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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 431

Carlota permaneceu imóvel por um segundo.

Os aplausos ainda ecoavam pelo salão quando o nome Lemann atingiu sua mente com força.

Nathália Lemann.

O sobrenome não era coincidência.

Nunca tinha sido.

O olhar de Carlota percorreu o salão até encontrar Jorge.

Ele está em pé aplaudindo.

Confirmando o que ela acabava de descobrir.

Carlota inspirou fundo.

Então… sorriu.

Um sorriso pequeno.

Controlado.

Elegante.

E aplaudiu.

O salão reagiu.

Aplausos cresceram.

Mas antes que o clima se estabilizasse…

— RICARDO ROCHA!

A voz cortou o ar.

Joyce.

De pé.

Os olhos em chamas.

— O que é isso?! — gritou. — Você esqueceu das noites que passamos juntos? Esqueceu da minha gravidez?!

O salão congelou.

Sussurros baixos surgiram.

Celulares se ergueram.

Ricardo virou-se lentamente.

O olhar rígido.

— Não, Joyce. — respondeu, firme. — Eu não esqueci.

Fez uma pausa.

— Eu apenas ouvi a verdade.

Olhou para Nathália.

Segurou sua mão.

— Uma verdade que nós sempre soubemos. — completou.

Ricardo passou o braço pela cintura de Nathália com delicadeza.

Deu dois passos para o lado.

E o telão do salão acendeu.

O vídeo começou.

Nathália aparecia caminhando em direção à porta do escritório.

Joyce, sentada no sofá da sala do Ricardo.

Debochada.

Confiante.

Cada frase arrancava murmúrios do público.

“Os deuses sorriram quando eu entrei aqui e ouvi Ricardo contando pras suas amiguinhas nojentas que Jorge Lemann era seu pai.”

O salão mergulhou num silêncio sepulcral.

Flashes disparavam sem parar.

“Então bastou pagar um garçom. Um copo adulterado e pronto. Ricardo bêbado só pra mim.”

Joyce ria no vídeo.

“E o melhor… ele não lembra de nada.”

Um burburinho indignado se espalhou.

“E ainda acredita que posso estar grávida.”

A tensão era sufocante.

Então veio a última fala.

A mais cruel.

“Se você não sair do meu caminho… a próxima a acordar drogada numa cama vai ser você.”

Joyce sorriu, venenosa.

“Já pensou o que um desconhecido faria com você desacordada?”

O vídeo foi encerrado.

As luzes do salão se acenderam por completo.

O choque era absoluto.

Thomas já estava ao lado de Joyce.

Dois policiais fardados se aproximaram.

Ricardo pegou o microfone mais uma vez.

— Fica claro aqui, diante de todos — disse, sem elevar a voz — que eu nunca tive nada com Joyce Nunes.

Olhou ao redor.

— As fotos que circularam na última semana, como vocês ouviram foram montagens feitas após eu ter sido dopado.

Virou-se para Nathália.

O olhar firme.

Seguro.

— Repito quantas vezes for preciso: a única mulher da minha vida é Nathália Guimarães Lemann. Não houve outra. E não haverá.

Silêncio.

— O leilão pode continuar. — concluiu. — Boa noite a todos.

Entregou o microfone ao funcionário.

Desceu do palco ajudando Nathália.

Todos os olhares, agora…

se voltaram para Joyce.

Thomas deu um passo à frente.

— Joyce Nunes, você está presa. — disse com voz oficial. — Você tem o direito de permanecer calada. Tudo o que disser pode e será usado contra você em tribunal. Você tem o direito a um advogado. Se não puder pagar um, um será designado pelo Estado.

Um dos policiais se aproximou.

Joyce recuou.

— Não! — gritou. — Eu não posso ser presa! Eu não fiz nada!

Thomas manteve a calma.

— Além de dopar uma pessoa, — enumerou — você cometeu ameaças graves, tentativa de coação, difamação… e está sendo investigada por lavagem de dinheiro e desvio de recursos.

