A copa estava cheia.
Papel sobre a mesa.
Canetas espalhadas.
E seis mulheres discutindo como se estivessem organizando uma operação militar.
Nathália segurava uma caneta.
— Então vamos organizar direito.
Ela desenhou uma tabela improvisada.
— Dias da quimioterapia da Emma.
Sofia apoiou as mãos na mesa.
— Antes de continuar…
Ela levantou o dedo.
— Eu e a Nathália não podemos ir.
Laís levantou a cabeça.
— Por quê?
Eloise respondeu imediatamente:
— Gravidez.
Sofia fez uma careta.
— A médica disse para evitar hospital e contato com tratamento.
Nathália assentiu.
— Então a gente ajuda de outras formas.
Eloise cruzou os braços.
— Nem pensar em se culparem.
Ela apontou para o papel.
— Quem vai acompanhar a Emma nas sessões?
Laís levantou a mão.
— Eu posso ir em algumas.
Alana falou logo depois:
— Eu também.
Eloise pegou a caneta.
— Então vamos dividir.
Foi nesse momento que Thiago apareceu na porta da cozinha.
Ele tinha ouvido parte da conversa.
As meninas olharam para ele.
Eloise falou primeiro.
— Thi…
Ela apontou para a tabela.
— Em todas as sessões, uma de nós vai acompanhar vocês.
O silêncio caiu por um instante.
Thiago passou a mão pelo rosto.
Os olhos dele estavam cansados.
Mas cheios de gratidão.
— Obrigado… — disse baixo.
A voz saiu um pouco falhada.
— De verdade.
Nathália foi a primeira a se aproximar.
Abraçou ele.
— Vai ficar tudo bem, amigo.
Logo as outras fizeram o mesmo.
Porque naquele grupo ninguém enfrentava uma guerra sozinho.
O dia da primeira quimioterapia chegou.
O céu estava cinzento.
Nublado.
Como se o mundo tivesse decidido diminuir o volume das cores.
Emma caminhava ao lado de Thiago pelo corredor do hospital.
Eloise vinha logo atrás.
E Augusto também.
Ele havia insistido em ir.
— Apoio moral — tinha dito.
Quando chegaram ao setor de oncologia, a enfermeira levantou os olhos.
— Apenas dois acompanhantes.
Eloise fez uma cara de súplica.
— Por favor…
Ela apontou para Emma.
— É a primeira quimioterapia dela.
A enfermeira suspirou.
Emma quase riu.
Eloise era impossível.
— Tudo bem — disse a enfermeira finalmente.
— Mas só dessa vez.
Eloise abriu um sorriso vitorioso.
— Da próxima vez a gente traz café para todas.
A enfermeira balançou a cabeça.
Emma olhou para ela.
— Seu poder de persuasão é assustador.
Eloise piscou.
— Anos de prática.
Augusto riu.
Primeiro veio a triagem.
Peso.
Pressão.
Confirmação do tratamento.
Depois o exame de sangue.
Emma observava tudo em silêncio.
Thiago segurava a mão dela o tempo inteiro.
Quando os resultados chegaram, a enfermeira sorriu.
— Está tudo certo.
— Podemos começar.
Emma respirou fundo.
A enfermeira colocou o acesso na veia do braço.
Parecido com um soro comum.
Depois vieram os medicamentos de preparação.
Antialérgico.
Remédio para náusea.
— Isso ajuda a evitar os efeitos colaterais — explicou a enfermeira.
Emma assentiu.
Depois veio a quimioterapia.
O líquido começou a descer lentamente pelo soro.
— Vai durar cerca de uma hora e meia — disse a enfermeira.
O tempo passou devagar.
Emma ficou sentada na poltrona reclinável.
Thiago ao lado dela.
Eloise ocupando a cadeira da frente.
Ela tirou uma bolsa da mochila.
— Trouxe crochê.
Emma piscou.
— Você trouxe crochê para a quimioterapia?
Eloise deu de ombros.
— Eu preciso ocupar minhas mãos.
Augusto riu.
— Eu não acredito nisso.
Emma sorriu.
Um sorriso pequeno.
Mas verdadeiro.
Durante aquele tempo eles conversaram.
Falaram sobre coisas absurdamente normais.
Séries.
Comida.
As últimas fofocas do grupo.
E por um momento…
o hospital deixou de parecer um campo de batalha.
Quando a medicação terminou, a enfermeira voltou.
Retirou o acesso.
— Pronto.
Ela sorriu para Emma.
— Primeira sessão concluída.
Emma olhou para Thiago.
— Eu esperava algo pior.
A enfermeira assentiu.
— Muitas pessoas se sentem bem no primeiro dia.
Ela explicou:
— Às vezes o cansaço ou enjoo aparecem um ou dois dias depois.
Emma respirou fundo.
— Então vamos aproveitar o dia bom.
Thiago apertou a mão dela.
Eloise levantou.
— Missão cumprida.
Augusto abriu a porta.
— Vamos para casa.
Emma se levantou devagar.
Talvez aquela fosse apenas a primeira batalha de muitas.
Mas ela não estava lutando sozinha.
E isso fazia toda a diferença.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...