A cafeteria que era de costume da Nathalia estava cheia.
Mas ela escolheu a mesa mais afastada.
Pediu café.
Duplo.
Respirou fundo.
Tirou o celular da bolsa.
Ligou.
Eloise atendeu na segunda chamada.
— Amiga?
— Tá ocupada?
— Pra você, nunca.
Nathália fechou os olhos por um segundo.
— Eu vi a Joyce saindo da sala do Ricardo hoje.
Silêncio.
— E?
— Nada… — respondeu. — Ainda.
— Você falou com ele?
— Não.
— E fez bem. — Eloise disse firme. — Respira antes. Você prometeu confiar nele.
— Eu sei. Mas… ela limpou a boca. Arrumou o vestido.
— Nathália. — Eloise foi direta. — Emma já falou essa mulher vive atrás dele. Antes de estar com você, ele não queria, agora muito menos. Pergunta. Não surta.
Nathália soltou o ar.
— Eu odeio essa sensação no peito.
— Ciúme não é fraqueza. Só não deixa virar ataque.
— Eu vou pra casa.
— E ele vai atrás.
Nathália riu de canto.
— Provavelmente.
— E quando for, você escuta.
Depois do café e de respirar fundo mais vezes do que gostaria de admitir, Nathália dirigiu até o próprio apartamento.
Ligou o chuveiro.
Demorou.
Deixou a água quente correr pelos ombros enquanto organizava os pensamentos.
Quando saiu, abriu uma garrafa de vinho.
Serviu uma taça.
Depois outra.
Começou a preparar um macarrão com molho branco, concentrada demais no corte da cebola para não pensar em Joyce.
Na colher de pau.
No vapor subindo.
Na música baixa.
A campainha tocou.
Ela fechou os olhos por um segundo.
Respirou.
Sabia exatamente quem era.
Foi até a porta.
Abriu.
Ricardo estava ali.
Paletó ainda no braço.
Olhar atento demais.
— Fiquei na dúvida se vinha… — confessou. — Mas achei que precisava.
Nathália deu um meio sorriso.
— Fez bem em vir. Estou fazendo macarrão ao molho branco.
Ele entrou.
O cheiro da comida.
Do perfume dela.
De casa.
Aceitou a taça de vinho quando ela ofereceu.
Encostou-se no balcão da cozinha, observando-a terminar o prato.
Ela estava de costas.
Cabelo solto.
Vestido simples demais para ser casual.
— Amor… — ele começou. — Sobre hoje no escritório…
Nathália virou o rosto devagar.
— Agora não. — pediu, com a voz calma. — Vamos comer primeiro.
Ele assentiu.
Sem discutir.
Sem forçar.
O jantar seguiu leve.
Conversa sobre o dia.
Risos baixos.
Talheres batendo nos pratos.
Quando terminaram, Nathália colocou a louça na máquina e pegou a garrafa de vinho.
Foram para a varanda.
A cidade brilhava lá embaixo.
Ela serviu mais.
Antes de sentar, inclinou-se e beijou Ricardo.
Um beijo lento.
Deliberado.
Como se quisesse gravar aquele momento.
Então respirou fundo.
— Ei…
— Confia em mim.
Caminhou com ela até a porta de vidro da varanda, fechou devagar, puxou a cortina para o lado.
A cidade ficou distante.
Só eles.
Ricardo a colocou no chão… mas não se afastou.
Passou os dedos pelos braços dela.
Pelos ombros.
Pela linha do pescoço.
Beijou devagar.
Sem pressa.
Como quem não estava com fome.
Estava em casa.
Nathália subiu as mãos pelas costas dele.
Sentiu o músculo tenso sob a camisa.
O homem que enfrentava conselhos, impérios, mães controladoras…
ali…
era só dela.
— Eu gosto de quando você me deixa segura. — ela sussurrou.
Ricardo sorriu contra a boca dela.
— Eu sou seu. Inteiro.
O beijo veio mais fundo.
Mais lento.
Mais inteiro.
E, naquele instante, Nathália soube:
aquela paz…
tinha nome.
Quando se afastaram, ele encostou a testa na dela.
— Posso dormir aqui?
Não era convite.
Era certeza.
Ela sorriu.
— Eu já estava planejando isso.
Ricardo riu baixo.
Beijou de novo.
E, naquele fim de noite…
não existia Joyce.
Não existia Carlota.
Não existia guerra social.
Só dois corpos escolhendo continuar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...