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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 462

A noite começou tranquila.

Silenciosa.

Como tantas outras nos últimos dias.

Emma estava deitada no sofá, coberta até o queixo.

O corpo ainda cansado da última sessão.

Mas, dessa vez, havia algo diferente.

Um frio estranho.

Mesmo com o cobertor.

Mesmo com a casa aquecida.

Ela se encolheu um pouco mais.

Os braços envolvendo o próprio corpo.

— Thiago… — chamou baixo.

Ele apareceu na sala poucos segundos depois.

— Oi, amor.

Emma levantou os olhos.

— Estou com frio.

Thiago franziu a testa.

— Frio?

Ele se aproximou.

Colocou a mão na testa dela.

E congelou.

— Emma…

A pele dela estava quente.

Quente demais.

Ele levantou rápido.

— Fica aqui.

Foi até o quarto quase correndo.

Voltou com o termômetro.

Emma observava tudo em silêncio.

Cansada demais para questionar.

Thiago colocou o termômetro.

Esperou.

Os segundos pareceram longos demais.

O apito soou.

Ele olhou.

39.4.

O coração dele disparou.

— A gente vai pro hospital.

Emma fechou os olhos.

— Não precisa…

— Precisa.

A voz dele saiu firme.

Sem espaço para discussão.

— Você está com febre.

Emma tentou protestar.

Mas o corpo não respondeu.

Thiago já estava pegando a bolsa.

Documentos.

Chaves.

Tudo automático.

Como se já soubesse o que fazer.

Mas por dentro…

não sabia.

O caminho até o hospital foi silencioso.

Emma encostada no banco.

Os olhos semicerrados.

Respiração lenta.

Thiago apertava o volante com força.

Os nós dos dedos brancos.

Quando chegaram, ele praticamente correu com ela até a recepção.

— Ela está em quimioterapia.

— Está com febre.

A enfermeira mudou o tom imediatamente.

— Vamos atender agora.

Emma foi levada para uma sala.

Pressão.

Temperatura.

Perguntas rápidas.

Thiago não soltava a mão dela.

Nem por um segundo.

Veio o exame de sangue.

O soro.

A espera.

Sempre a espera.

Até que o médico entrou.

Calmo.

Direto.

— A febre em pacientes em quimioterapia sempre é um alerta.

Thiago engoliu seco.

— É grave?

O médico balançou a cabeça levemente.

— A imunidade dela está baixa.

Ele olhou para Emma.

— Isso é esperado em alguns ciclos.

— Mas precisamos ter cuidado.

Emma assentiu devagar.

Cansada demais para falar.

O médico continuou:

— Vamos iniciar antibiótico e manter ela em observação.

O silêncio caiu.

Thiago apertou a mão dela.

Mais forte.

Como se aquilo fosse impedir qualquer coisa de acontecer.

Depois que o médico saiu, o quarto ficou quieto.

O som baixo dos equipamentos.

A respiração de Emma.

E o medo.

E dessa vez

era real.

Thiago se aproximou mais.

Sentou na cadeira ao lado da cama.

Os olhos fixos nela.

Cansada.

Frágil.

E ainda assim…

tão forte.

Ele passou a mão no rosto.

Respirou fundo.

Mas não conseguiu segurar.

— Eu não sei o que fazer sem você.

A voz saiu baixa.

Quebrada.

Emma abriu os olhos devagar.

Olhou para ele.

Viu o medo.

Colocou o notebook na cama.

Apertou de leve a mão de Emma.

— Já é muita coisa.

Emma assentiu.

E abriu o notebook.

Assim que a tela acendeu…

algo mudou.

Ela começou a escrever.

Editar.

Criar.

Palavras que estavam presas…

começaram a sair.

O tempo passou sem que ela percebesse.

Quando o cansaço pesou…

ela dormiu.

O notebook ainda aberto ao lado.

E quando acordou…

continuou.

Porque Emma já tinha decidido:

não deixaria mais nada para depois.

Não iria esperar a cura para viver.

Naquela mesma semana…

ela finalizou uma versão do livro.

Revisou.

Fez ajustes.

Respirou fundo.

E digitou:

Autora: Isabela Rocha e Emma Rocha.

Ficou olhando por alguns segundos.

Os olhos marejados.

Depois…

clicou.

— Pronto. Enviei.

Thiago, que estava ao lado, franziu a testa.

— O quê?

Emma virou o notebook para ele.

— O livro. Para o editor.

Thiago ficou em silêncio por um segundo.

Depois sorriu.

Orgulhoso.

— Eu tô feliz por você.

Ele se inclinou um pouco.

— Agora você pode voltar a repousar, certo?

Emma revirou os olhos.

— Você é um chato.

Fez uma pausa.

Um sorriso leve apareceu.

— Mesmo que eu te ame… sou obrigada a falar a verdade.

Thiago riu baixo.

— Eu te amo.

Ele cruzou os braços, fingindo seriedade.

— Mas também sou obrigado a falar o quanto você é desobediente.

Emma soltou uma risada leve.

Naquele momento,

aquele quarto de hospital já não parecia apenas um lugar de espera.

Parecia…

um lugar de recomeço.

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