijo que não pedia nada — afirmava tudo.

As mãos dele subiram pelas costas dela com firmeza, desenhando caminhos já conhecidos, mas agora sem medo. Nathália respondeu do mesmo jeito, puxando-o para mais perto, como se o corpo reconhecesse o lugar de onde nunca deveria ter saído.

— Eu não vou embora. — ela sussurrou entre um beijo e outro.

Ricardo encostou a boca no ouvido dela.

— Nem eu.

O mundo lá fora desapareceu.

O tempo perdeu importância.

O que existia ali era só a troca — de toque, de respiração, de promessa silenciosa.

A noite se construiu sem pressa, feita de mãos que sabiam onde ir, de corpos que se encaixavam não só pelo desejo, mas pela escolha. Não havia pressa em terminar, porque nenhum dos dois queria que aquele momento acabasse rápido demais.

Quando finalmente se entregaram por completo, foi como voltar para casa depois de uma longa ausência.

Mais tarde, deitados lado a lado, com o quarto ainda carregado de calor e silêncio bom, Nathália virou-se de lado e apoiou a cabeça no peito de Ricardo.

— Ainda dá medo. — confessou.

Ele passou os dedos pelo cabelo dela, lento.

— Tudo bem. — respondeu. — A gente vai com medo mesmo.

Ela sorriu, fechando os olhos.

E, naquela noite, Nathália dormiu sem pensar em fuga.

Porque, pela primeira vez, ficar não doía.

Ficar fazia sentido.

A luz da manhã entrou devagar pelas frestas da cortina.

Nathália acordou primeiro.

Por alguns segundos, ficou imóvel, apenas sentindo. O lençol morno, o silêncio tranquilo do apartamento… e o peso confortável do braço de Ricardo em volta da sua cintura.

Ela sorriu sozinha.

Virou o rosto com cuidado e o observou dormir. Os traços relaxados, a respiração calma, tão diferente do homem sempre alerta que comandava reuniões e decisões difíceis. Ali, naquele momento, ele parecia apenas… um homem em paz.

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