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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 422

A rotina agora era diferente.

Ricardo voltava para o apartamento sozinho.

Acordava sozinho.

Não precisava mais passar para deixar ninguém na empresa.

Sem beijo de boa noite.

Sem beijo de bom dia.

Sem beijo de despedida.

Agora era tudo por mensagem.

E aquilo estava começando a consumi-lo.

Estava distraído com os próprios pensamentos quando a porta do escritório se abriu sem aviso.

Ricardo ergueu a cabeça.

Ela estava ali.

Elegante.

Imponente.

Postura impecável.

Carlota Rocha.

— Ricardo… por que eu ligo e você não atende?

Ele apoiou as mãos na mesa.

— Muito ocupado, mãe.

— Para sua mãe, você está sempre ocupado.

— Vamos pular essa parte. — respondeu seco. — O que trouxe você aqui?

Carlota cruzou os braços.

— Fiquei sabendo que terminou com a secretária.

— Sim. — respondeu sem hesitar. — Terminamos o namoro.

Na cabeça dele, o pensamento veio automático:

> Agora somos noivos.

Um quase sorriso apareceu no canto da boca.

Carlota estreitou os olhos.

— Ricardo Rocha… você está mentindo?

Ele inclinou a cabeça.

— Senhora Carlota, eu realmente espero que você não tenha vindo até aqui só pra discutir minha vida amorosa.

— Não. — respondeu. — Vim falar do baile.

Ricardo se levantou devagar.

— É um evento importante para a empresa. Espero que não atrapalhe com suas… tramas.

Carlota ergueu uma sobrancelha.

— Que tramas?

— Conheço a senhora bem o suficiente para saber que sempre tem algumas.

— Só quero acesso à lista de convidados. — respondeu com doçura calculada. — Pensei em acrescentar mais algumas pessoas.

— Vou ficar de olho. — disse, seco.

Pegou o telefone da mesa e discou.

— Fran… consegue se afastar das suas funções por alguns minutos pra ajudar a dona Carlota? Por enquanto vamos poupar a Ingrid.

Do outro lado da linha, a confirmação veio rápida.

Ricardo desligou.

— Fran vai cuidar disso com você. E não exagere.

Carlota soltou um sorriso mínimo.

— Também tome cuidado com essa nova secretária.

Ricardo soltou uma risada curta.

— Não há perigo.

Nesse momento, Fran bateu à porta e entrou.

— Bom dia. Estou à disposição.

Carlota lançou um último olhar avaliador para Ricardo antes de sair com ela.

Desconfiada.

Muito.

E Ricardo…

sabia.

Ela ainda estava longe de desistir.

Ricardo chegou em casa exausto.

Tomou um banho rápido, comeu qualquer coisa e foi para a cama.

Tentou dormir.

Nada.

Virou para um lado.

Depois para o outro.

O teto parecia zombar dele.

— Que merda… — murmurou.

Sentou-se de uma vez.

Vestiu uma camisa e uma calça.

Pegou um casaco.

Passou o perfume que ela mais gostava.

Na sala, foi direto ao chaveiro e apanhou a chave de um dos carros.

Dirigiu sem rumo por alguns minutos.

Entrou em ruas diferentes.

Deu voltas.

Mais voltas.

Quando finalmente parou, estacionou duas ruas antes do prédio.

Desceu.

Puxou o capuz.

Andou atento.

Olhando para trás.

Observando os carros, vitrines, sombras.

Cada passo calculado.

Só tirou o capuz quando chegou perto da portaria — precisava ser reconhecido.

O porteiro abriu sem questionar.

O elevador pareceu lento demais.

Subiu com o coração acelerado.

Como se fosse a primeira vez.

Parou diante da porta.

Respirou fundo.

Tocou a campainha.

Nathália abriu.

Com um sorriso que desmontava qualquer plano.

— Eu sabia que você não estava atendendo por isso…

Ela se lançou nele sem pensar duas vezes.

Ricardo a segurou no ar, firme, automático, como se o corpo dela fosse exatamente onde ele precisava estar.

Entrou.

Girou.

Fechou a porta com as costas dela.

Antes mesmo que pudesse falar qualquer coisa, encontrou a boca dela.

Depois o pescoço.

Depois a linha da mandíbula.

O colo.

Nathália riu, baixa, quando sentiu a urgência dele contra si.

— Você veio como quem estava fugindo… — provocou.

Ricardo encostou a testa na dela.

A respiração quente.

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