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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 43

Capítulo 43

Augusto havia enviado e-mails personalizados aos principais envolvidos na empresa. Os chefes do alto escalão — diretores de marketing, vice-presidente, secretária executiva do presidente da filial do Rio — todos receberam convocações para uma reunião extraordinária na matriz, marcada com urgência. Para cada um, uma desculpa diferente: ajustes financeiros, auditoria interna, revisão de metas.

Eloise também redigiu e enviou mensagens para quatro colaboradores de nível inferior, os chamados “laranjas” na investigação: a recepcionista da filial, um rapaz da TI, uma assistente do marketing e a chefe do RH. Cada um recebeu um pretexto convincente para estar presente no mesmo horário.

Às 7h em ponto, Eloise já estava de pé, vestida com um conjunto de alfaiataria azul-marinho, maquiagem impecável, cabelos presos com elegância. Desceu as escadas com profissionalismo no olhar e encontrou Augusto na cozinha, bebendo seu café em silêncio.

— Bom dia, senhor Augusto.

Depois da noite anterior, ela optou por manter o tom mais profissional que conseguia.

Ele apenas assentiu com um leve movimento de cabeça.

A campainha tocou. Eloise foi até a porta e, ao abrir, deparou-se com um homem alto, charmoso, impecavelmente vestido e usando óculos de armação fina.

— Bom dia, sou César Carvalho.

Ela reconheceu o nome imediatamente.

— Prazer, Eloise Nogueira, secretária do senhor Monteiro. Por favor, entre.

Ela deu passagem, e ele entrou com uma postura firme. Augusto se aproximou, e os dois se cumprimentaram com educação e respeito contidos.

— Claudia já te colocou a par de tudo? — Augusto perguntou.

— Sim. Dona Claudia foi direta. Me explicou tudo com detalhes e também o plano para hoje.

Augusto assentiu levemente, depois olhou nos olhos do presidente da filial.

— Você entende, não é? Eu não podia contar nada antes de ter tudo realmente esclarecido.

César respirou fundo, assentindo.

— Entendo,sim. Você fez o que era melhor para a empresa. Não podia correr riscos. Eu poderia muito bem ser um deles. E eu teria feito o mesmo no seu lugar

Com a postura um pouco mais curvada e a voz baixa, ele completou:

— Senhor Augusto, eu preciso pedir desculpas. Sou o presidente da filial e isso jamais deveria ter acontecido debaixo do meu nariz.

A decepção em si mesmo era visível em seu semblante.

Augusto respirou fundo, assentiu brevemente e sinalizou para o corredor.

— Venha. Vou te mostrar os nomes e o plano completo.

Desligou com rapidez e se levantou, reunindo os papéis principais em uma pasta preta. César o acompanhou, com expressão tensa, mas determinada.

No andar de baixo, Eloise já os aguardava junto à porta de entrada, vestida com a mesma postura impecável da manhã. Tinha trocado o blazer por um colete elegante, e a expressão em seu rosto era de quem estava pronta para enfrentar o que fosse.

Sem trocarem muitas palavras, os três entraram no carro de Augusto. O silêncio durante o trajeto não era incômodo — era estratégico. Cada um revia mentalmente os próximos passos.

Chegaram à filial quinze minutos depois.

O prédio era imponente, espelhado, com mais de vinte andares, localizado em uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Carros de luxo estacionados na frente, a fachada de vidro refletia o céu nublado daquela manhã. Por fora, parecia uma empresa de prestígio. Por dentro… eles sabiam o que iriam encontrar.

O carro desceu a rampa da garagem subterrânea, passando pelos sensores automáticos. O segurança da portaria os reconheceu e autorizou a entrada com um simples aceno.

Augusto parou no segundo subsolo, em uma vaga reservada. Desceu primeiro, seguido por César e, por último, Eloise — que olhou para o alto, sentindo o peso daquele momento.

Eles caminharam até o elevador de serviço, que os levaria direto ao 17º andar — onde toda a farsa estava prestes a desmoronar.

Encontrou Cláudia e mais duas pessoas da sua equipe. Um leve cumprimento.

Augusto com firmeza e sem hesitação disse

— Está na hora.

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