Joyce andava de um lado para o outro no quarto da mansão Nunes como um animal enjaulado.
O celular jogado sobre a cama.
As unhas roídas.
Os nervos à flor da pele.
— Aquela mulher tem que ter algum podre… — murmurou.
Pegou o primeiro objeto que encontrou.
Um vaso decorativo.
Arremessou contra a porta.
O impacto ecoou pela casa vazia.
Ninguém veio.
Não havia mais empregados.
Não havia luxo circulando.
Só silêncio.
Só contas bloqueadas.
Só policiais rondando.
Só a sensação sufocante de que tudo estava desmoronando rápido demais.
Joyce respirou fundo.
Tentou se recompor.
Mas era impossível.
Estava vivendo na mansão com a mãe agora.
Sem o pai.
Sem notícias.
Sem dinheiro entrando.
Sem segurança.
Sem poder.
O sobrenome Nunes, que antes abria portas, agora levantava suspeitas.
Ela sentou na cama.
Pegou uma foto que estava sobre a mesa.
Observou a imagem com desprezo.
Nathália.
Nos braços de outro homem.
Rindo.
Beijando.
Uma montagem.
Boa o bastante para ferir.
Joyce estreitou os olhos.
— Pelo menos você saiu da jogada… — sussurrou, encarando a foto.
Os olhos dela queimavam.
Raiva.
Inveja.
Desespero.
Joyce não cairia sozinha.
Já tinha contratado um detetive particular.
Mandado rastrear movimentações.
Seguir passos.
Levantar o passado.
Descobrir qualquer coisa.
Qualquer deslize.
Qualquer sombra.
Também tinha pago homens para se aproximarem de Nathália.
Convites.
Tentativas de flerte.
Supostos encontros “casuais”.
Tudo calculado.
Tudo armado.
Ela precisava que Ricardo acreditasse.
Precisava plantar dúvida.
Precisava quebrar a confiança.
Mas Nathália…
não tinha mordido.
Não tinha saído.
Não tinha dado brecha.
Não tinha escorregado.
Boa demais.
Discreta demais.
Correta demais.
Joyce apertou os dentes.
— Maldita secretária boazinha.
Mas isso não a impediu.
Fez questão de criar montagens.
Fotos manipuladas.
Ângulos forçados.
Sombras.
Recortes.
O suficiente para parecer real para quem quisesse acreditar.
Uma enviada para Ricardo.
Outra…
para Carlota.
Porque valia tudo.
Tudo.
Para manter Ricardo.
Para voltar ao topo.
Para não perder a vida que tinha.
Joyce encarou o celular outra vez.
Digitou rápido para o detetive.
> “Quero algo concreto.
Não fofoca.
Não suspeita.
Um escândalo.”
Jogou o aparelho sobre a cama.
Levantou.
Foi até o espelho.
O reflexo devolveu uma mulher diferente.
Menos segura.
Mais afiada.
Mais perigosa.
— Eu não vou perder… — murmurou para si mesma. — Não agora. Não assim.
Do lado de fora…
a família Nunes queimava.
Por dentro…
Joyce preparava a próxima mentira.
E, desta vez…
não pretendia errar.
O telefone de Joyce vibrou às duas da manhã.
Ela estava sentada na beira da cama.
Vestindo o mesmo robe há horas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...