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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 455

O vapor quente ainda preenchia o banheiro.

Emma estava sentada no pequeno banco dentro do box.

A água morna caía sobre seus ombros.

Era a primeira vez que tentava tomar banho sozinha desde que voltaram para casa.

Ela segurava a esponja quando a porta do box abriu.

Thiago apareceu.

Arregaçando as mangas da camisa.

Emma ergueu uma sobrancelha.

— Eu não preciso de ajuda para isso.

Thiago pegou a esponja da mão dela.

— Eu sei.

Ele colocou um pouco de sabonete nela.

— Mas eu quero ajudar.

Emma suspirou.

— Você é muito mandão.

— Eu prefiro o termo dedicado.

Ela revirou os olhos.

Mas não protestou quando ele começou a passar a esponja devagar pelo braço dela.

Os movimentos eram cuidadosos.

Como se ela pudesse quebrar a qualquer momento.

Emma observou o rosto dele.

Concentrado.

Calmo.

— Você está levando essa coisa de marido muito a sério.

Thiago deu de ombros.

— Estou praticando.

Ele enxaguou a esponja e continuou.

— Para quando você decidir ficar velha comigo.

Emma riu.

Uma risada baixa.

— Eu já estou ficando velha.

— Não.

Ele beijou de leve o ombro dela.

— Você está ficando mais interessante.

Quando terminou, pegou a toalha e a ajudou a se levantar.

Emma fez uma careta.

— Isso é humilhante.

— Isso é recuperação.

Ele a envolveu na toalha e a levou de volta para o quarto.

Emma vestiu uma camisola leve.

Thiago ficou parado observando.

Ela percebeu.

— O quê?

Ele deu de ombros.

— Nada.

Emma cruzou os braços.

— Fala.

Thiago sorriu.

— Você fica bonita com essas camisolas.

Emma estreitou os olhos.

— Isso é porque eu estou fraca e você está sentimental.

— Não.

Ele se aproximou.

Beijou a testa dela.

— É porque eu amo você.

Emma suspirou.

— Convincente.

Alguns minutos depois, os dois estavam sentados no sofá.

Uma bandeja sobre a mesa de centro.

Sopa.

Pão.

Frutas.

Thiago insistia em refeições leves.

Emma olhou para a tigela.

— Eu sinto falta de comida de verdade.

— Isso é comida de verdade.

— Isso é sopa.

— Sopa é comida.

Emma suspirou dramaticamente.

Mas começou a comer.

Depois de alguns minutos, Thiago pegou o controle.

— Pronta?

Emma levantou uma sobrancelha.

— Outro episódio?

— Claro.

Ele deu play.

Era a mesma série que estavam assistindo antes de toda a confusão.

Emma encostou a cabeça no ombro dele.

— Você pausou no mesmo episódio?

— Esperei você.

Emma sorriu pequeno.

O episódio começou.

Alguns minutos depois, ela já estava mais relaxada.

Thiago passou o braço pelos ombros dela.

A mão fazendo carinho lento no braço dela.

Emma bocejou.

— Eu prometo que não estou entediada.

— Você está se recuperando.

— Mesma coisa.

Thiago riu.

O episódio continuava.

Mas Emma já não prestava muita atenção no episódio.

A cabeça escorregou um pouco mais no ombro dele.

Os olhos fecharam.

Thiago olhou para ela.

Dormindo.

Cansada.

Mas em paz.

Thiago apertou a mão dela.

Clara continuou:

— Vamos começar com alguns exames primeiro.

Ela pegou uma folha e começou a anotar.

— Exames de sangue.

— Avaliação geral do organismo.

— E alguns exames complementares.

Ela levantou os olhos para Emma.

— Se tudo estiver bem…

Fez uma pequena pausa.

— Na próxima semana já podemos iniciar a quimioterapia.

Emma respirou fundo.

A palavra ainda soava pesada.

Mas não assustava como antes.

Clara fechou o prontuário.

— Nem vou perguntar se você está preparada.

Emma soltou um pequeno riso.

— Obrigada por isso.

Clara sorriu.

— Mas saiba de uma coisa.

Ela apoiou os braços sobre a mesa.

— Eu não estou aqui apenas como médica.

O tom dela ficou mais suave.

— Qualquer dúvida.

— Qualquer medo.

— Qualquer sintoma.

— Você me liga.

Emma assentiu devagar.

— Está bem.

Clara continuou:

— E também é importante lembrar de uma coisa.

Ela apontou levemente para Emma.

— Você já venceu a primeira parte.

O silêncio voltou por alguns segundos.

Mas dessa vez não era pesado.

Emma olhou para Thiago.

Ele sorriu para ela.

Calmo.

Seguro.

Emma voltou a olhar para Clara.

— Então vamos para a segunda parte.

Clara assentiu.

— Exatamente.

Emma levantou da cadeira.

Um pouco mais firme.

Um pouco mais forte.

Porque agora ela sabia exatamente o que vinha pela frente.

E também sabia de outra coisa.

Ela nunca esteve sozinha.

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