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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 40

Capítulo 40

Claudia mal entrou no escritório e, ignorando qualquer formalidade, abriu um sorriso largo ao ver Augusto.

— Meu menino! — exclamou, caminhando até ele com passos decididos.

Antes que Eloise pudesse processar o que estava acontecendo, Claudia abraçou Augusto com firmeza e deu dois beijos estalados em suas bochechas, como se ele ainda fosse um adolescente teimoso que ela ajudava a endireitar.

— Toda vez que te vejo, está maior… e com essa cara de bravo que não engana ninguém.

Augusto não recuou. Pelo contrário, correspondeu ao abraço com respeito silencioso e uma expressão suave que raramente deixava escapar.

Eloise, parada ao lado, arqueou discretamente as sobrancelhas. Nunca o viu tão... humano. Tão acessível.

Claudia se afastou ligeiramente, mantendo as mãos nos ombros dele.

— Ainda se recusa a sorrir como quando era pequeno. Mas eu conheço esse olhar — disse, firme, antes de completar, virando-se para Eloise com um olhar cúmplice: — Ele finge ser feito de gelo, mas sempre teve um coração do tamanho do mundo. Só não sabe mostrar.

Augusto pigarreou, visivelmente desconfortável com a exposição, mas sem desmentir nada.

Eloise ainda estava processando. Era estranho — e ao mesmo tempo fascinante — ver alguém que tratava Augusto Monteiro sem medo, sem cerimônia… e com tanto carinho.

Claudia Fernandes era claramente mais que uma auditora experiente. Era alguém que fazia parte da história dele.

Mais tarde, Eloise descobriria que Claudia tinha sido uma grande amiga da mãe de Augusto. Viu ele crescer, o defendeu em momentos difíceis e foi uma das poucas pessoas que ficaram ao lado dele após o escândalo familiar com Thamires e Marcos. José Monteiro, o pai de Augusto, cortou relações com ela após um desentendimento ético — mas Claudia jamais abaixou a cabeça. Sempre esteve do lado certo, ainda que isso lhe custasse amizades poderosas.

— Também infiltramos pessoas em cargos considerados inofensivos. Uma faxineira, por exemplo, que limpava o andar administrativo todos os dias às 18h, horário em que as conversas mais “confiantes” aconteciam. Contratamos um motoboy que fazia entregas internas e passava tempo nos corredores. Uma recepcionista substituta. Um entregador de documentos.

Claudia cruzou os braços e inclinou-se ligeiramente para frente, a voz baixa e certeira.

— Ninguém se importa em falar perto de uma faxineira. Elas são invisíveis, certo? Mas foi ali que ouvimos tudo. Bastou colocar os ouvidos nos lugares certos. Os laranjas são confiantes demais… e os chefes, arrogantes o bastante para não disfarçar.

Augusto mantinha o semblante fechado, os olhos fixos nela.

— E então… você descobriu o quê, Cláudia? — perguntou, a voz tensa.

Ela descruzou as pernas e puxou as primeiras pastas para o centro da mesa.

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