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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 461

Quatro meses.

Emma já tinha completado quatro meses de quimioterapia.

Os ciclos ainda eram difíceis.

Alguns dias o corpo parecia pesado.

Outros dias vinham melhores.

Mas a resposta ao tratamento estava sendo positiva.

E isso mudava tudo.

Naquela tarde ela estava organizando alguns documentos no escritório.

Papéis da consulta.

Anotações do livro.

Algumas ideias que tinha começado a escrever.

Quando abriu a gaveta procurando um grampeador.

Foi então que viu.

O envelope.

Amarelado pelo tempo.

Quieto.

No fundo da gaveta.

Emma ficou parada por alguns segundos.

A carta.

A mesma carta que ela tinha evitado abrir por tanto tempo.

Ela pegou o envelope devagar.

Passou os dedos pela borda.

Respirou fundo.

— Chegou a hora, Emma… — murmurou para si mesma.

Ela abriu.

Quando virou o envelope, algo caiu sobre a mesa.

Um cordão.

Emma franziu a testa.

Pegou o objeto.

Era um pingente.

Pequeno.

Delicado.

Uma menininha.

O coração dela apertou imediatamente.

Emma abriu a carta.

As mãos tremiam levemente.

E começou a ler.

“Se você estiver lendo isso…

significa que eu não consegui ficar tempo suficiente.”

A visão ficou embaçada.

Emma levou a mão à boca.

Mas continuou.

“Filha… me desculpa por não estar ao seu lado quando você tiver sua primeira menstruação.

Me desculpa por não estar lá quando você se apaixonar pela primeira vez.

E por não estar ali para cuidar de você quando seu coração se partir.”

As lágrimas começaram a cair.

Silenciosas.

“Eu queria ter tempo para tudo isso.

Para cada conversa.

Cada abraço.

Cada conselho.”

Emma pressionou a carta contra o peito por um segundo.

Mas voltou a ler.

“Filha… quando você encontrar alguém que ame de verdade…

lute por essa pessoa.

Se entregue.

Construa sua família sem medo.”

Ela respirou fundo.

Os olhos cheios de lágrimas.

“Quando for a pessoa destinada a ficar ao seu lado…

você vai saber.”

Emma deixou escapar um pequeno riso entre lágrimas.

— Eu encontrei, mamãe…

A voz saiu quebrada.

Ela olhou para o pingente da menininha na palma da mão.

— E a senhora iria amar conhecer ele.

O choro veio então.

Mais forte.

Emma se inclinou sobre a mesa.

Os ombros tremendo.

Mas naquele momento as lágrimas não eram apenas de tristeza.

Eram também de algo diferente.

Conexão.

Como se, através daquelas palavras…

a mãe ainda estivesse ali.

Guiando.

Aconselhando.

Amando.

Emma limpou os olhos.

E releu um trecho da carta.

Devagar.

Então pegou o notebook.

Abriu o documento do livro.

E começou a digitar.

Porque algumas histórias…

não terminam quando alguém parte.

Algumas histórias continuam vivendo.

os dias passaram.

As semanas também.

Emma estava completamente mergulhada no projeto do livro.

Anotava ideias.

Revisitava o diário da mãe.

Escrevia trechos.

Apagava.

Reescrevia.

Às vezes ficava horas olhando para a tela do notebook, pensando em como transformar aquelas memórias em algo que pudesse ajudar outras pessoas.

Ela estava animada.

Motivada.

E Thiago adorava ver aquilo.

Era como se uma parte de Emma tivesse voltado.

A parte que sonhava.

A parte que planejava.

A parte que acreditava no futuro.

Mas a luta contra a doença não seguia o mesmo ritmo.

Era feita de altos…

e baixos.

Naquela semana Emma fez mais uma sessão de quimioterapia.

No hospital tudo parecia controlado.

Até tranquilo.

Mas quando chegaram em casa…

o corpo dela começou a reagir.

Primeiro veio o cansaço.

Um cansaço profundo.

Depois a náusea.

Emma tentou ignorar.

Sentou no sofá.

Respirou fundo.

Mas o estômago virou.

Ela levantou rápido.

Correu para o banheiro.

Emma apenas balançou a cabeça.

Ainda cansada.

Thiago tomou um gole do café e ficou em silêncio por alguns segundos.

Depois falou:

— Estava pensando em uma coisa.

Emma levantou os olhos.

— O quê?

Ele fingiu um ar muito sério.

— Acho que precisamos agilizar esse casamento.

Emma soltou uma risada leve.

— É sério, amor.

Ele apontou para si mesmo.

— Eu não quero mais ser conhecido como seu namorado.

Emma encostou a cabeça no encosto do sofá.

— E onde o senhor pretende se casar?

Thiago pensou por um instante.

— Eu imaginei algo na praia.

Ele deu de ombros.

— Mas também poderíamos usar o segundo andar do restaurante do Enzo.

Emma sorriu.

— Acho que ele não aceitaria.

Thiago inclinou a cabeça.

— Mas você aceitaria?

Ele olhou para ela.

— Ou prefere outro lugar?

Emma pensou por alguns segundos.

Depois disse:

— Que tal algo mais… família?

Thiago franziu a testa.

— Tipo?

— O jardim da casa do papai.

Ela sorriu.

— É enorme.

Thiago ficou pensativo.

Então respondeu:

— Ou…

Ele levantou uma sobrancelha.

— A gente copia a ideia do Augusto.

Emma olhou para ele curiosa.

— Como assim?

— Compramos uma casa.

Ele sorriu.

— E casamos no jardim.

Emma riu.

Thiago continuou:

— A gente pode até construir uma pequena capela.

Ele deu de ombros.

— Para ficar lá depois.

— Um lugar para nossos filhos verem.

Emma virou-se para ele.

Deitou a cabeça nas pernas dele.

Thiago começou a fazer carinho no ombro dela.

Devagar.

Emma suspirou.

— É uma boa ideia.

Thiago sorriu.

Porque, mesmo em meio à batalha…

eles ainda estavam planejando o futuro.

Juntos.

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