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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 474

Os dias passaram, mas, dessa vez, não carregavam o mesmo peso de antes.

Havia esperança.

E foi exatamente isso que mudou tudo.

Depois da conversa com a Dra. Clara, uma frase ficou presa na mente de Emma de uma forma que ela não conseguiu ignorar: não era impossível acontecer naturalmente. Não era garantido, não era o caminho mais seguro, mas existia a possibilidade. E, para alguém que tinha passado tanto tempo acreditando que não teria escolha, aquela pequena brecha se transformou em algo muito maior.

No início, era apenas curiosidade.

Uma pesquisa aqui.

Outra ali.

Emma começou a procurar relatos de mulheres que tinham passado por quimioterapia e, ainda assim, engravidado naturalmente. Histórias reais, depoimentos em fóruns, vídeos, entrevistas. Cada relato positivo parecia acender algo dentro dela. Cada final feliz virava uma prova de que talvez, só talvez, aquilo também pudesse acontecer com ela.

E, aos poucos, aquilo deixou de ser esperança e virou necessidade.

Emma começou a contar os dias.

A observar cada sinal do corpo.

Qualquer mudança de humor, qualquer cansaço fora do comum, qualquer atraso mínimo já era suficiente para acender uma expectativa que crescia rápido demais.

E, junto com ela… vinha o medo.

Os testes começaram discretos.

Um no início.

Depois outro.

Ela não falava sobre isso com Thiago. Não porque quisesse esconder, mas porque ainda não sabia lidar com o próprio comportamento. Era algo que parecia pequeno demais para dividir… e grande demais para ignorar.

Ela esperava o momento certo, sempre o momento certo.

E então fazia o teste.

No banheiro.

Em silêncio.

Sozinha.

Na primeira vez, quando o resultado apareceu negativo, ela respirou fundo, tentando não se abalar. Era cedo, disse a si mesma. Talvez ainda não fosse o momento. Talvez o corpo ainda estivesse se ajustando.

Ela aceitou.

Ou tentou.

Mas, na segunda vez…

já doeu um pouco mais.

Na terceira…

ela não conseguiu ignorar.

Emma começou a se prender a detalhes.

Calculava datas, refazia contas, pesquisava mais. Passava horas lendo sobre fertilidade, sobre ciclos irregulares após a quimioterapia, sobre sintomas iniciais de gravidez que podiam ou não aparecer. Cada informação nova trazia uma nova possibilidade e uma nova expectativa.

E expectativa, quando não é correspondida… vira queda.

Naquela manhã, Emma estava sozinha em casa.

O silêncio era o mesmo de sempre, mas, dessa vez, ele parecia mais pesado.

Ela entrou no banheiro com um teste na mão.

Já sabia o que fazer.

Já tinha feito aquilo outras vezes.

Mas, ainda assim, o coração acelerava.

Ela deixou o teste sobre a pia

Esperou.

Os segundos pareciam longos demais.

E, no fundo, ela já sabia.

Quando pegou o teste novamente, os olhos buscaram o resultado com uma urgência quase desesperada.

Negativo.

O ar pareceu sair dos pulmões de uma vez.

Ela ficou parada por alguns segundos.

Imóvel.

O olhar fixo.

Como se, se olhasse por tempo suficiente, o resultado pudesse mudar.

Mas não mudou.

Emma fechou os olhos.

Respirou fundo.

Mas não chorou.

Não dessa vez.

Porque aquilo já estava se tornando familiar demais.

Ela abriu a gaveta.

Pegou um saco pequeno.

E, com cuidado, colocou o teste dentro.

Amarrou.

Como se estivesse escondendo não só o objeto…

mas o que ele significava.

Caminhou até a cozinha.

Olhou ao redor.

Como se tivesse medo de ser vista.

E então abriu o lixo.

Empurrou o saco para o fundo.

Escondido entre outras coisas.

Como se aquilo pudesse desaparecer.

Como se não tivesse acontecido.

Emma encostou as mãos na bancada.

Respirou fundo.

Mas, dessa vez, o peso não veio como antes.

Veio de outro jeito.

Mais silencioso.

Mais constante.

Mais perigoso.

Porque não era mais só tristeza.

Era obsessão.

Ela voltou para a sala.

Pegou o celular.

E abriu novamente as mesmas páginas.

Os mesmos relatos.

As mesmas histórias de mulheres que conseguiram.

Ela se agarrou àquilo com mais força.

Como se precisasse acreditar.

Como se, se parasse…

tudo fosse desmoronar de vez.

E, sem perceber…

Emma não estava mais tentando engravidar.

Ela estava tentando provar que ainda era possível, que ela tambem conseguiram.

E, às vezes… essa diferença muda tudo.

O que começou como esperança, aos poucos, se transformou em controle.

Emma passou a organizar seus dias em torno de um calendário que só ela parecia enxergar. Datas marcadas, ciclos calculados, horários definidos. O aplicativo no celular se tornou quase uma extensão do próprio corpo, acompanhando cada variação, cada sintoma, cada possibilidade.

Nada mais era espontâneo.

Tudo tinha um motivo.

Um objetivo.

Thiago percebeu primeiro nas pequenas coisas.

Na forma como ela comentava sobre os dias férteis com uma naturalidade que não existia antes. No jeito como, durante o jantar, ela mencionava horários, probabilidades, estatísticas. No modo como o toque, que antes vinha carregado de desejo, passou a vir carregado de intenção.

E intenção, quando pesa demais, tira a leveza.

As noites deixaram de ser apenas deles.

Deixaram de ser sobre conexão.

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