Nathália chegou cedo ao escritório naquela manhã.
Mais cedo do que o habitual.
Café na mão, cabelo preso de qualquer jeito, mente organizada em tarefas — mas com um sorriso insistente que não combinava com a rigidez corporativa da MonteiroCorp.
Antes mesmo de ligar o computador, o celular vibrou.
Ricardo.
> "Bom trabalho minha linda. Já tenho saudades."
Já estou sentindo falta.
Ela sorriu sozinha.
Digitou:
> " Também estou. Bom trabalho amor."
Segundos depois:
> "Te amo. Você não sai da minha mente nem por um segundo."
Nathália mordeu o lábio..
Guardou o telefone e começou a trabalhar.
Nos dias seguintes, aquela dinâmica se repetiu.
Mensagens no meio da manhã.
Cafés rápidos quando conseguiam se encontrar.
Almoços improvisados duas, três vezes na semana.
Nada escondido.
Nada exagerado.
Mas visível.
Ricardo não se afastava.
Não soltava a mão dela rápido demais.
Não fingia que era só profissional.
E Nathália… também não.
Ria mais.
Falava menos baixo.
Encostava no braço dele quando explicava algo.
Pareciam… normais.
Perigosamente normais para gente daquele nível social.
Na sexta-feira, estavam em um restaurante elegante perto do centro financeiro.
Mesa externa.
Sol batendo fraco.
Pratos leves.
Taças de água e vinho branco.
Ricardo inclinou-se para ouvir algo que Nathália dizia e sorriu daquele jeito lento, particular.
Ela gesticulava, animada.
Dois lugares atrás, em outra mesa, três mulheres jovens da alta sociedade tinham acabado de se sentar.
Todas bem-vestidas.
Óculos escuros.
Cabelos impecáveis.
Uma delas franziu a testa.
— Espera… — murmurou.
Outra seguiu o olhar.
— Não acredito…
— É o Ricardo Rocha?
A terceira inclinou-se discretamente.
— É.
— Com quem?
Silêncio breve.
Avaliação rápida.
Roupas.
Postura.
Gestos.
— Aquela intimidade toda em público?
— A Joyce vai surtar.
Uma delas já puxava o celular.
— Não… sério…
A câmera foi levantada discretamente.
Clique.
Outro.
Mais um.
Ricardo passando o guardanapo para Nathália.
Ela rindo.
Ele tocando a mão dela.
— Meu Deus… — a mulher murmurou. — Isso vai dar problema.
— Vai virar assunto em meia hora.
— Manda.
Do outro lado da cidade, Joyce passeava pelo shopping.
Sacolas penduradas no braço.
Óculos grandes.
Salto fino.
Andava distraída entre vitrines quando o celular vibrou dentro da bolsa.
Mensagem.
Abriu sem muito interesse.
Até ver a foto.
O sorriso congelou.
Piscou.
Ampliou a tela.
Ricardo.
Sentado.
Inclinado.
A mão sobre a de outra mulher.
Outra foto.
Ângulo diferente.
Loira.
Roupa formal.
Rindo.
Com ele.
Joyce parou no meio do corredor.
O sangue subiu.
O maxilar travou.
— Não… — murmurou.
Abriu a próxima mensagem.
> "Tá circulando."
Outra
> "Dizem que é sério. Ela é secretária da MonteiroCorp."
Joyce fechou a mão em torno do telefone.
Respiração curta.
Peito subindo rápido demais.
— Essa… — sussurrou, furiosa.
Digitou.
Apagou.
Digitou de novo.
Nada parecia suficiente.
Guardou o celular.
Virou-se abruptamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...