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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 536

Mais tarde, quando Henrique decidiu ir embora, Heitor insistiu em levá-lo em casa. O caminho foi silencioso no começo, ocupado apenas pelo som baixo da chuva fina voltando a cair no para-brisa.

Quando o carro estacionou diante da casa, Henrique demorou alguns segundos antes de abrir a porta.

Então respirou fundo.

— Eu ouvi o que você falou pra tia Laís no hospital…

Heitor virou o rosto, confuso.

— O quê?

Henrique mexeu nervosamente na própria mão antes de responder:

— Sobre me considerar seu filho.

O silêncio dentro do carro ficou diferente depois disso.

Mais íntimo.

Mais verdadeiro.

Heitor soltou uma respiração curta antes de sorrir de lado.

— Achei que eu tivesse deixado isso claro há muito tempo.

Os olhos dele ficaram mais sérios.

Mais sinceros.

— Eu te amo, moleque. E você sempre vai ter em mim um tio… um amigo… e um pai, se precisar.

Henrique baixou os olhos por um instante.

Claramente emocionado.

— Desculpa pela última vez… por ter tratado você mal.

A voz saiu mais baixa.

— Eu tava com raiva por você ter feito a tia Laís chorar.

Heitor assentiu devagar.

— E você tava certo.

Deu um pequeno riso sem humor.

— Eu fui um babaca mesmo. Merecia teu desprezo.

Henrique sorriu de leve.

Ainda sem jeito.

Os dois se abraçaram rapidamente dentro do carro, naquele tipo de abraço masculino, meio torto, mas carregado de sentimento verdadeiro.

Quando Henrique abriu a porta para sair, Heitor lembrou de repente:

— Ei.

Henrique virou o rosto.

— Não conta da gravidez pra sua mãe nem pra sua avó ainda.

Henrique ergueu a mão em um joinha.

— Relaxa.

Mas a expressão divertida dele dizia exatamente o contrário.

Mas já era tarde demais.

O domingo amanheceu ensolarado, mas a tranquilidade do dia definitivamente não tinha alcançado Heitor. Desde cedo ele andava de um lado para o outro no apartamento, o celular praticamente grudado na mão, organizando coisas que provavelmente já estavam organizadas há horas.

Laís, sentada na cama enquanto terminava de colocar os brincos, ouvia tudo do quarto com dificuldade de segurar o riso.

— As bebidas já foram colocadas no freezer? — Heitor perguntou pela terceira vez no telefone.

Fez uma pausa curta.

— E as carnes? Alguém verificou as carnes temperadas?

Do outro lado da linha, provavelmente Lurdes ou Joelma já estavam perdendo a paciência.

Laís revirou os olhos divertida antes de aumentar a voz:

— Amor, para de enlouquecer sua mãe e sua irmã! É só um almoço!

O silêncio veio do outro lado.

Depois a ligação foi encerrada.

Segundos depois, Heitor apareceu na porta do quarto ainda segurando o celular, claramente ofendido com a falta de compreensão diante do sofrimento dele.

— Não é só um almoço.

Laís segurou o sorriso.

— Ah, não?

Ele caminhou até ela devagar, parando diante da cama.

— É o almoço.

A voz saiu mais baixa agora.

Mais sincera.

— Elas vão saber sobre nós… sobre o nosso filho.

Aquilo suavizou Laís imediatamente.

Porque, por trás do exagero e do drama típico de Heitor, existia verdade.

Ele estava feliz.

Muito.

Ela se levantou devagar, aproximando-se dele, e deixou um beijo rápido nos lábios dele.

— Calma. Você está muito nervoso.

Heitor segurou a cintura dela automaticamente.

— Eu estou tentando controlar.

— Está falhando miseravelmente.

Ele soltou um suspiro dramático.

— Obrigado pelo apoio, amor.

Laís riu baixinho antes de dar uma pequena volta na frente dele.

— E então? Como eu estou?

Os olhos dele percorreram ela inteira sem qualquer pressa.

O vestido claro abraçava delicadamente a barriga já evidente, os cabelos presos de forma elegante e a maquiagem suave deixavam ela ainda mais bonita.

Mas não era só isso.

Era o brilho dela.

A leveza.

A escolha de estar ali.

Com ele.

Heitor se aproximou devagar, segurando ela pela cintura.

— Você está magnificamente deslumbrante.

Laís riu com o exagero.

— Isso nem faz sentido.

— Faz na minha cabeça.

E então beijou ela outra vez.

Mais demorado.

Mais apaixonado.

Porque, no fundo…

Nunca tinha gostado tanto de ser zoado daquele jeito.

Laís saiu do carro devagar.

Heitor ficou parado olhando por tempo além do normal.

Porque não era só sobre beleza. Era sobre tudo que aquilo representava. Era sobre a família que estavam começando.

Laila desceu logo atrás, mas percebeu imediatamente o jeito que Heitor olhava para a irmã.

— Fecha a boca, apaixonado — provocou, passando por ele.

Lurdes logo apareceu praticamente correndo da varanda.

Os olhos dela encheram de emoção no mesmo instante em que viu Laís de perto.

A barriga.

O brilho no rosto dela.

A forma como Heitor olhava para ela.

Tudo junto pareceu atingir a mulher de uma vez.

— Meu Deus…

A voz saiu baixa.

Emocionada.

Ela segurou o rosto de Laís com carinho antes de abraçá-la cuidadosamente.

— Você tá tão linda…

Laís sorriu, um pouco sem jeito diante da intensidade do carinho.

Lurdes então abaixou os olhos para a barriga dela quase automaticamente, levando a mão até ali com delicadeza, emocionada demais para esconder.

— E esse meu netinho, hein?

Os olhos chegaram a marejar.

Laís sentiu o peito aquecer imediatamente.

Porque não havia julgamento ali.

Só amor.

Só felicidade.

Joelma apareceu logo atrás… e claramente tinha desistido de manter qualquer controle emocional.

— Ah, não… ela tá grávida mesmo! — falou levando a mão ao peito. — Olha essa barriga!

Laila começou a rir.

Ela se aproximou de Laís quase surtando discretamente.

— Você tá linda, menina. Meu Deus… olha isso.

Laís começou a rir também.

E foi ali, vendo:

a mãe emocionada

Joelma surtando

Laís sorrindo

o sol iluminando o jardim

a barriga evidente sob o vestido

que Heitor percebeu uma coisa simples.

Talvez felicidade não fosse algo complicado.

Talvez fosse exatamente aquilo.

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