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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 469

O dia estava lindo. O sol iluminava o quintal, onde brinquedos estavam espalhados por todos os lados, enquanto bolas de sabão flutuavam pelo ar, refletindo a luz em pequenas cores. Risos preenchiam o ambiente, misturados ao som de passos pequenos correndo de um lado para o outro. Crianças. Vida.

Emma observava tudo em silêncio, com um sorriso suave nos lábios, como se quisesse guardar cada detalhe daquele momento — cada som, cada movimento, cada sensação.

Thiago se aproximou por trás e colocou um copo delicadamente na mão dela.

— Trouxe um drink pra você.

Emma sorriu, ainda olhando à frente.

— Obrigada, amor.

Seus olhos continuaram acompanhando as crianças correndo pelo gramado.

— É tão lindo, né… eles correndo assim.

Thiago seguiu o olhar dela e assentiu.

— É… é mesmo.

E naquele instante, no meio daquele silêncio leve, algo despertou entre eles. Discreto, quase imperceptível, mas forte o suficiente para ser sentido.

O portão se abriu, e Nathalia e Ricardo entraram no quintal, cada um carregando uma criança, enquanto outras vinham logo atrás. Emma abriu um sorriso ainda maior.

— Ai, como estão fofos…

Nathalia riu, ajeitando um dos pequenos no colo.

— Hoje eles estão inspirados. Então vamos aproveitar!

Ela bateu palmas, animada.

— Foto!

E então começaram. Fotos e mais fotos. Risadas, caretas, crianças correndo no meio das poses, bagunçando tudo e tornando cada registro ainda mais especial. Era vida acontecendo de forma simples e verdadeira.

Depois de um tempo, Emma se afastou um pouco, ficando mais ao fundo. Seus olhos passearam por cada cena: Sofia, Eloise, Nathalia, Laís… todas ali, cercadas por seus filhos, com os braços cheios e as vidas completas.

Foi quando ela sentiu.

Não era inveja.

Não era tristeza.

Era um desejo.

Profundo. Silencioso. Mas impossível de ignorar.

Seus olhos se encheram de lágrimas, e ela levou a mão ao peito, respirando fundo.

— Eu quero isso… — sussurrou, quase sem perceber.

Thiago se aproximou, percebendo imediatamente a mudança.

— Amor… tá tudo bem?

Emma assentiu, mas dessa vez não desviou o olhar, nem tentou esconder o que sentia. Ela se virou para ele, com os olhos brilhando.

— Tá… — respondeu, com sinceridade.

Fez uma pequena pausa, organizando os pensamentos, e continuou:

— Mas eu sei o que eu quero.

Thiago permaneceu em silêncio, apenas esperando.

Emma deu um passo mais perto, com a expressão firme.

— O momento chegou. A gente pode tentar.

O mundo ao redor pareceu desaparecer naquele instante. Thiago não precisou perguntar nada. Não precisou de explicações. Ele entendeu — completamente.

Seus olhos suavizaram, e um pequeno sorriso surgiu.

Ele a puxou para um abraço forte, seguro, como sempre foi.

— Eu também quero.

Emma fechou os olhos, permitindo-se sentir tudo aquilo sem medo, sem dúvida.

Eles se beijaram, um beijo calmo, carregado de significado, de história, de futuro.

E naquele instante, Emma acreditou que tudo estava finalmente no lugar. Que a vida estava exatamente como deveria ser.

Mas ela ainda não sabia…

que, às vezes, os maiores sonhos são também aqueles que mais testam a nossa força.

Ainda assim, naquela manhã, ela acordou acreditando que tudo daria certo.

O dia que eles tanto esperavam finalmente havia chegado.

A manhã estava tranquila, mas dentro de Emma tudo parecia em movimento. Ansiedade, expectativa e um leve medo se misturavam enquanto ela terminava o último gole de suco. Os exames tinham sido feitos duas semanas antes, e desde então ela carregava aquela sensação constante de estar prestes a descobrir algo que poderia mudar tudo.

Ela colocou o copo na pia, pegou a bolsa e respirou fundo antes de olhar para Thiago.

— Vamos, amor?

Ele assentiu, mas antes de sair, segurou a mão dela com cuidado, como sempre fazia quando percebia que ela precisava de um pouco mais de firmeza.

— Vamos… mas, se ainda não for a hora, a gente não questiona, tá? — disse com calma. — Nem se lamenta. A gente respeita o tempo.

Emma balançou a cabeça, tentando sorrir.

— Mas vai ser a hora certa.

Thiago levou a mão dela aos lábios e a beijou com carinho, como se aquele gesto simples fosse uma promessa silenciosa.

— Vai sim.

O caminho até o consultório foi tranquilo demais para o turbilhão que existia dentro deles. Quando chegaram, Emma tentou manter a respiração estável, mas suas mãos ainda estavam frias.

Não demorou muito.

— Emma Rocha — chamou a recepcionista.

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