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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 42

Capítulo 42

Claudia, Augusto e Eloise passaram a tarde traçando um plano estratégico para que, no dia seguinte, toda a fraude fosse exposta com o peso da lei. O objetivo era claro: desmascarar, confrontar e proteger a empresa antes que qualquer informação vazasse ou algum culpado escapasse.

Eloise, apesar do nervosismo inicial, demonstrou firmeza e inteligência ao sugerir pontos-chave do cronograma: desde como apresentar as provas até o melhor momento para envolver a equipe jurídica e a imprensa, se necessário. Organizou as prioridades com precisão e propôs uma estrutura clara de ação.

Claudia observava com atenção, mas com o olhar de quem via além.

— Ela tem visão — comentou em voz baixa, inclinando-se para Augusto quando Eloise se afastou para buscar um documento. — Inteligente, ágil... você tem uma joia ao seu lado, meu querido.

Augusto apenas assentiu, o maxilar tenso demais para responder com palavras, mas os olhos diziam tudo. Ele sabia.

— E não precisa me olhar assim — ela completou, com um leve sorriso. — Você herdou a teimosia do seu pai, mas felizmente também herdou a sensibilidade da sua mãe. E isso ainda vai te salvar.

— Obrigado, Claudia — ele respondeu com sinceridade. — Por tudo. Sempre.

— Sempre estarei aqui, meu filho. — Ela tocou de leve o braço dele, com um afeto que dispensava qualquer outra palavra.

Com o plano enfim ajustado e o material pronto para ser ativado, restava apenas aguardar o próximo dia. Claudia se despediu com firmeza e um abraço caloroso.

— Estarei lá às nove em ponto. E dessa vez... vamos encerrar isso de uma vez por todas.

— Estaremos prontos — respondeu ele, com um olhar firme, mas grato.

Eloise a acompanhou até a porta como um gesto de cortesia e profissionalismo. As duas trocaram um último olhar, e Claudia, ao sair, apenas sorriu com sutileza — como quem já via muito mais naquela jovem do que apenas uma secretária.

O relógio corria. Quando Eloise retornou ao escritório, encontrou Augusto em pé, de costas, observando o pôr do sol através das janelas de vidro da cobertura. A luz dourada da tarde tingia o ambiente com um calor quase poético.

Sem se virar, ele falou:

— Eloise, já passa das 18h. Pode ir descansar.

Ela parou à porta, surpresa com a mudança de tom.

— Obrigada, Senhor Augusto.

Ele apenas assentiu com um leve movimento de cabeça.

Eloise recolheu suas coisas com discrição, organizou os papéis que usou, fechou o tablet e saiu do escritório em silêncio. No quarto, deixou os sapatos ao lado da cama e foi direto para o banheiro.

Ligou o chuveiro e deixou a água cair sobre os ombros, tentando lavar não só o cansaço do dia… mas também a inquietação que crescia por dentro. O toque dos dedos dele no almoço ainda parecia presente. O olhar firme. A voz baixa. A tensão no ar.

...

Era como se a conversa os envolvesse em uma bolha leve, onde o tempo desacelerava e as defesas dele cediam sem que percebesse.

Quando perceberam, já estavam no sofá da sala, cada um com sua taça — ela com vinho tinto, ele com mais uma dose de whisky. O clima descontraído contrastava com a formalidade das últimas semanas. A tensão que os envolvia parecia, finalmente, dar lugar a algo mais... humano.

Mas então, um alerta vermelho soou na mente de Augusto. Interno. Silencioso. Pessoal.

Ele percebeu o quanto estava se abrindo. O quanto estava confortável. O quanto... estava vulnerável.

E isso, para Augusto Monteiro, era um perigo que ele nunca aprendeu a aceitar.

A leveza da conversa, o riso fácil, a presença dela quebrando as muralhas que ele jurou manter erguidas.

Levantou-se de forma repentina, como se algo o tivesse despertado de um sonho que não deveria estar sonhando. Caminhou até o corredor em direção a seu quarto com passos firmes, sem dar espaço para hesitações.

Antes de desaparecer por completo, lançou as palavras por sobre o ombro, em um tom baixo e contido:

— Boa noite, Eloise.

Augusto sabia que aquilo era perigoso. E talvez fosse por isso que ele não olhou para trás.

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