Alana percebeu o tamanho da tragédia emocional que tinha criado aproximadamente três minutos depois que Eduarda saiu do escritório.
Talvez menos.
Porque no instante em que ficou sozinha novamente diante do notebook…
a realidade bateu.
Forte.
Ela.
Tinha.
Apostado.
Um homem.
Alana largou a caneta na mesa lentamente antes de apoiar as duas mãos no rosto.
— Meu Deus do céu…
O pior?
Nem sabia exatamente em qual momento tinha perdido completamente o juízo.
Talvez quando Eduarda começou a provocar.
Ou quando falou que Enzo voltaria correndo pra ela.
Ou talvez quando o ego feminino resolveu entrar numa guerra que claramente não deveria existir.
Agora estava ali.
Presa numa aposta absurda.
Envolvendo:
Enzo Rocha.
Os próprios sentimentos.
E sua amiga Sofia no meio do caos.
Perfeito.
Absolutamente perfeito.
O restante do dia virou um desastre silencioso.
Alana tentava trabalhar normalmente, mas a concentração simplesmente tinha pedido demissão.
Digitava errado.
Respondia e-mails pela metade.
Esquecia documentos.
Em determinado momento ficou quase dois minutos olhando para a mesma linha do notebook sem realmente ler nada.
Até que Sofia passou pela recepção segurando uma pasta.
E imediatamente estreitou os olhos.
Porque Alana Duarte inquieta daquele jeito normalmente significava problema.
Grande problema.
Ela diminuiu os passos lentamente.
— O que aconteceu?
Alana levantou os olhos rápido demais.
— Nada.
Sofia soltou uma risada nasal.
— Você tá mexendo essa perna igual testemunha antes de interrogatório.
Alana olhou automaticamente para a própria perna balançando sem parar debaixo da mesa.
Parou na mesma hora.
— Impressão sua.
— Alana…
— Sofia…
A advogada cruzou os braços devagar.
— O que você fez?
— Nada.
— Você tá com cara de quem cometeu um crime.
Alana abriu a boca.
Fechou.
Depois voltou para o notebook.
— Vai trabalhar, doutora Sofia.
Sofia continuou olhando para ela por mais alguns segundos antes de estreitar os olhos com desconfiança.
— Eu vou descobrir.
E saiu andando.
O problema?
Ela descobriu mesmo.
Porque no final do expediente, quando quase todo mundo já tinha ido embora, Sofia apareceu novamente na recepção segurando duas xícaras de café.
Colocou uma diante de Alana e apontou para a própria sala.
— Vem.
Alana já foi sabendo que estava ferrada.
Entrou na sala lentamente enquanto Sofia fechava a porta atrás das duas.
Então sentou-se na poltrona diante da mesa observando Alana em silêncio.
Esperando.
Alana tentou sustentar o teatro por aproximadamente cinco segundos.
Falhou miseravelmente.
Sofia apoiou os cotovelos na mesa.
— Certo. Agora desembucha. O que tá acontecendo?
Alana soltou o ar devagar antes de afundar na cadeira dramaticamente.
— Eu tomei uma atitude por impulso.
Sofia arregalou os olhos imediatamente.
— Meu Deus. Você matou alguém?
— Não!
— Então fala logo.
Alana fechou os olhos por dois segundos.
Respirou fundo.
E então confessou:
— Eu apostei um homem.
Silêncio.
Completo.
Sofia piscou lentamente.
Uma vez.
Duas.
— Você o quê?
Alana apontou para si mesma sem dignidade nenhuma.
— Eu apostei um homem.
Sofia ainda ria sozinha quando pegou o celular em cima da mesa.
— Não. As meninas precisam saber disso imediatamente.
Alana arregalou os olhos na mesma hora.
— NÃO!
Sofia virou lentamente na cadeira enquanto segurava o riso.
— Não? Por quê?
Alana levantou da poltrona praticamente desesperada.
— Porque eu acho que o Enzo não vai gostar nem um pouco se descobrir!
Ela passou as mãos no rosto antes de continuar:
— E se a gente contar pras meninas, elas contam pros maridos… e o estrago tá feito.
Sofia levantou uma sobrancelha.
— Achei que você pensasse que ele ficaria feliz em você e outra mulher apostar ele.
Alana abriu a boca.
Mas ficou em silêncio.
Porque no fundo sabia...
Aquela sido uma péssima ideia.
Principalmente porque aquela aposta fazia parecer que tudo entre eles era brincadeira.
E não era.
Nem um pouco.
Sofia observou o rosto dela com atenção antes de estreitar os olhos lentamente.
— Ih…
Ela apontou o dedo acusador.
— Você tá apaixonadinha.
— NÃO ESTOU!
— Tá sim.
— Sofia!
A advogada começou a rir outra vez antes de desbloquear o celular.
— Se pedirmos segredo, talvez elas não contem nada…
Ela parou de repente.
Pensou melhor.
Depois arregalou os olhos sozinha.
— Não. Pensando bem, é melhor não.
Alana suspirou aliviada imediatamente.
Sofia apoiou o celular na mesa antes de apontar para ela com falsa seriedade.
— Muito bonito isso, viu? Esconder segredos das nossas melhores amigas.
— Estou preservando vidas.
— Está preservando seu surto.
Alana afundou novamente na cadeira derrotada.
Sofia então pegou a xícara de café outra vez antes de concluir:
— Então acho bom você ganhar essa aposta.
Alana levantou os olhos lentamente.
E Sofia completou:
— Porque eu não quero pegar caso nenhum da Eduarda Xavier.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...