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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 565

Segunda-feira.

Seis horas da manhã.

O céu ainda começava a clarear quando Enzo estacionou no lugar de sempre próximo à orla.

O vento fresco batia contra o rosto enquanto ele saía do carro ajustando o relógio esportivo no pulso.

Mas então…

travou.

Porque lá estava ela.

Alana.

Parada próxima ao calçadão usando legging preta, um moletom largo e claramente questionando as próprias decisões de vida naquele horário.

Enzo soltou uma risada incrédula imediatamente enquanto caminhava na direção dela.

— Meu Deus… eu realmente tô vendo isso?

O sorriso dele aumentou devagar.

— Ou isso aqui é uma miragem causada por excesso de corrida?

Alana cruzou os braços tentando parecer séria.

Falhando miseravelmente.

— Será? Talvez eu seja fruto da sua imaginação.

Enzo aproximou-se lentamente observando ela de cima a baixo.

Bonita.

Mesmo sonolenta.

Mesmo claramente arrependida de estar acordada tão cedo.

— Se for imaginação… minha mente tá ficando interessante.

Ela acabou rindo.

E Deus…

ele tinha sentido falta daquele som.

Então Alana respirou fundo dramaticamente antes de apontar para frente.

— Vamos logo antes que eu desista.

E saiu correndo.

Ou pelo menos tentando correr.

Enzo veio logo atrás segurando a risada.

Porque ela claramente estava fingindo condicionamento físico que não existia.

Nos primeiros minutos, Alana ainda tentou manter dignidade.

Depois de quase três quilômetros…

a dignidade morreu.

Completamente.

Ela diminuiu os passos até parar de vez, apoiando as mãos nos joelhos enquanto tentava desesperadamente recuperar o fôlego.

— Eu odeio correr.

A frase saiu entre respirações sofridas.

Enzo começou a rir imediatamente.

Muito.

Sem nem tentar esconder.

— Acho que nunca vi alguém demonstrar tanto arrependimento físico.

Alana levantou a cabeça lentamente apenas para lançar um olhar assassino.

— Se eu morrer aqui… você vai responder criminalmente.

Ele ainda ria enquanto entregava água para ela.

— Então por que apareceu assim do nada?

A pergunta saiu mais leve.

Mais curiosa.

E aquilo fez Alana perder um pouco da pose.

Ela desviou os olhos por um segundo antes de responder mais baixo:

— Queria passar tempo com você.

O coração dele tropeçou imediatamente.

Mas ela continuou antes que tivesse coragem de desistir:

— Desculpa atrapalhar.

Enzo ficou olhando para ela por alguns segundos.

Porque aquilo mexeu com ele mais do que deveria.

Então aproximou-se devagar enquanto respondia:

— A gente pode passar tempo junto sem precisar sofrer fisicamente desse jeito.

Ela soltou uma pequena risada cansada.

E Enzo continuou:

— Era só ter avisado.

A voz saiu mais baixa agora.

Mais sincera.

— Como você não apareceu na corrida ontem… achei que queria um tempo.

Aquilo apertou o peito dela imediatamente.

Alana abriu a boca para explicar.

Quase contou.

Quase falou da aposta.

Quase falou do ciúme.

Mas não conseguiu.

— Desculpa… eu só tava muito…

Ela hesitou.

Enzo terminou por ela:

— Ocupada.

O sorriso dele foi pequeno.

Educado demais.

E aquilo incomodou Alana instantaneamente porque ela percebeu:

ele tinha acreditado na mentira.

Enzo então se aproximou mais um pouco e afastou delicadamente uma pequena mecha solta do rosto dela, colocando atrás da orelha.

O toque foi leve.

Mas suficiente para bagunçar completamente os batimentos dela outra vez.

— Vem.

Ele começou a andar mais devagar agora.

— Vou te fazer experimentar o melhor sanduíche que você já comeu na vida.

Alana estreitou os olhos desconfiada enquanto acompanhava ele pela orla.

— Isso tá com cara de propaganda enganosa.

— Você vai pedir desculpas em cinco minutos.

E sinceramente?

Ela pediu.

Porque depois de mais alguns minutos caminhando, chegaram até uma barraca grande próxima da praia.

