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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 456

A copa estava cheia.

Papel sobre a mesa.

Canetas espalhadas.

E seis mulheres discutindo como se estivessem organizando uma operação militar.

Nathália segurava uma caneta.

— Então vamos organizar direito.

Ela desenhou uma tabela improvisada.

— Dias da quimioterapia da Emma.

Sofia apoiou as mãos na mesa.

— Antes de continuar…

Ela levantou o dedo.

— Eu e a Nathália não podemos ir.

Laís levantou a cabeça.

— Por quê?

Eloise respondeu imediatamente:

— Gravidez.

Sofia fez uma careta.

— A médica disse para evitar hospital e contato com tratamento.

Nathália assentiu.

— Então a gente ajuda de outras formas.

Eloise cruzou os braços.

— Nem pensar em se culparem.

Ela apontou para o papel.

— Quem vai acompanhar a Emma nas sessões?

Laís levantou a mão.

— Eu posso ir em algumas.

Alana falou logo depois:

— Eu também.

Eloise pegou a caneta.

— Então vamos dividir.

Foi nesse momento que Thiago apareceu na porta da cozinha.

Ele tinha ouvido parte da conversa.

As meninas olharam para ele.

Eloise falou primeiro.

— Thi…

Ela apontou para a tabela.

— Em todas as sessões, uma de nós vai acompanhar vocês.

O silêncio caiu por um instante.

Thiago passou a mão pelo rosto.

Os olhos dele estavam cansados.

Mas cheios de gratidão.

— Obrigado… — disse baixo.

A voz saiu um pouco falhada.

— De verdade.

Nathália foi a primeira a se aproximar.

Abraçou ele.

— Vai ficar tudo bem, amigo.

Logo as outras fizeram o mesmo.

Porque naquele grupo ninguém enfrentava uma guerra sozinho.

O dia da primeira quimioterapia chegou.

O céu estava cinzento.

Nublado.

Como se o mundo tivesse decidido diminuir o volume das cores.

Emma caminhava ao lado de Thiago pelo corredor do hospital.

Eloise vinha logo atrás.

E Augusto também.

Ele havia insistido em ir.

— Apoio moral — tinha dito.

Quando chegaram ao setor de oncologia, a enfermeira levantou os olhos.

— Apenas dois acompanhantes.

Eloise fez uma cara de súplica.

— Por favor…

Ela apontou para Emma.

— É a primeira quimioterapia dela.

A enfermeira suspirou.

Emma quase riu.

Eloise era impossível.

— Tudo bem — disse a enfermeira finalmente.

— Mas só dessa vez.

Eloise abriu um sorriso vitorioso.

— Da próxima vez a gente traz café para todas.

A enfermeira balançou a cabeça.

Emma olhou para ela.

— Seu poder de persuasão é assustador.

Eloise piscou.

— Anos de prática.

Augusto riu.

Primeiro veio a triagem.

Peso.

Pressão.

Confirmação do tratamento.

Depois o exame de sangue.

Emma observava tudo em silêncio.

Thiago segurava a mão dela o tempo inteiro.

Quando os resultados chegaram, a enfermeira sorriu.

— Está tudo certo.

— Podemos começar.

Emma respirou fundo.

A enfermeira colocou o acesso na veia do braço.

Parecido com um soro comum.

Depois vieram os medicamentos de preparação.

Antialérgico.

Remédio para náusea.

— Isso ajuda a evitar os efeitos colaterais — explicou a enfermeira.

Emma assentiu.

Depois veio a quimioterapia.

O líquido começou a descer lentamente pelo soro.

— Vai durar cerca de uma hora e meia — disse a enfermeira.

O tempo passou devagar.

Emma ficou sentada na poltrona reclinável.

Thiago ao lado dela.

Eloise ocupando a cadeira da frente.

Ela tirou uma bolsa da mochila.

— Trouxe crochê.

Emma piscou.

— Você trouxe crochê para a quimioterapia?

Eloise deu de ombros.

— Eu preciso ocupar minhas mãos.

Augusto riu.

— Eu não acredito nisso.

Emma sorriu.

Um sorriso pequeno.

Mas verdadeiro.

Durante aquele tempo eles conversaram.

Falaram sobre coisas absurdamente normais.

Séries.

Comida.

As últimas fofocas do grupo.

E por um momento…

o hospital deixou de parecer um campo de batalha.

Quando a medicação terminou, a enfermeira voltou.

Retirou o acesso.

— Pronto.

Ela sorriu para Emma.

— Primeira sessão concluída.

Emma olhou para Thiago.

— Eu esperava algo pior.

A enfermeira assentiu.

— Muitas pessoas se sentem bem no primeiro dia.

Ela explicou:

— Às vezes o cansaço ou enjoo aparecem um ou dois dias depois.

Emma respirou fundo.

— Então vamos aproveitar o dia bom.

Thiago apertou a mão dela.

Eloise levantou.

— Missão cumprida.

Augusto abriu a porta.

— Vamos para casa.

Emma se levantou devagar.

Talvez aquela fosse apenas a primeira batalha de muitas.

Mas ela não estava lutando sozinha.

E isso fazia toda a diferença.

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