Segunda-feira.
Seis horas da manhã.
O céu ainda começava a clarear quando Enzo estacionou no lugar de sempre próximo à orla.
O vento fresco batia contra o rosto enquanto ele saía do carro ajustando o relógio esportivo no pulso.
Mas então…
travou.
Porque lá estava ela.
Alana.
Parada próxima ao calçadão usando legging preta, um moletom largo e claramente questionando as próprias decisões de vida naquele horário.
Enzo soltou uma risada incrédula imediatamente enquanto caminhava na direção dela.
— Meu Deus… eu realmente tô vendo isso?
O sorriso dele aumentou devagar.
— Ou isso aqui é uma miragem causada por excesso de corrida?
Alana cruzou os braços tentando parecer séria.
Falhando miseravelmente.
— Será? Talvez eu seja fruto da sua imaginação.
Enzo aproximou-se lentamente observando ela de cima a baixo.
Bonita.
Mesmo sonolenta.
Mesmo claramente arrependida de estar acordada tão cedo.
— Se for imaginação… minha mente tá ficando interessante.
Ela acabou rindo.
E Deus…
ele tinha sentido falta daquele som.
Então Alana respirou fundo dramaticamente antes de apontar para frente.
— Vamos logo antes que eu desista.
E saiu correndo.
Ou pelo menos tentando correr.
Enzo veio logo atrás segurando a risada.
Porque ela claramente estava fingindo condicionamento físico que não existia.
Nos primeiros minutos, Alana ainda tentou manter dignidade.
Depois de quase três quilômetros…
a dignidade morreu.
Completamente.
Ela diminuiu os passos até parar de vez, apoiando as mãos nos joelhos enquanto tentava desesperadamente recuperar o fôlego.
— Eu odeio correr.
A frase saiu entre respirações sofridas.
Enzo começou a rir imediatamente.
Muito.
Sem nem tentar esconder.
— Acho que nunca vi alguém demonstrar tanto arrependimento físico.
Alana levantou a cabeça lentamente apenas para lançar um olhar assassino.
— Se eu morrer aqui… você vai responder criminalmente.
Ele ainda ria enquanto entregava água para ela.
— Então por que apareceu assim do nada?
A pergunta saiu mais leve.
Mais curiosa.
E aquilo fez Alana perder um pouco da pose.
Ela desviou os olhos por um segundo antes de responder mais baixo:
— Queria passar tempo com você.
O coração dele tropeçou imediatamente.
Mas ela continuou antes que tivesse coragem de desistir:
— Desculpa atrapalhar.
Enzo ficou olhando para ela por alguns segundos.
Porque aquilo mexeu com ele mais do que deveria.
Então aproximou-se devagar enquanto respondia:
— A gente pode passar tempo junto sem precisar sofrer fisicamente desse jeito.
Ela soltou uma pequena risada cansada.
E Enzo continuou:
— Era só ter avisado.
A voz saiu mais baixa agora.
Mais sincera.
— Como você não apareceu na corrida ontem… achei que queria um tempo.
Aquilo apertou o peito dela imediatamente.
Alana abriu a boca para explicar.
Quase contou.
Quase falou da aposta.
Quase falou do ciúme.
Mas não conseguiu.
— Desculpa… eu só tava muito…
Ela hesitou.
Enzo terminou por ela:
— Ocupada.
O sorriso dele foi pequeno.
Educado demais.
E aquilo incomodou Alana instantaneamente porque ela percebeu:
ele tinha acreditado na mentira.
Enzo então se aproximou mais um pouco e afastou delicadamente uma pequena mecha solta do rosto dela, colocando atrás da orelha.
O toque foi leve.
Mas suficiente para bagunçar completamente os batimentos dela outra vez.
— Vem.
Ele começou a andar mais devagar agora.
— Vou te fazer experimentar o melhor sanduíche que você já comeu na vida.
Alana estreitou os olhos desconfiada enquanto acompanhava ele pela orla.
— Isso tá com cara de propaganda enganosa.
— Você vai pedir desculpas em cinco minutos.
E sinceramente?
Ela pediu.
Porque depois de mais alguns minutos caminhando, chegaram até uma barraca grande próxima da praia.
O dono abriu um sorriso imediato ao ver Enzo.
— Chef!
Os dois se cumprimentaram rapidamente antes de sentarem em uma das mesas externas.
Enzo pediu dois sanduíches, um café forte e um chocolate quente para Alana.
Ela ainda observava o lugar curiosa quando os pedidos chegaram.
Então deu a primeira mordida.
E congelou.
Os olhos arregalaram imediatamente.
Enzo começou a rir só de ver a reação dela.
— Meu Deus…
Ela olhou lentamente para ele ainda mastigando.
— Agora eu entendi porque você corre aqui cedo.
O sorriso convencido dele apareceu imediatamente.
— Então não espalha meu segredo.
Os dois riram juntos enquanto o vento da manhã balançava suavemente algumas folhas das árvores próximas.
E pela primeira vez em dias…
a tensão entre eles parecia desaparecer.
Enzo tomou um gole do café antes de perguntar casualmente:
— Tirei o resto do dia de folga hoje. O que você recomenda?
Alana nem precisou pensar.
— Sofá, leitura e ar-condicionado.
Ela apontou para o céu já claro.
— Porque esse calor tá criminoso.
Enzo riu baixo.
Mas Alana desviou os olhos para o mar escondendo discretamente o pequeno sorriso.
Porque, na verdade…
ela já tinha outro plano em mente.
O restante do dia seguiu leve.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...