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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 458

O segundo ciclo da quimioterapia foi diferente.

Muito diferente.

No primeiro dia Emma tinha conseguido rir.

Conversar.

Até brincar com Eloise sobre o crochê no hospital.

Mas dessa vez o corpo parecia ter decidido cobrar a conta.

O gosto metálico na boca apareceu primeiro.

Depois a náusea.

E o cansaço.

Um cansaço estranho.

Profundo.

Como se até respirar exigisse esforço.

Emma estava deitada no sofá da sala.

Um cobertor sobre as pernas.

O cabelo raspado agora não incomodava mais.

Mas o corpo…

parecia pesado demais.

Thiago apareceu na sala com uma bandeja.

— Você precisa comer alguma coisa.

Emma fez uma careta.

— Eu sinto gosto de metal.

— Eu sei.

Ele colocou a bandeja na mesa de centro.

— Mas mesmo assim.

Emma olhou para o prato.

Arroz.

Frango.

Um pouco de legumes.

— Parece comida de hospital.

Thiago levantou uma sobrancelha.

— Foi a Sofia que mandou.

Emma suspirou.

— Ok… parece comida boa.

Ele sentou ao lado dela.

Pegou o garfo.

— Só algumas colheradas.

Emma tentou.

Uma.

Duas.

Na terceira fez uma careta.

— Não dá.

Thiago pegou o copo de água.

— Já foi suficiente por enquanto.

Emma encostou a cabeça no encosto do sofá.

Os olhos fechados.

— Eu odeio isso.

Thiago não respondeu imediatamente.

Apenas passou a mão devagar no braço dela.

— Eu sei.

O silêncio ficou na sala por alguns minutos.

Emma respirou fundo.

Depois abriu os olhos.

Na mesa ao lado do sofá estava o livro da mãe.

Ela pegou.

Abriu em uma página marcada.

Thiago observou em silêncio.

Emma começou a ler.

A voz baixa.

— “O medo existe.”

Ela respirou fundo.

— “Ele sempre vai existir.”

Os olhos dela correram pelas linhas.

— “Mas viver apesar do medo é o que nos torna fortes.”

Emma fechou o livro devagar.

— Ela escreveu isso logo depois do diagnóstico.

Thiago segurou a mão dela.

— Sua mãe era uma mulher incrível.

Emma sorriu pequeno.

— Era.

Ela olhou para ele.

— Eu acho que finalmente estou entendendo algumas coisas que ela sentia.

Thiago inclinou a cabeça.

— Como o quê?

Emma pensou por um segundo.

— O medo de não ter tempo.

A sala ficou silenciosa.

Emma olhou para ele.

— Por isso eu quero continuar planejando o casamento.

Thiago piscou.

— Agora?

Emma assentiu.

— Agora.

Ela deu um pequeno sorriso.

— Se eu vou casar com você…

— eu quero escolher o vestido.

Thiago riu.

— Justo.

Emma abriu o notebook.

— Então vamos começar pelo básico.

— Local.

Thiago apoiou o queixo na mão.

— Eu voto por algo simples.

Emma olhou para ele.

— Simples?

— Com você, eu aceito qualquer coisa.

Emma sorriu.

— Cuidado.

Ela começou a digitar.

— Eu posso cobrar isso depois.

Thiago passou o braço pelos ombros dela.

Com cuidado.

— Pode cobrar o que quiser.

Emma encostou a cabeça nele.

Ainda cansada.

Ainda lutando contra o enjoo.

Mas sorrindo.

Porque mesmo nos dias mais difíceis…

a vida ainda continuava acontecendo.

E eles continuariam vivendo.

Juntos.

A quimioterapia não atacava apenas o corpo.

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