A noite tinha sido tudo.
Quente.
Sem pressa.
Ricardo ainda respirava pesado quando caiu de lado na cama, os dois corpos ainda próximos demais para fingir distância. Nathália ficou alguns segundos encarando o teto… até virar lentamente o rosto para ele.
O sorriso que surgiu em seus lábios era perigosamente bonito.
— Vamos pra mais uma? — murmurou, com aquela voz baixa que ele conhecia bem demais.
Ricardo soltou uma risada rouca, puxando-a de volta para si.
E a madrugada seguiu assim.
Entrega.
Desejo.
Risos abafados.
Beijos que não queriam terminar.
Como se o mundo lá fora não existisse.
O sol da manhã entrou sem pedir licença.
Nathália abriu os olhos primeiro.
Ricardo estava deitado de lado, ainda sonolento, o braço pesado sobre a cintura dela.
Ela se mexeu.
Ele abriu um olho.
— Bom dia. — murmurou.
— Bom dia. — respondeu, sorrindo.
Ele esticou os braços, preguiçoso.
— Vamos pro banho… depois a gente almoça no clube.
Ela franziu a testa.
— Que clube?
— Country Clube.
Nathália fez uma careta imediata.
— Não sei, amor… lá vai ter muito olhar julgador.
Ricardo se ergueu na cama, a expressão tranquila demais para alguém que sabia exatamente o efeito que causava.
— Você está comigo. — disse, simplesmente.
— Podem olhar… e ver a mulher linda que anda ao meu lado.
Antes que ela respondesse, ele a pegou no colo.
— Ei!
— Reclama não. — sorriu.
E saiu caminhando com ela em direção ao banheiro.
— Podemos até chamar o Augusto e a Eloise pra ir com a gente.
Nathália riu, passando os braços pelo pescoço dele.
— Boa ideia… assim me sinto menos sozinha..
Depois do banho, passaram no apartamento dela.
Nathália rodou o closet, indecisa, até escolher um vestido amarelo leve, que marcava a cintura e deixava a pele ainda mais iluminada pelo sol.
Ricardo ficou parado observando.
— Você está maravilhosa.
Ela girou devagar.
— Só maravilhosa?
— Perigosamente maravilhosa.
Não demorou até chegarem ao clube.
Assim que atravessaram a entrada, um homem elegante, de cabelos grisalhos e postura confiante, aproximou-se.
Nathália reconheceu na hora.
Era um dos sócios.
— Vejo que está muito bem acompanhado, Sócio.
Ricardo apertou a mão dele com naturalidade.
— Estou. — disse, sem hesitar. — Minha namorada.
Nathália abriu a boca… e fechou.
Piscou.
Dono do clube.
Namorada.
Ricardo.
E falando aquilo em voz alta.
O homem sorriu para ela.
— Prazer linda moça.
Ela respondeu ainda meio em choque.
— Prazer.
Ricardo apertou a mão dela com firmeza e entrelaçou os dedos aos dela antes de puxá-la para caminhar.
— Vem.
Conduziu até uma mesa perto da piscina.
Pouco depois, Augusto e Eloise chegaram.
Carlos e Cláudia também.
O clima era leve.
Risadas.
Brindes.
Conversas cruzadas.
Nathália começava a relaxar… até perceber alguns olhares ao redor.
Curiosos.
Atentos.
Mas Ricardo permanecia tranquilo.
Sempre com a mão dela na mesa.
Na cintura.
No joelho.
Como quem fazia questão de marcar território.
Quando o sol começou a se pôr, ele inclinou-se para ela.
— Acho que dá pra estender o dia. — murmurou. — Jantar no restaurante do Enzo?
— Eu topo.
À noite, por volta das sete e meia, chegaram ao restaurante.
E não estavam sozinhos.
Toda a tropa já ocupava a mesa grande.
As meninas.
Os amigos.
Risos altos.
Copos erguidos.
Nathália respirou fundo.
Olhou para Ricardo.
Ele inclinou-se até seu ouvido.
— Agora você entende por que eu não gosto de esconder.
Ela sorriu.
E, pela primeira vez…
não teve vontade nenhuma de fugir.
Para ela, o melhor lugar era ali nos braços dele.
O domingo passou lento.
Do jeito bom.
Piscina no segundo andar da cobertura.
Sol alto.
Música baixa.
Corpos entrelaçados na água.
Risadas.
Beijos roubados.
Momentos silenciosos só para observar um ao outro.
Era leve.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...