Os dias que se seguiram foram diferentes. Não mais leves, porque ainda havia dor, ainda havia incerteza, mas havia movimento. E, para Emma, aquilo já significava muito. Pela primeira vez desde a notícia da clínica, ela não estava paralisada. Havia decisão. Havia direção. E, principalmente, havia Thiago ao lado, não como alguém tentando consertar tudo, mas como alguém disposto a caminhar junto, independentemente do caminho.
Naquela manhã, os dois estavam novamente no consultório da Dra. Clara.
O ambiente era o mesmo de sempre, calmo, organizado, com aquele silêncio confortável que, em outros momentos, já tinha sido cenário de medo, de diagnósticos difíceis e de recomeços inesperados. Mas, dessa vez, Emma não estava ali com o mesmo peso de antes. Havia apreensão, claro, mas também havia algo novo: abertura.
Clara entrou com um sorriso leve, como quem já conhecia aquela história mais do que eles próprios.
— Que bom ver vocês — disse, aproximando-se e cumprimentando os dois com carinho.
Emma sorriu de volta, sincera, e se acomodou na cadeira ao lado de Thiago. Ele, como sempre, segurou a mão dela, não por necessidade, mas por escolha.
— Doutora… — Emma começou, respirando fundo — a gente veio conversar sobre… o que aconteceu com a clínica.
Clara assentiu, já esperando por aquilo.
— Eu fiquei sabendo — respondeu com calma. — E sinto muito por isso. Eu sei o quanto vocês estavam se preparando.
O silêncio que se seguiu não foi pesado, mas carregado de significado. Emma apertou levemente a mão de Thiago antes de continuar.
— Eu achei que tinha perdido tudo… — disse, com honestidade.
Clara inclinou levemente a cabeça, com um olhar atento.
— Eu entendo por que você sentiu isso — respondeu. — Mas não significa que seja verdade.
Emma franziu a testa, absorvendo.
— Como assim?
Clara se inclinou um pouco para frente, apoiando as mãos sobre a mesa.
— Emma, quando falamos de fertilidade após a quimioterapia, nunca existe uma única possibilidade. A preservação dos óvulos era uma estratégia importante, sim, e perder esse material é algo que impacta. Mas isso não define o seu futuro de forma absoluta.
Thiago olhou para Clara com mais atenção.
— Então… ainda existe chance?
Clara assentiu.
— Existe.
Emma ficou imóvel por um segundo, como se precisasse ouvir mais antes de permitir que aquilo fizesse sentido.
— A quimioterapia pode afetar a função ovariana, mas cada organismo reage de uma forma diferente. Existem mulheres que, mesmo após o tratamento, conseguem recuperar parcialmente a função dos ovários. Em alguns casos, a ovulação volta, ainda que de forma irregular.
Emma engoliu seco.
— Isso significa que… eu posso engravidar naturalmente?
Clara manteve o tom realista, mas gentil.
— Existe uma possibilidade, sim. Não é algo que podemos garantir, e nem é a via mais segura no seu caso, mas também não é impossível.
Thiago apertou a mão de Emma com mais firmeza, como se aquela pequena chance já fosse algo concreto.
Clara continuou:
— O mais importante agora é avaliar como o seu corpo está funcionando neste momento. Para isso, vamos solicitar alguns exames específicos: dosagem hormonal, avaliação da reserva ovariana, ultrassonografia para observar o funcionamento dos ovários e do útero.
Emma ouvia com atenção total.
— E… se esses exames não forem bons? — perguntou, com um fio de insegurança.
Clara não desviou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...