O dono abriu um sorriso imediato ao ver Enzo.

— Chef!

Os dois se cumprimentaram rapidamente antes de sentarem em uma das mesas externas.

Enzo pediu dois sanduíches, um café forte e um chocolate quente para Alana.

Ela ainda observava o lugar curiosa quando os pedidos chegaram.

Então deu a primeira mordida.

E congelou.

Os olhos arregalaram imediatamente.

Enzo começou a rir só de ver a reação dela.

— Meu Deus…

Ela olhou lentamente para ele ainda mastigando.

— Agora eu entendi porque você corre aqui cedo.

O sorriso convencido dele apareceu imediatamente.

— Então não espalha meu segredo.

Os dois riram juntos enquanto o vento da manhã balançava suavemente algumas folhas das árvores próximas.

E pela primeira vez em dias…

a tensão entre eles parecia desaparecer.

Enzo tomou um gole do café antes de perguntar casualmente:

— Tirei o resto do dia de folga hoje. O que você recomenda?

Alana nem precisou pensar.

— Sofá, leitura e ar-condicionado.

Ela apontou para o céu já claro.

— Porque esse calor tá criminoso.

Enzo riu baixo.

Mas Alana desviou os olhos para o mar escondendo discretamente o pequeno sorriso.

Porque, na verdade…

ela já tinha outro plano em mente.

O restante do dia seguiu leve.

As duas se abraçaram rápido antes da mulher olhar curiosamente para Enzo.

E imediatamente sorrir daquele jeito que tias fazem quando percebem romance antes mesmo do casal admitir.

— Então quem é esse rapaz bonito?

Alana arregalou os olhos na mesma hora.

— Tia!

Enzo segurou a risada enquanto cumprimentava ela educadamente.

— Prazer. Enzo.

— Muito prazer nada, já gostei de você só por aguentar essa menina.

— EI!

Os dois começaram a rir enquanto Tia Rosa conduzia eles até uma mesa perto da janela.

Assim que sentaram, Enzo observou o ambiente com atenção antes de comentar:

— Então sua família também tem dotes culinários e você tava escondendo isso de mim?

Alana pegou o cardápio enquanto ria.

— O segredo é que é só minha tia.

Ela apontou discretamente na direção da cozinha.

— Se minha mãe ouvir isso, eu desapareço misteriosamente.

Enzo soltou uma risada baixa.

E pela primeira vez em muito tempo…

aquilo parecia absurdamente fácil.

O almoço passou rápido entre conversas leves, provocações e histórias aleatórias.

Falaram sobre infância.

Sobre comida.

Sobre viagens.

Sobre o grupo serem todos emocionalmente caóticos.

E em vários momentos, quem olhasse de longe teria absoluta certeza de que eles eram um casal.

Daqueles que já estão juntos há muito tempo.

Porque existia intimidade.

Leveza.

Pequenos olhares.

Sorrisos involuntários.

E conforto.

Muito conforto.

Em determinado momento, Enzo apenas ficou observando Alana rir de alguma coisa que Tia Rosa tinha acabado de falar.

E o pensamento veio forte demais:

“Eu poderia me acostumar com isso.”

O problema?

Aquilo assustou ele imediatamente.

Muito.

Foi Alana quem percebeu o horário primeiro.

Ela arregalou os olhos antes de pegar o celular rápido demais.

— Meu Deus, eu preciso voltar pro trabalho.

Enzo olhou o relógio e soltou uma pequena risada.

— A gente ficou aqui tudo isso?

— Culpa sua.

— Minha?

— Totalmente sua.

Ele pagou a conta apesar das reclamações dela e depois deixou Alana novamente no escritório.

Quando o carro parou em frente ao prédio, os dois demoraram alguns segundos para realmente se despedir.

Como sempre.

Alana soltou o cinto devagar enquanto Enzo se inclinava levemente na direção dela.

O primeiro beijo na bochecha veio lento.

Demorado demais.

O segundo ainda pior.

Porque ficou perigosamente perto da boca.

De novo.

Alana sentiu o coração tropeçar instantaneamente.

E pelo pequeno sorriso satisfeito no rosto dele…

Enzo percebeu.

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