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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 559

A corrida durou muito menos do que Alana imaginava.

Talvez porque Enzo diminuísse o ritmo sempre que percebia ela prestes a morrer discretamente.

Ou talvez porque conversar com ele deixasse tudo mais leve.

Mesmo ofegante, reclamando da areia e ameaçando processar qualquer pessoa que tivesse inventado exercício físico, Alana acabou se divertindo mais do que gostaria de admitir.

E Enzo percebeu isso o tempo inteiro.

Percebeu nos sorrisos espontâneos.

Nas provocações.

E principalmente na forma como ela começava a relaxar perto dele sem nem perceber.

Quando finalmente pararam perto do calçadão, Alana apoiou as mãos nos joelhos tentando recuperar o fôlego.

— Isso definitivamente não é normal.

Enzo riu enquanto entregava uma garrafinha de água para ela.

— Você sobreviveu.

— Por pouco.

Ela tomou água rapidamente antes de apontar um dedo acusador.

— E se eu perder as pernas amanhã, a culpa é sua.

— Dramática.

— Realista.

Enzo soltou uma risada baixa enquanto observava o vento bagunçar algumas mechas soltas do cabelo dela.

Bonita.

Ela ficava perigosamente bonita sem esforço nenhum.

— Vem comigo — falou de repente.

Alana ergueu uma sobrancelha.

— Você vai me sequestrar depois da corrida?

— Depende. Você aceitaria café como recompensa?

Ela fingiu pensar por dois segundos.

— Acho que consigo negociar.

Poucos minutos depois, Enzo estacionou em uma rua mais tranquila próxima da praia.

Alana saiu do carro observando o pequeno prédio à frente.

E ficou imediatamente sem reação.

Porque não era apenas uma cafeteria.

Era uma cafeteria dentro de uma livraria.

O cheiro de café misturado com livros invadiu o ambiente assim que entraram, e os olhos dela literalmente brilharam.

Enzo percebeu na mesma hora.

Claro que percebeu.

— Meu Deus… — Alana girou devagar observando as estantes. — Isso aqui existe mesmo?

O sorriso dele apareceu automático.

— Existe.

Ela caminhou lentamente entre os livros como uma criança entrando na Disney.

Passava os dedos pelas lombadas.

Lia títulos.

Pegava alguns exemplares só pra olhar.

E Enzo simplesmente ficou observando.

Porque nunca tinha visto alguém ficar genuinamente feliz daquele jeito por causa de livros.

— Tá rindo de quê? — Alana perguntou ao perceber o olhar dele.

Enzo aproximou-se devagar.

— De você.

— Muito engraçado.

— Você fica empolgada igual criança em loja de brinquedo.

Ela abriu a boca indignada.

— Isso aqui é muito melhor que loja de brinquedo.

— Percebi.

Alana puxou um livro da estante antes de olhar para ele desconfiada.

— Espera… como você sabia que eu ia gostar disso?

Enzo deu de ombros com falsa tranquilidade.

— Você falou sobre livros umas quinze vezes no nosso primeiro encontro.

Ela piscou lentamente.

Porque aquilo significava que ele tinha prestado atenção.

De verdade.

E aquilo mexeu com ela mais do que deveria.

Tentando ignorar o pequeno caos emocional dentro do peito, caminhou até a cafeteria no segundo andar da livraria junto com ele.

O lugar era aconchegante, cheio de luz natural e cheiro de café recém-passado.

Perfeito demais.

Enquanto esperavam os pedidos, Alana continuava olhando ao redor encantada.

— Acho que eu moraria aqui facilmente.

Enzo apoiou o braço na mesa observando-a com atenção.

— Eu imaginei.

Eduarda.

Claro.

Quem mais seria?

Alana desviou os olhos rapidamente antes que ele percebesse qualquer coisa.

Tentando agir normalmente.

Falhando miseravelmente.

Ela abriu o livro aleatoriamente enquanto murmurava quase sem perceber:

— Será?

— O que você falou?

A voz de Enzo surgiu perto demais.

Alana praticamente se assustou ao perceber ele já voltando com os cafés nas mãos.

— Hm? Nada.

Ela levantou o livro rápido demais.

— Eu falei que esse livro parece bom.

Enzo observou a capa por alguns segundos antes de responder naturalmente:

— Então vamos levar.

Alana olhou para o livro.

Depois para ele.

E por algum motivo aquilo piorou ainda mais a confusão emocional dentro dela.

Porque Enzo fazia pequenas coisas bonitas sem perceber.

E isso era perigoso.

Muito perigoso.

Ela fechou o livro devagar antes de responder:

— Eu já tenho esse.

Enzo franziu levemente a testa.

Claramente confuso.

Porque aquilo não parecia motivo suficiente pra reação nervosa dela.

Mas antes que perguntasse qualquer coisa, Alana apenas desviou o olhar e pegou o copo de café sobre a mesa.

— Vamos?

Enzo continuou observando-a por alguns segundos.

Porque alguma coisa tinha mudado.

Ele só ainda não sabia exatamente o quê.

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