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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 459

Thiago acordou com o corpo dolorido.

As costas reclamando.

O sofá definitivamente não tinha sido feito para uma noite inteira de sono.

Ele passou a mão pelo rosto.

— Vou colocar na lista trocar esse sofá… — murmurou para si mesmo.

Depois da briga da noite anterior, Emma tinha pedido espaço.

E ele tinha dado.

Sem discutir.

Sem insistir.

Apenas pegou um cobertor e veio para a sala.

Thiago se levantou devagar.

Foi até o banheiro do corredor.

Fez sua higiene matinal.

Lavou o rosto.

Vestiu a primeira roupa que tinha pegado às pressas no armário.

Depois foi para a cozinha.

Quebrou alguns ovos na frigideira.

Mexeu devagar.

Preparou algumas tortilhas.

Cortou frutas.

Nada muito elaborado.

Mas suficiente.

Quando terminou, colocou dois lugares no balcão.

Pratos.

Talheres.

Copos.

Ele ficou alguns segundos olhando para aquilo.

Respirou fundo.

Depois caminhou até o quarto.

A porta estava entreaberta.

Emma estava sentada na cama.

As pernas cobertas pelo lençol.

O livro da mãe aberto nas mãos.

Ela parecia distante.

Pensativa.

Thiago bateu de leve na porta.

— Bom dia.

Emma não respondeu.

Os olhos ainda presos nas páginas.

Ele entrou mesmo assim.

— Vem comer alguma coisa.

Silêncio.

Thiago continuou:

— Você precisa tentar se alimentar… mesmo sem fome.

Ele deu de ombros.

— Recomendações médicas.

Emma finalmente levantou os olhos.

— Thiago…

Ele levantou a mão, interrompendo antes que ela continuasse.

Respirou fundo.

E falou com calma.

Mas com firmeza.

— Mesmo que você mande…

Ele deu um passo mais perto.

— Eu não vou a lugar nenhum.

Emma ficou imóvel.

Thiago continuou.

— Eu escolhi você.

A voz dele era tranquila.

Segura.

— E não foi só para os dias bons.

O silêncio caiu no quarto.

Emma olhou para ele.

Os olhos cheios de emoções que ela nem sabia explicar.

Medo.

Culpa.

Amor.

Ela fechou o livro devagar.

— Eu só… não queria que você sofresse.

Thiago se aproximou.

Sentou na cama ao lado dela.

— Tarde demais para isso.

Emma soltou um pequeno riso cansado.

Ele abriu os braços.

— Vem aqui.

Por um segundo ela hesitou.

Depois se inclinou.

Encostando a cabeça no peito dele.

Thiago a envolveu com cuidado.

Sem pressa.

Sem palavras.

Apenas segurando.

Como se dissesse tudo que precisava naquele abraço.

Depois de alguns segundos ele falou baixo:

— Agora vamos comer.

Emma suspirou.

— Você não desiste.

Thiago sorriu.

— Nunca.

Ela levantou o rosto.

— Nem um pouco.

Ele beijou a testa dela.

— Nem um pouco.

E pela primeira vez desde a briga…

o silêncio entre eles voltou a ser tranquilo.

Os dias passaram.

Oscilando.

Como uma maré.

Dias ruins.

Dias bons.

Dias difíceis.

Dias um pouco mais fáceis.

Ninguém mais fazia grandes planos.

O lema agora era simples.

Um dia de cada vez.

Thiago repetia isso como um mantra.

— Um dia de cada vez.

Ele estava sempre ali.

Atencioso.

Paciente.

Quando Emma começava a dizer aquela frase…

— Você merece alguém melhor…

Augusto, encostado na porta, murmurou:

— Eu temo pelas plantas.

As risadas se espalharam.

Emma estava sentada em uma cadeira confortável.

Enrolada em um cobertor.

Uma xícara de chá quente nas mãos.

O corpo ainda estava mais fraco.

Mas a mente…

mais clara.

Nathália apareceu logo depois.

Com um barrigão impressionante.

Laís arregalou os olhos.

— Nathália… esses bebês vão nascer grandão.

Nathália riu.

— Se depender da quantidade de comida que eu estou comendo, sim.

Emma observava tudo.

Com um sorriso tranquilo.

Depois pegou o livro da mãe que estava sobre a mesa.

Passou os dedos pela capa.

— Eu terminei de ler.

Todas olharam para ela.

Emma respirou fundo.

— Foi estranho.

Ela pensou um pouco antes de continuar.

— É como se alguém tivesse organizado meus pensamentos.

Sofia inclinou a cabeça.

— Como assim?

Emma deu um pequeno sorriso.

— Coisas que eu sentia… mas não sabia explicar.

Ela levantou o livro.

— Estavam todas aqui.

Nathália ficou pensativa por um momento.

Depois falou:

— Então talvez outras mulheres também precisem ler isso.

O silêncio caiu na estufa.

Emma piscou.

— Ler?

Eloise apoiou os braços na mesa.

— Talvez você possa transformar sua dor em propósito.

Emma ficou quieta.

Pensando.

Sofia deu de ombros.

— E você vive reclamando que está com a cabeça vazia demais.

Ela sorriu.

— Então…

Emma olhou novamente para o livro.

Para as páginas marcadas.

Para as palavras que tinham ajudado ela a atravessar os dias mais escuros.

Talvez…

aquelas palavras pudessem ajudar outras pessoas também.

Mulheres que estivessem sentindo o mesmo medo.

A mesma confusão.

A mesma solidão.

E pela primeira vez em muito tempo…

Emma não pensou apenas em sobreviver.

Pensou em deixar algo para o mundo.

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