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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 432

O leilão seguiu seu curso.

Com o encerramento oficial, o salão de festas foi liberado.

Bebidas à vontade.

Comidas refinadas.

Música baixa, elegante.

Conversas sociais preenchiam o ambiente, risos calculados, cumprimentos estratégicos.

A noite tinha sido um sucesso absoluto.

Nathália e Ricardo estavam no centro do salão quando Carlota se aproximou.

O olhar atento.

O sorriso controlado.

— Meu filho… que noite. — comentou, avaliando tudo ao redor.

Ricardo respondeu sem entusiasmo.

— Eu avisei sobre suas tramas, lembra?

Carlota deu de ombros, indiferente.

— Arrecadamos milhões. Isso é o que importa. Fizemos o bem… e ainda proporcionei um jantar com sua noiva. — sorriu. — Nada a reclamar. Tudo saiu perfeitamente.

Ricardo estreitou os olhos.

— Agora que a senhora sabe que ela é uma Lemann, resolveu aceitar? — disse, irônico. — Que conveniente, dona Carlota.

Carlota sustentou o sorriso.

— Não tenho culpa se sobrenomes ainda são importantes no nosso meio.

Nathália interveio, calma. Firme. Elegante.

— Para mim, não são. Nunca foram. — disse. — Espero apenas que, para o bem do convívio, possamos manter respeito. Nada além disso, dona Carlota.

Carlota riu, curta, quase condescendente.

— Ah, minha nora… — disse devagar. — Você ainda vai aprender que eu sou a senhora Rocha. E que sou eu quem decide como as coisas funcionam.

Ricardo deu um passo à frente.

A voz saiu baixa. Controlada. Definitiva.

— Lembre-se, dona Carlota: ela é minha noiva. E será minha esposa.

— As maiores ações da empresa são minhas. Quem gere tudo sou eu.

Fez uma pausa curta.

— Jamais deixaria a senhora na miséria. — continuou. — Mas menos conforto… talvez. Uma mudança de casa, quem sabe. Voltar para a antiga residência que dividia com o papai.

Carlota empalideceu.

Ricardo sustentou o olhar dela.

— Então espero que o respeito seja recíproco.

Aproximou-se mais um passo.

— Já lhe avisei uma vez. — disse, sem elevar o tom. — E essa será a última.

— Eu não vou permitir que a senhora faça com a Nathália o que fez com a Isabella.

O silêncio entre eles foi pesado.

Ricardo então pegou a mão de Nathália, ajeitou delicadamente o paletó dela.

— Com licença, mamãe. — disse frio. — A noite, para mim, acabou.

E saíram juntos.

De mãos dadas.

Sem olhar para trás.

Assim que a porta da cobertura se abriu.

Ricardo entrou com Nathália nos braços, como se o mundo lá fora tivesse ficado do lado de fora da porta.

Ela riu, surpresa, passando o braço pelo pescoço dele.

— Você vai me acostumar mal… — provocou.

Ricardo a colocou sentada no balcão da cozinha.

Entre eles, não havia pressa.

O beijo veio lento.

Profundo.

Envolvente.

Depois desceu pelo maxilar.

Pelo pescoço.

Uma mordida leve, carregada de promessa.

— Acho que a gente precisa começar a pensar no casamento. — murmurou.

Fez uma pausa curta.

— E logo depois… na sua gravidez.

Nathália congelou por um segundo.

— Gravidez?

Ricardo se afastou apenas o suficiente para encará-la nos olhos.

O olhar era sério.

Seguro.

Cheio de futuro.

— Sim. — disse com calma. — O que você acha de tentarmos uma fertilização in vitro?

Sorriu de canto.

— Quem sabe até gêmeos… Mas tudo com calma. Conversando. Com médicos. No nosso tempo. Ou melhor no seu tempo.

Nathália riu, emocionada.

Puxou-o para perto, entrelaçando as pernas na cintura dele.

Beijou-o com a certeza de quem não tinha mais medo.

Naquele instante, tudo fazia sentido.

A vida tinha sido generosa.

Ela tinha ganhado uma chance para escrever uma nova história com o pai.

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