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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 476

A viagem não foi apenas um destino.

Foi um recomeço.

Durante um mês, Emma e Thiago se permitiram viver sem pressa, sem calendário, sem contagem de dias ou ciclos. O cruzeiro atravessou países, culturas e paisagens que pareciam existir apenas em sonhos antigos que Emma tinha guardado em silêncio.

Na Itália, caminharam por ruas estreitas de pedra, rindo sem motivo, parando para tirar fotos como adolescentes descobrindo o mundo pela primeira vez. Emma enviava imagens no grupo das meninas — uma diante do Coliseu, outra em uma varanda com vista para o mar — e as respostas vinham rápidas.

“Uau, arrasou!”

“Amiga, você tá linda!”

“Essa viagem tá com cara de filme!”

Na França, jantaram sob luzes suaves, brindando à vida, ao presente e ao que ainda estava por vir. Em frente à Torre Eiffel, Emma encostou a cabeça no ombro de Thiago enquanto ele registrava aquele momento, e, pela primeira vez em muito tempo, ela não pensava no que faltava.

Pensava no que já tinha.

Em cada cidade, em cada parada, em cada nova paisagem, algo dentro dela se reorganizava com delicadeza. Não era uma mudança brusca, mas um reencontro. Com ela mesma. Com o amor. Com a vida.

E, sem perceber… ela voltou.

Eles retornaram em maio.

E o tempo, como sempre, não pediu licença para passar.

O verão chegou e se foi quase como um suspiro, trazendo dias longos, risos no fim da tarde e encontros que não precisavam de motivo. Emma voltou a escrever, não por obrigação, mas por vontade. As palavras fluíam com uma leveza que ela não sentia há muito tempo.

Setembro chegou trazendo o outono, e as folhas começaram a cair, pintando as ruas com tons quentes e suaves. Emma observava aquela mudança como quem entende que tudo tem um ciclo, que tudo tem seu tempo. Foi nessa estação que ela começou algo novo.

Um novo livro.

Mas não qualquer história. Era a dela.

Era sobre dor, mas também sobre superação. Sobre medo, mas principalmente sobre vida depois dele.

Quando novembro se aproximou e o frio começou a anunciar a chegada do inverno, Emma já não era mais a mesma mulher que havia saído daquela clínica meses atrás. E foi nesse cenário, em meio a vozes animadas e olhares atentos, que ela se viu no centro de um pequeno palco, lançando oficialmente o seu livro.

“A vida após o câncer.”

As mãos tremiam levemente, mas o sorriso era firme. Emma não estava mais sobrevivendo, estava vivendo.

Em dezembro, o inverno se instalou de vez.

A casa estava cheia.

Risos, vozes, abraços, crianças correndo entre os adultos, luzes de Natal refletindo nos olhos de quem estava ali. Era impossível não sentir gratidão.

Emma observava tudo com o coração cheio.

Thiago ao seu lado.

A família reunida.

Os amigos.

E, pela primeira vez, ela não sentia que algo faltava.

Quando o ano novo chegou, todos se reuniram do lado de fora, esperando a contagem regressiva. Os segundos foram sendo ditos em coro, até que, finalmente, a meia-noite chegou e o céu se encheu de luz.

Fogos.

Cores.

Vida.

Emma olhou para Thiago.

Ele já estava olhando para ela.

E então se beijaram.

Sem pressa.

Sem medo.

Apenas… juntos.

Janeiro chegou com força.

O livro de Emma se tornou um sucesso inesperado. Entrevistas começaram a surgir, convites, convocações. Em uma delas, sentada diante das câmeras, ela falava com calma, com verdade, com a serenidade de quem viveu o que estava dizendo.

Falou da doença.

Da dor.

Da superação.

E, inevitavelmente, falou dele.

— Eu não teria conseguido sozinha — disse, com um sorriso leve. — Meu marido foi… tudo.

Em outro lugar da cidade, Thiago assistia à entrevista com seus amigos, segurando o copo na mão, mas sem desviar o olhar da tela.

— Emma é incrivelmente forte — disse Heitor, admirado.

Thiago apenas sorriu.

Orgulho.

Silencioso.

Mas imenso.

Fevereiro trouxe celebrações.

O aniversário de Eloise foi marcado por elegância e proteção. A mansão de Eloise e Augusto estava impecável, cercada por segurança e discrição. Eles tinham aprendido a blindar a própria vida, e aquilo era visível em cada detalhe.

Emma e Thiago chegaram juntos.

Ela carregava um presente nas mãos.

Ele, presença.

Março chegou trazendo um calor suave, antecipando o fim do frio.

Eles foram padrinhos de casamento dos seus amigos. O ambiente era romântico, cheio de flores e luzes delicadas. Emma apertou levemente o braço de Thiago ao observar a noiva entrar.

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