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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 394

A cafeteria que era de costume da Nathalia estava cheia.

Mas ela escolheu a mesa mais afastada.

Pediu café.

Duplo.

Respirou fundo.

Tirou o celular da bolsa.

Ligou.

Eloise atendeu na segunda chamada.

— Amiga?

— Tá ocupada?

— Pra você, nunca.

Nathália fechou os olhos por um segundo.

— Eu vi a Joyce saindo da sala do Ricardo hoje.

Silêncio.

— E?

— Nada… — respondeu. — Ainda.

— Você falou com ele?

— Não.

— E fez bem. — Eloise disse firme. — Respira antes. Você prometeu confiar nele.

— Eu sei. Mas… ela limpou a boca. Arrumou o vestido.

— Nathália. — Eloise foi direta. — Emma já falou essa mulher vive atrás dele. Antes de estar com você, ele não queria, agora muito menos. Pergunta. Não surta.

Nathália soltou o ar.

— Eu odeio essa sensação no peito.

— Ciúme não é fraqueza. Só não deixa virar ataque.

— Eu vou pra casa.

— E ele vai atrás.

Nathália riu de canto.

— Provavelmente.

— E quando for, você escuta.

Depois do café e de respirar fundo mais vezes do que gostaria de admitir, Nathália dirigiu até o próprio apartamento.

Ligou o chuveiro.

Demorou.

Deixou a água quente correr pelos ombros enquanto organizava os pensamentos.

Quando saiu, abriu uma garrafa de vinho.

Serviu uma taça.

Depois outra.

Começou a preparar um macarrão com molho branco, concentrada demais no corte da cebola para não pensar em Joyce.

Na colher de pau.

No vapor subindo.

Na música baixa.

A campainha tocou.

Ela fechou os olhos por um segundo.

Respirou.

Sabia exatamente quem era.

Foi até a porta.

Abriu.

Ricardo estava ali.

Paletó ainda no braço.

Olhar atento demais.

— Fiquei na dúvida se vinha… — confessou. — Mas achei que precisava.

Nathália deu um meio sorriso.

— Fez bem em vir. Estou fazendo macarrão ao molho branco.

Ele entrou.

O cheiro da comida.

Do perfume dela.

De casa.

Aceitou a taça de vinho quando ela ofereceu.

Encostou-se no balcão da cozinha, observando-a terminar o prato.

Ela estava de costas.

Cabelo solto.

Vestido simples demais para ser casual.

— Amor… — ele começou. — Sobre hoje no escritório…

Nathália virou o rosto devagar.

— Agora não. — pediu, com a voz calma. — Vamos comer primeiro.

Ele assentiu.

Sem discutir.

Sem forçar.

O jantar seguiu leve.

Conversa sobre o dia.

Risos baixos.

Talheres batendo nos pratos.

Quando terminaram, Nathália colocou a louça na máquina e pegou a garrafa de vinho.

Foram para a varanda.

A cidade brilhava lá embaixo.

Ela serviu mais.

Antes de sentar, inclinou-se e beijou Ricardo.

Um beijo lento.

Deliberado.

Como se quisesse gravar aquele momento.

Então respirou fundo.

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