O leilão seguiu seu curso.
Com o encerramento oficial, o salão de festas foi liberado.
Bebidas à vontade.
Comidas refinadas.
Música baixa, elegante.
Conversas sociais preenchiam o ambiente, risos calculados, cumprimentos estratégicos.
A noite tinha sido um sucesso absoluto.
Nathália e Ricardo estavam no centro do salão quando Carlota se aproximou.
O olhar atento.
O sorriso controlado.
— Meu filho… que noite. — comentou, avaliando tudo ao redor.
Ricardo respondeu sem entusiasmo.
— Eu avisei sobre suas tramas, lembra?
Carlota deu de ombros, indiferente.
— Arrecadamos milhões. Isso é o que importa. Fizemos o bem… e ainda proporcionei um jantar com sua noiva. — sorriu. — Nada a reclamar. Tudo saiu perfeitamente.
Ricardo estreitou os olhos.
— Agora que a senhora sabe que ela é uma Lemann, resolveu aceitar? — disse, irônico. — Que conveniente, dona Carlota.
Carlota sustentou o sorriso.
— Não tenho culpa se sobrenomes ainda são importantes no nosso meio.
Nathália interveio, calma. Firme. Elegante.
— Para mim, não são. Nunca foram. — disse. — Espero apenas que, para o bem do convívio, possamos manter respeito. Nada além disso, dona Carlota.
Carlota riu, curta, quase condescendente.
— Ah, minha nora… — disse devagar. — Você ainda vai aprender que eu sou a senhora Rocha. E que sou eu quem decide como as coisas funcionam.
Ricardo deu um passo à frente.
A voz saiu baixa. Controlada. Definitiva.
— Lembre-se, dona Carlota: ela é minha noiva. E será minha esposa.
— As maiores ações da empresa são minhas. Quem gere tudo sou eu.
Fez uma pausa curta.
— Jamais deixaria a senhora na miséria. — continuou. — Mas menos conforto… talvez. Uma mudança de casa, quem sabe. Voltar para a antiga residência que dividia com o papai.
Carlota empalideceu.
Ricardo sustentou o olhar dela.
— Então espero que o respeito seja recíproco.
Aproximou-se mais um passo.
— Já lhe avisei uma vez. — disse, sem elevar o tom. — E essa será a última.
— Eu não vou permitir que a senhora faça com a Nathália o que fez com a Isabella.
O silêncio entre eles foi pesado.
Ricardo então pegou a mão de Nathália, ajeitou delicadamente o paletó dela.
— Com licença, mamãe. — disse frio. — A noite, para mim, acabou.
E saíram juntos.
De mãos dadas.
Sem olhar para trás.
Assim que a porta da cobertura se abriu.
Ricardo entrou com Nathália nos braços, como se o mundo lá fora tivesse ficado do lado de fora da porta.
Ela riu, surpresa, passando o braço pelo pescoço dele.
— Você vai me acostumar mal… — provocou.
Ricardo a colocou sentada no balcão da cozinha.
Entre eles, não havia pressa.
O beijo veio lento.
Profundo.
Envolvente.
Depois desceu pelo maxilar.
Pelo pescoço.
Uma mordida leve, carregada de promessa.
— Acho que a gente precisa começar a pensar no casamento. — murmurou.
Fez uma pausa curta.
— E logo depois… na sua gravidez.
Nathália congelou por um segundo.
— Gravidez?
Ricardo se afastou apenas o suficiente para encará-la nos olhos.
O olhar era sério.
Seguro.
Cheio de futuro.
— Sim. — disse com calma. — O que você acha de tentarmos uma fertilização in vitro?
Sorriu de canto.
— Quem sabe até gêmeos… Mas tudo com calma. Conversando. Com médicos. No nosso tempo. Ou melhor no seu tempo.
Nathália riu, emocionada.
Puxou-o para perto, entrelaçando as pernas na cintura dele.
Beijou-o com a certeza de quem não tinha mais medo.
Naquele instante, tudo fazia sentido.
A vida tinha sido generosa.
Ela tinha ganhado uma chance para escrever uma nova história com o pai.
Ricardo não perdeu tempo.
Desceu a boca, saboreando-a com calma, precisão e intenção.
Cada movimento arrancava reações mais intensas.
O quarto foi sendo preenchido por gemidos, suspiros, pedidos entrecortados.
— Ricardo… — ela arfou. — Eu preciso de você.
Aquilo foi o limite.
Ele se livrou das próprias roupas sem cerimônia.
Posicionou-se entre as pernas dela, o corpo quente contra o dela.
Antes de entrar, provocou de leve, apenas o suficiente para fazê-la arquear as costas, perdida.
Os olhares se encontraram.
Não havia pressa.
Ricardo a tomou com firmeza, arrancando um gemido profundo de Nathália.
Ela agarrou os lençóis… depois o corpo dele.
— Eu te amo… — sussurrou, entre gemidos.
Aquilo foi música para Ricardo.
Começou devagar.
Marcando cada movimento.
— Mais… — ela pediu, sem vergonha. — Mais, amor…
Era exatamente o que ele queria ouvir.
Os corpos se moveram juntos, suados, conectados, como se não existisse mais nada além daquele momento.
Entrega.
Amor.
Eles se encontraram no ritmo certo, na intensidade certa, selando não só o prazer…
Mas tudo o que haviam construído até ali.
Quando os corpos enfim aquietaram, Ricardo não se afastou.
Permaneceu ali, deitado ao lado dela, o peito subindo e descendo no mesmo compasso que o dela.
Sem pensar, a mão dele deslizou devagar até o ventre de Nathália.
O toque foi instintivo.
Protetor.
Como se já soubesse.
Nathália fechou os olhos, sentindo aquele gesto simples carregar mais promessas do que qualquer palavra dita naquela noite.
O quarto ficou em silêncio.
Mas ali, entre a respiração compartilhada e a mão repousando sobre ela,
o futuro já tinha começado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...