Inclinou a cabeça, quase satisfeito.

— A parte interessante? Seu pai foi localizado esta tarde. E vai responder por tudo isso junto com você.

Joyce empalideceu.

As algemas se fecharam.

O som metálico ecoou pelo salão.

Ela foi retirada sob flashes, murmúrios e olhares chocados.

A rainha tinha caído.

Algemada.

Sozinha.

E humilhada diante de todos.

Enquanto Joyce era levada, o salão parecia não saber se respirava ou aplaudia.

No centro do salão, Nathália apertou a mão de Ricardo.

Respirou fundo.

A noite ainda não tinha terminado…

mas a verdade, finalmente,

tinha vencido.

Nathália e Ricardo deixaram o salão do leilão lado a lado.

O barulho dos aplausos, dos flashes e dos sussurros ficou para trás quando atravessaram o corredor externo do grande espaço, onde o ar parecia mais leve.

Ricardo parou perto da varanda.

Ricardo inclinou a cabeça, sério, mas carinhoso.

— Amor… eu sei que você gosta de trabalhar com o Thiago. — disse. — Mas você está desperdiçando talento como secretária.

Ela arqueou a sobrancelha.

— Ei…

— Não é desmerecendo a profissão. — continuou rápido. — É importante. Mas você tem muito mais a oferecer.

Nathália suspirou.

— Eu sei. O Augusto já me ofereceu outro cargo. — admitiu. — Mas agora eu preciso resolver algumas coisas antes de deixar o Thiago.

Ricardo franziu a testa.

— Tipo o quê?

— Treinar outra assistente. — respondeu. — E resolver alguns assuntos pessoais.

Ricardo olhou para Jorge, quase orgulhoso.

— É importante o senhor saber disso. — comentou. — Ela sempre pensa em todo mundo antes de pensar nela.

Jorge assentiu devagar.

— Igual à mãe dela.

Nathália riu, fingindo indignação.

— Pois fique sabendo que a raça ruim, segundo dona Emília… — brincou — eu puxei do senhor.

Os três riram juntos.

Foi quando vozes animadas se aproximaram.

Eloise vinha na frente, seguida por Laís, Emma, Alana e Sofia.

— MEU DEUS. — Eloise apontou para Nathália. — Eu vou te matar. Você escondeu que estava noiva.

Emma cruzou os braços, olhando para Ricardo.

— Papai… você não falou nada.

Ricardo levantou as mãos em rendição.

— Ela que pediu segredo.

As meninas cercaram Nathália.

Abraços.

Gritos contidos.

— Ai, tô tão feliz por você!

— Mais uma do bonde vai casar!

— Meu Deus… o Ricardo conseguiu!

Nathália ria, emocionada.

Depois que os abraços diminuíram, ela respirou fundo e disse:

— Meninas… agora oficialmente… — fez um gesto em direção a Jorge — esse é Jorge Lemann. Meu pai.

As amigas ficaram em silêncio por um segundo.

Depois, sorrisos.

Cumprimentos.

— Muito prazer.

— Agora tudo faz sentido.

Nathália então apontou para elas.

— E essa é uma parte da minha família. — disse, rindo. — A outra parte são os maridos, namorados delas… e os filhos, claro.

Jorge cumprimentou todas com educação e um orgulho discreto no olhar.

Logo depois, Agatha, Ana e Anabela se aproximaram.

Agatha balançou a cabeça, incrédula.

— Eu não acredito. — disse. — Depois da tarde de hoje, você ainda escondeu que estava noiva.

Eloise cruzou os braços, fingindo revolta.

— Se ela tivesse contado pra vocês e não pra gente… — ameaçou — eu jogava da ponte.

Todas caíram na risada.

E, ali, em meio a provocações, abraços e gargalhadas, Nathália percebeu algo simples e poderoso:

Ela não estava apenas noiva.

Não tinha apenas um sobrenome novo.

Ela tinha, finalmente, um lugar.

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