O dia estava lindo. O sol iluminava o quintal, onde brinquedos estavam espalhados por todos os lados, enquanto bolas de sabão flutuavam pelo ar, refletindo a luz em pequenas cores. Risos preenchiam o ambiente, misturados ao som de passos pequenos correndo de um lado para o outro. Crianças. Vida.
Emma observava tudo em silêncio, com um sorriso suave nos lábios, como se quisesse guardar cada detalhe daquele momento — cada som, cada movimento, cada sensação.
Thiago se aproximou por trás e colocou um copo delicadamente na mão dela.
— Trouxe um drink pra você.
Emma sorriu, ainda olhando à frente.
— Obrigada, amor.
Seus olhos continuaram acompanhando as crianças correndo pelo gramado.
— É tão lindo, né… eles correndo assim.
Thiago seguiu o olhar dela e assentiu.
— É… é mesmo.
E naquele instante, no meio daquele silêncio leve, algo despertou entre eles. Discreto, quase imperceptível, mas forte o suficiente para ser sentido.
O portão se abriu, e Nathalia e Ricardo entraram no quintal, cada um carregando uma criança, enquanto outras vinham logo atrás. Emma abriu um sorriso ainda maior.
— Ai, como estão fofos…
Nathalia riu, ajeitando um dos pequenos no colo.
— Hoje eles estão inspirados. Então vamos aproveitar!
Ela bateu palmas, animada.
— Foto!
E então começaram. Fotos e mais fotos. Risadas, caretas, crianças correndo no meio das poses, bagunçando tudo e tornando cada registro ainda mais especial. Era vida acontecendo de forma simples e verdadeira.
Depois de um tempo, Emma se afastou um pouco, ficando mais ao fundo. Seus olhos passearam por cada cena: Sofia, Eloise, Nathalia, Laís… todas ali, cercadas por seus filhos, com os braços cheios e as vidas completas.
Foi quando ela sentiu.
Não era inveja.
Não era tristeza.
Era um desejo.
Profundo. Silencioso. Mas impossível de ignorar.
Seus olhos se encheram de lágrimas, e ela levou a mão ao peito, respirando fundo.
— Eu quero isso… — sussurrou, quase sem perceber.
Thiago se aproximou, percebendo imediatamente a mudança.
— Amor… tá tudo bem?
Emma assentiu, mas dessa vez não desviou o olhar, nem tentou esconder o que sentia. Ela se virou para ele, com os olhos brilhando.
— Tá… — respondeu, com sinceridade.
Fez uma pequena pausa, organizando os pensamentos, e continuou:
— Mas eu sei o que eu quero.
Thiago permaneceu em silêncio, apenas esperando.
Emma deu um passo mais perto, com a expressão firme.
— O momento chegou. A gente pode tentar.
O mundo ao redor pareceu desaparecer naquele instante. Thiago não precisou perguntar nada. Não precisou de explicações. Ele entendeu — completamente.
Seus olhos suavizaram, e um pequeno sorriso surgiu.
Ele a puxou para um abraço forte, seguro, como sempre foi.
— Eu também quero.
Emma fechou os olhos, permitindo-se sentir tudo aquilo sem medo, sem dúvida.
Eles se beijaram, um beijo calmo, carregado de significado, de história, de futuro.
E naquele instante, Emma acreditou que tudo estava finalmente no lugar. Que a vida estava exatamente como deveria ser.
Mas ela ainda não sabia…
que, às vezes, os maiores sonhos são também aqueles que mais testam a nossa força.
Ainda assim, naquela manhã, ela acordou acreditando que tudo daria certo.
O dia que eles tanto esperavam finalmente havia chegado.
A manhã estava tranquila, mas dentro de Emma tudo parecia em movimento. Ansiedade, expectativa e um leve medo se misturavam enquanto ela terminava o último gole de suco. Os exames tinham sido feitos duas semanas antes, e desde então ela carregava aquela sensação constante de estar prestes a descobrir algo que poderia mudar tudo.
Ela colocou o copo na pia, pegou a bolsa e respirou fundo antes de olhar para Thiago.
— Vamos, amor?
Ele assentiu, mas antes de sair, segurou a mão dela com cuidado, como sempre fazia quando percebia que ela precisava de um pouco mais de firmeza.
— Vamos… mas, se ainda não for a hora, a gente não questiona, tá? — disse com calma. — Nem se lamenta. A gente respeita o tempo.
Emma balançou a cabeça, tentando sorrir.
— Mas vai ser a hora certa.
Thiago levou a mão dela aos lábios e a beijou com carinho, como se aquele gesto simples fosse uma promessa silenciosa.
— Vai sim.
O caminho até o consultório foi tranquilo demais para o turbilhão que existia dentro deles. Quando chegaram, Emma tentou manter a respiração estável, mas suas mãos ainda estavam frias.
Não demorou muito.
— Emma Rocha — chamou a recepcionista.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...